A saída de Guarín do Vasco



Guarín marcou três gols pelo Vasco em 2019 (Foto: Marcelo Gonçalves/Photo Premium)

Escrevi aqui, há cerca de um mês, que Guarín havia ganho contornos de uma “obra inacabada” no Vasco. Imagine que você decidiu construir uma piscina em casa, pagou pelo projeto, mostrou pra todo mundo, investiu na construção, mas na hora que deveria realmente estar aproveitando, começou a dar problemas. Ficou o custo, se foram os benefícios. É mais ou menos esse o caso do colombiano.

Há um mês, o retrato já era esse: um gasto que não é aproveitado. Agora é ainda pior. Tornou-se insustentável, até para quem o defendia. Mas pode ser tarde demais.

O clube anunciou o meia no dia 27 de setembro do ano passado. Já são mais de 300 dias desde a sua chegada, quase um ano inteiro, e o jogador sequer vem treinando com o elenco. Isso às vésperas do principal campeonato do ano, o Brasileiro. Logo ele, que já não é de hoje vem tendo problemas para manter a forma física. E não digo apenas sobre o peso, mas sim sobre estar num nível competitivo, capaz de atuar 90 minutos.

Nesses 313 dias de Vasco, Guarín não conseguiu somar ainda 1000 minutos em campo. Nos 15 jogos em que atuou – o que já é um número baixíssimo -, em apenas seis esteve o tempo todo no gramado.

Ao todo, Freddy soma apenas 954 minutos com a camisa vascaína – grande parte fora de forma. É menos do que Germán Cano, contratado esse ano.

Agora, quase 5 meses após sua última aparição com a camisa do Vasco em campo, seja em treino, jogo-treino, amistoso ou partida oficial, o presidente Alexandre Campello afirmou que chegou ao seu limite com o jogador. Agora, faltando 5 dias para o fechamento da janela internacional e oito para a estreia do time no Brasileirão, que a diretoria percebeu que a principal peça da obra está faltando.

Entendo que o clube ajude o jogador em suas questões pessoais, seja um “parceiro” dele, como disse o próprio presidente. Entendo mais ainda o próprio atleta estar  focado em resolver eles. Mas a pergunta que fica é: e no Vasco, quem pensou? Aparentemente, ninguém.

O Vasco não sentirá a falta de Guarín. Afinal, o time de 2020 em momento algum foi montado com ele em campo. Nem na pré-temporada de Abel, menos na intertemporada com Ramon Menezes. Talvez sinta saudades do que nem aconteceu, mas aí outra história. Guarín deixa o Vasco como um potencial desperdiçado. Por ele próprio, diga-se de passagem.

O que o Vasco mais perdeu, na verdade, foi tempo. E tempo é dinheiro. E dinheiro no Vasco deveria ser prioridade.



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