Substituto de Marrony já está no Vasco



Marrony foi vendido ao Atlético Mineiro (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Nem toda venda é uma perda. Aliás, na grande maioria das vezes, não é. É uma troca.

Até mesmo no futebol, onde o objetivo final não é o simples comércio de jogadores, mas sim o desempenho técnico. Muitas vezes – talvez na maior parte delas -, a venda é uma necessidade, não uma opção.

Para o Vasco, que negociou Marrony com o Atlético Mineiro, a balança parece bem clara em relação ao lado em que pesa. Os R$ 15 milhões – ou algo em torno disso – fariam mais falta aos cofres vascaínos do que Marrony fará ao time em campo. Pode não ter sido uma decisão fácil, mas não dá pra dizer que foi errada. Prioridades.

Durante os últimos dias, enquanto a negociação entre cariocas e mineiros se arrastava, recebi muitas mensagens de torcedores cruz-maltinos preocupados com o que o atacante pode render no Galo. A maioria dos questionamentos falando sobre o futuro, mas poucos argumentos sobre o seu desempenho atual, que não era bom.

Fato é que o jogador, aos 21 anos, ainda é uma incerteza. Com potencial em muitos aspectos, é verdade, principalmente físicos – alto, veloz e canhoto – mas também com grandes deficiências, sobretudo na hora de concluir as jogadas, na hora de tomar decisões, seja através de passe ou de finalização.

Marrony agora é uma incógnita do Atlético, não mais do Vasco. O dinheiro, no entanto, é uma certeza para o clube.

Se o jovem evoluir nas mãos de Sampaoli, méritos do treinador e do jogador. De quebra, ainda poderá render mais um dinheiro ao Cruz-Maltino em cima dos 14% em que o clube manteve, além de um percentual referente ao Mecanismo de Solidariedade.

Se nada disso acontecer, no pior dos cenários, ainda assim o Vasco já terá recebido seus milhões pelo jogador. Algo que, no momento, com crise econômica e pandemia piorando o que já era ruim, é mais difícil de repor do que um atacante de lado de campo.

Marrony surgiu bem em 2018, viveu um momento positivo no início de 2019, mas caiu de rendimento ainda no Estadual. Com Luxemburgo, oscilou e só não perdeu a posição de titular em definitivo – foi reserva parte de setembro – em razão de um quadro de apendicite de Rossi, no fim de julho, e da ida de Talles Magno para a Seleção Sub-17, em outubro, onde sofreu uma lesão na coxa.

Em 2020, Marrony ainda não embalou. Mesmo sem Rossi, que foi para o Bahia, continuou tendo a sua titularidade ameaçada. Dessa vez, por Vinícius Paiva.

No Campeonato Carioca, o garoto de 19 anos vinha tendo uma média de uma assistência para finalização a cada 55 minutos em campo. Já Marrony precisava de 63. Apesar de nenhum dos dois terem estufados as redes, Vinícius acertou 60% das finalizações, enquanto que o titular, somente 11%.

Paiva, aliás, é o maior driblador do Vasco no Estadual, com 17 tentativas e 10 acertos (58,8%). Marrony, com mais minutos em campo (570 x 446), tentou apenas seis e teve êxito em somente três (50%).

E o clube ainda contratou Benítez, outro atacante de beirada e que mal estreou.

Ou seja, até então, nessa temporada, Vinícius já vinha sendo mais efetivo que Marrony, tanto na construção, quanto na finalização das jogadas. É uma certeza? Não é. Mas o antigo titular, hoje negociado com o Atlético, também não vinha sendo.

Aposta por aposta, o Vasco continua com uma. Porém, com alguns milhões importantíssimos nesse momento.

* Com números do Footstats



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