Sem um camisa 10, Luxemburgo tenta nova formação no Vasco



Marcos Junior estreou bem pelo Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco segue sem vencer no Campeonato Brasileiro. Porém, contra o Fortaleza, no empate em 1 a 1 no Castelão, pela primeira vez – foi apenas o seu segundo jogo – Vanderlei Luxemburgo mexeu na estrutura da equipe.

O 4-2-3-1 adotado desde os tempos de Zé Ricardo, passando por Alberto Valentim e Jorginho, se tornou um 4-1-4-1 com com um cabeça de área mais fixo – Raul – dois volantes por dentro – Lucas Mineiro e Marcos Junior – e dois pontas abertos – Yan Sasse e Rossi -, na segunda linha de quatro, com um atacante de movimentação à frente – Marrony. Um time bem diferente do que atuou contra o Avaí, com Bruno César centralizado na articulação e Maxi López, um centroavante mais pesado, fixo no ataque.

E a mudança de Luxemburgo pode ter sido determinada por uma deficiência antiga no elenco: a falta de um meia central.

O esquema com dois homens abertos, no 4-2-3-1, depende da aproximação desse articulador para funcionar. Do contrário, ficam isolados. Principalmente jogando com um atacante de pouca mobilidade. E era exatamente o que vinha ocorrendo na equipe vascaína.

Bruno César foi contratado no início do ano para ser esse camisa 10, mas não se firmou. Thiago Galhardo, que vinha sendo seu reserva imediato, se desentendeu com a diretoria e deixou São Januário recentemente, acertando com o Ceará – inclusive marcou os dois gols do Vozão na vitória de virada sobre o Avaí, nesta segunda-feira. Valdívia, o último reforço anunciado, segue devendo. Jovens, Lucas Santos e Dudu ainda não parecem prontos para assumirem a condição de titular.

Desde a saída de Nenê, no início de 2018, diversos jogadores foram testados na posição. Nomes como os experientes Wagner e Giovanni Augusto passaram pelo clube, assim como os jovens Evander e Guilherme Costa. Até o lateral-esquerdo Fabrício foi improvisado no setor, mas sem sucesso. Tanto que Maxi López, contratado já no 2º turno do Brasileiro, foi quem terminou a temporada como garçom do time, com apenas seis assistências. Nos dois anos anteriores, Nenê havia dominado o fundamento, com 18 passes em 2016 e 11 em 2017.

Este ano, ainda com dificuldades para encontrar um criador de jogadas, novamente quem lidera a estatística ofensiva é um jogador de outra posição: o lateral-esquerdo Danilo Barcelos, com quatro assistências para gol. Bruno César tem apenas duas.

Sem ninguém se firmar na função, Luxa optou por mudar. Contra o Fortaleza, a equipe investiu nas jogadas pelos lados, com Marcos Junior, Pikachu e Rossi triangulando pela direita. Foi a principal arma do time durante todo o jogo. Marrony preenchia o meio na ausência desse 10.

Na esquerda, com Lucas Mineiro, Danilo Barcelos e Yan Sasse, porém, não funcionou, e o Vasco acabou se tornando previsível, torto.

Quando Rossi deixou o campo, cansado pela alta intensidade imposta durante todo o duelo, o Cruz-Maltino perdeu sua única válvula de escape, e o Fortaleza chegou ao empate – numa perda de bola de Valdívia, que ocupava a posição do camisa 7 naquele momento.

Com Bruno César muito distante de ser o 10 que o Vasco precisa, o esquema com três volantes parece ser a melhor opção para o time. O problema é conseguir equilibrar os lados. Marrony vinha atuando pela esquerda, mas passou para a função de 9 com a saída de Maxi López. Se retornar para o flanco, o ataque perderá em mobilidade com a entrada de Tiago Reis.

É o famoso cobertor curto, que precisará ser resolvido por Luxemburgo.

Youtube: Canal do Garone
Twitter: @BlogDoGarone
Facebook: /BlogDoGarone
Instagram:@BlogDoGarone



MaisRecentes

Talles Magno, Raul e Ribamar ganham posições no Troféu Ademir Menezes



Continue Lendo

Sub-20: Vasco contrata jovem do Coritiba e renova com atacante



Continue Lendo

Talles Magno, Ribamar e as ironias da bola



Continue Lendo