Tiago Reis e a longa espera do Vasco por um novo artilheiro ‘caseiro’



Tiago Reis tem 6 gols em 5 jogos na Copinha (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Roberto Dinamite, Romário, Edmundo, Valdir, Sorato… Alguns dos maiores artilheiros da história do Vasco e do futebol brasileiro despontaram nas categorias de base do Cruz-Maltino antes de estourarem nos profissionais. Referências quando o assunto é gol – os três primeiros lideram o ranking histórico do Brasileirão -, ajudaram a formar a fama do time de revelar grandes goleadores.

Nos últimos anos, porém, o clube tem enfrentado dificuldades para lançar um novo artilheiro. Desde 1993, com Valdir Bigode, que um jovem vindo dos juniores – em um de seus primeiros anos como profissional -, não termina a temporada como goleador máximo da equipe. Os únicos pratas da casa que realizaram este feito pós-Bigode, na verdade, foram atletas revelados antes: Romário e Edmundo, que brilharam em seus retornos a São Januário no fim dos anos 90. Quando nenhum dos três liderou, ficaram com o ‘título’: Válber (96), Luizão (98), Marcelinho Carioca (2003), Alex Dias (2005) – junto com o Baixinho -, Leandro Amaral (2007), Élton (2009), Dodô (2010), Bernardo (2011), Alecsandro (2012), André (2013), Douglas e Edmílson (2014), Rafael Silva (2015), Nenê (2016/2017) e Yago Pikachu (2018).

Ou seja: há 26 anos que o Vasco não forma em sua base um artilheiro para o time principal.

Não que o clube não tenha revelado grandes jogadores neste período, muito pelo contrário. Felipe, Pedrinho, Hélton, Philippe Coutinho, Allan, Alex Teixeira, Douglas Luiz e Paulinho, pra ficar apenas na memória, são alguns dos nomes que surgiram. Porém, nenhum grande matador. Tanto é que, neste século, o jovem vindo do sub-20 que mais balançou as redes com a camisa cruz-maltina foi o meia Morais, autor de 39 gols. Thalles, com 35, foi quem mais se aproximou do apoiador. Ambos disputaram mais de quatro temporadas pelo clube e não chegaram a marca de Bigode em somente um ano: em 93, foram 42 bolas na rede empurradas por Valdir.

Número que deixa clara a escassez de goleadores oriundos da base nos anos 2000. Neste período, a esperança ficou em cima de nomes como Léo Macaé, Léo Borges, Souza, Willen, Felipe Adão, Anderson, Alan Kardec – talvez o único da lista a deixar saudades -, Éder, Lipe e Thalles, centroavantes típicos, altos, goleadores nas categorias inferiores, mas que acabaram nunca se firmando nos profissionais. Isso sem falar nos ‘baixinhos’ Caio Monteiro e Renato Kayser.

Tiago Reis, agora, é a nova aposta do Vasco para encerrar este jejum. Com 18 gols em 21 jogos desde que chegou do Cruzeiro, se coloca como uma promessa prestes a ser realizada. Se não tem a técnica apurada de Maxi López, por exemplo, titular do profissional, carrega consigo um faro de gol quase que natural, instintivo. Maior, talvez, até do que o do argentino. Ao menos atuando no sub-20. Como será nos profissionais? Só testando.

Tiago tem se mostrado de pouco enfeite e muita eficiência. Prende pouco a bola e busca sempre a finalização. E com um ótimo aproveitamento. Contra o Manthiqueira, precisou de apenas três chances para marcar duas vezes na goleada por 5 a 1 que garantiu o time nas oitavas de final. E a que não entrou, assustou.

Um 9 sem falsidade, que dá mostras que merece uma chance real com Alberto Valentim na temporada.

Youtube: Canal do Garone
Twitter: @BlogDoGarone
Facebook: /BlogDoGarone
Instagram:@BlogDoGarone



MaisRecentes

A vitória protocolar



Continue Lendo

Danilo Barcelos empata com Pikachu na vice-liderança no Troféu Ademir Menezes



Continue Lendo

Vasco empresta lateral para clube paraibano



Continue Lendo