Torcida do Vasco arrecada quase R$ 35 mil em 24 horas para ajudar o colégio do clube



Colégio do Vasco foi criado em 2004 (Foto: Divulgação/Vasco)

Quem vai a São Januário num dia de jogo se encanta pela arquitetura do estádio, pela história do local, pelo palco imponente, pelos seus troféus expostos, pelo time e pela festa da torcida. É um pacote inseparável. O que talvez muitos não saibam, ou não se deem conta, é de que ali, dentro do mesmo complexo, uma parte fundamental do clube se encontra: o Colégio Vasco da Gama. O espaço, no entanto, precisa de ajuda.

Em grave crise financeira, o clube não realizou o pagamento dos salários dos professores nos últimos três meses e os profissionais entraram em greve, paralisando as aulas. Em nota, a diretoria disse que “se sensibiliza e compreende a manifestação dos professores e demais funcionários do Colégio” e que está trabalhando para evitar maior impacto sobre os próprios alunos.

A principal ação, no entanto, tem partido da própria torcida. Assim como na construção do seu estádio, em 1927, os vascaínos se mobilizaram para arrecadar dinheiro e salvar o colégio. Em apenas 24 horas, mais de R$ 34 mil foram obtidos pelo sistema de crowdfunding (financiamento coletivo) – valor arrecadado até às 11 horas desta sexta-feira. O objetivo é chegar aos R$ 70 mil para quitar a dívida com os professores e realizar reformas no espaço.

Coutinho estudou no colégio do Vasco (Foto: Divulgação)

Criado em 2004 para contribuir na educação de seus atletas da base – inclusive os que não se tornam profissionais no futuro-, o colégio ajudou na formação de jogadores como Philippe Coutinho, Alex Teixeira, Alan Kardec, Souza e Luan, entre outros. Mais de 500 jovens já passaram pela escola, a grande maioria de baixa renda.

A iniciativa da arrecadação partiu dos grupos Guardiões da Colina, Confraria, Raízes Vascaínas, Vascão Gigante, Vascomed e Confederação Vascaína.

O link para contribuir é esse: https://www.kickante.com.br/campanhas/ajude-recuperar-colegio-vasco-da-gama

O presidente do clube, Alexandre Campello, foi procurado pela reportagem – através de sua assessoria – para se pronunciar sobre o assunto, mas até a publicação da matéria não obtivemos o retorno.



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