Rossi: velocidade e combatividade que faltaram ao Vasco em 2018



Rossi pode reforçar o Vasco (Foto: Itamar Aguiar/Ag. Freelancer)

Quando o Vasco anunciou a sua numeração oficial para a temporada, a ausência de um algarismo marcante chamou a atenção: o 7. A camisa, que já pertenceu a nomes como Sorato, Bismarck, Valdir, Pedrinho, Donizete, Euller – o atacante foi o 8 em 2000 mas o 7 em 2001 -, e, mais recentemente, a Paulinho, porém, está perto de ganhar um novo dono: Rossi.

Revelado pela Ponte Preta, em 2012, o atacante foi ganhar destaque atuando com a camisa do Goiás, quatro anos depois, ao marcar 9 gols na Série B 2016. Na temporada seguinte, manteve o bom rendimento defendendo a Chapecoense, balançando as redes sete vezes em 35 jogos pelo clube. Bom desempenho que o fez ser negociado com o futebol chinês por 3,5 milhões de euros, cerca de R$ 14 milhões, na época – mais do que o Vasco recebeu por Evander e Mateus Vital, juntos, por exemplo.

Apesar dos gols marcados por Goiás e Chape, Rossi sempre teve na entrega a sua principal característica. É o famoso raçudo, que cada vez mais tem dado lugar ao jogador tático no dito futebol moderno. No caso do atleta de 25 anos, é mais raça mesmo, coração. Por onde passou, o atacante de 1,70 m agradou os torcedores por sua briga constante em campo, aliado, claro, a uma boa técnica e muita velocidade pelos lados do campo.

No último Brasileirão, a passividade vascaína sem a bola foi uma das marcas da equipe. Tanto é que o time terminou o campeonato com a segunda pior média de desarmes: apenas 13 por jogo, segundo o Footstats. E a contribuição de Rossi ao time de Valentim pode começar por aí.

Mesmo tendo atuado pouco pelo Inter – foram 27 jogos, mas apenas 934 minutos em campo -, o  atacante teve média de uma recuperação de posse a cada 46,7 minutos. O número foi superior, por exemplo, ao dos volantes Desábato (47,6), Bruno Cosendey (54,9) e Willian Maranhão (62,0).

Na verdade, entre os jogadores com ao menos 100 minutos de atuação pelo Cruz-Maltino, apenas Andrey (um desarme a cada 30) e Raúl (um a cada 30,9), obtiveram um desempenho melhor. Dos atacantes, quem esteve bem próximo do possível reforço no fundamento foi Marrony – que deve ganhar mais chances com Valentim -, com um roubo a cada 47,1 minutos. Kelvin, que terminou como titular pela esquerda, conseguiu apenas um desarme a cada 115,6 minutos, em média.

Podendo atuar pelos dois lados do campo, Rossi chegaria para disputar posição, provavelmente, com Yan Sasse, Rildo e Marrony, já que uma das vagas pelos flancos deve ser ocupada por Pikachu, artilheiro da equipe em 2018. No último ano, Paulinho iniciou a temporada jogando pela esquerda, Rildo também fez a função, antes de se lesionar, mas foi Kelvin, devolvido ao Porto, que terminou como titular.

Desde a saída do jovem, vendido ao Bayer Leverkusen, da Alemanha, que o clube busca uma reposição. Com características e expectativas distintas, Rossi pode ser este nome. Mesmo não tendo a mesma qualidade técnica que Paulinho, de criação e finalização, o provável novo camisa 7 pode trazer a combatividade ofensiva que o Vasco precisará para suprir as presenças menos ativas sem a bola de Bruno César e Maxi López. Até para evitar um desgaste excessivo da dupla. Veloz, com entrosamento, pode ser também mais um a se aproveitar do ótimo pivô do argentino e dos passes do novo 10, ainda que não seja um artilheiro de ofício.

ROSSI NO BRASILEIRÃO 2018
– Dados do Footstats

28 jogos
9 como titular
934 minutos em campo
1 gol
2 passes para gol
14 assistências para finalização
6 finalizações em gol
7 finalizações para fora
23 cruzamentos certos
59 cruzamentos errados
202 passes certos
60 errados
6 dribles certos
4 dribles errados
20 desarmes

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