A Série A não perdoa, Vasco



Douglas foi um dos raros destaques do Vasco no jogo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Douglas foi um dos raros destaques do Vasco no jogo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Não foi uma péssima partida do Vasco, como o placar de 4 a 0 aponta. Mas foi uma atuação ruim, de maneira geral, atenuada pela excelência do Palmeiras. Não se pode errar contra quem muito acerta. Vira goleada.

A Série A não perdoa. O campeão dela, muito menos.

Poderia ter sido menos feio, se Douglas Luiz – dono do mais belo futebol da equipe atualmente – tivesse feito mais bonito quando teve chance cara a cara com Fernando Prass, enquanto o placar ainda marcava 2 a 0, mas carimbou o travessão.

Ou se Nenê chutasse direito de direita. Ou Pikachu não batesse em cima de Prass, mas sim por cima.

O que aconteceu no Allianz Parque foi uma clara demonstração de superioridade palmeirense. O que não foi nenhuma surpresa, convenhamos.

O Vasco até se mostrou capaz de equilibrar por alguns momentos o jogo contra um rival que brigará em cima, mas no primeiro vacilo, foi abatido. No coletivo ou no individual, em algum momento a qualidade prevalece. A diferença é grande.

E será assim sempre contra os principais adversários caso não se reforce.

Para cada esforço de DG no meio-campo, uma bola trabalhada pelo Palmeiras nas costas dos laterais, desprotegidos sem a ajuda dos meias. Para cada tentativa de fora da área do Vasco, uma subida tranquila de Mina pela direita, sem ser incomodado por Nenê ou Luis Fabiano. Para cada carrinho vascaíno, um drible palmeirense.

Para cada transpiração cruz-maltina, uma inspiração alviverde. Qualidades diferentes.

Faltam virtudes ao Vasco. Falta capacidade para definir as chances que tem, para criar em maior escala, para se sair melhor no 1 contra 1 – defensivo e ofensivo-, para errar menos na transição, para montar uma defesa segura… Falta até gente pra não fazer tanta falta.

Em alguns momentos o Palmeiras pareceu estar com um jogador a mais. E estava.

As subidas do zagueiro colombiano não eram acompanhadas pelos atacantes vascaínos. A superioridade numérica era visível também quando Dudu e Willian prendiam a marcação dos laterais, dando liberdade para os seus atletas de lado realizarem a jogada. Quando os volantes do Vasco iam ajudar na dobra, abria-se o meio para Guerra, Jean e cia.

Movimentos sincronizados que ajudaram a criar a goleada. Mobilidade essa que não seu viu no Vasco. E quando teve, não foi efetivo. Tudo ainda é muito intuitivo, pouco orquestrado, apesar dos 20 dias de treino, realizado no 3-6-1 mas que foi preterido estranhamento pelo 4-5-1 para o jogo.

O baile não durou os 90 minutos, é bem verdade, mas quando o Palmeiras quis dançar, o fez com perfeição, diante de um Vasco que se esforça para não tropeçar nas próprias pernas. De novo.



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