Quando ser melhor não basta



Pikachu o líder em assistências para finalização, com três (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Não vou me alongar muito na análise de Vasco x Corinthians. Isso porque o Cruz-Maltino segue sem apresentar algo novo que valha um parágrafo original. Após buscar renovação contra Santos – vitória por 2 a 1 – e Athletico – derrota por 4 a 1 -, quando mandou a campo um time com três zagueiros e volantes e laterais com mais liberdade, Valadares optou novamente por uma equipe no 4-2-3-1, o mesmo que já havia falhado com Valentim e contra o Atlético Mineiro.

Um time óbvio e previsível, do qual só podia se esperar uma partida regular, mediana.

Veja bem, os paulistas, com o time reserva, entraram em campo conscientes de que a vitória era possível. Vágner Love deixou isso claro na entrevista pós-jogo, quando lamentou o resultado. Ou seja, para os demais clubes, o Vasco hoje é um adversário onde se pode rodar o elenco, poupar titulares e ainda assim pontuar.

Para os mais antigos, o famoso café com leite.

Já os cariocas, que abriram mão do próprio estádio por duas paçocas e um Guaravita – assim como fizeram em 2018 contra o mesmo adversário –  como um time pequeno qualquer no Estadual, que prioriza o financeiro ao desempenho técnico, viram mais camisa do que equipe, e aceitaram o empate. Jogaram mais, foram dominantes, mas terminaram a partida se defendendo de três titulares que reequilibraram o duelo – Clayson, Ramiro e Pedrinho.

Foi o suficiente para o Timão tomar conta da posse e das ações ofensivas nos minutos finais.

Talvez pelo fato de atuarem em Manaus, em campo neutro, o vascaínos chegaram ao fim do confronto com a insólita sensação de dever cumprido, ao não serem derrotados por um rival tradicional e que vem de um título Paulista. A verdade, porém, é que o clube chega a apenas um ponto conquistado de nove disputados, sendo seis deles como mandante. Três contra reservas. O suficiente apenas para ultrapassar CSA e Fluminense, que ainda não atuaram na rodada.

É o pior início do Vasco desde 2010, quando a equipe também começou o Brasileirão com duas derrotas e um empate. Na ocasião, terminou em 11º no campeonato.

De positivo, o ótimo retorno de Rossi. Caindo pelo lado direito, tendo o suporte de Pikachu – que alternou entre meio e lado – e Winck, foi a principal arma ofensiva vascaína, inclusive sofrendo o pênalti que resultou no gol de empate anotado por Maxi López. Mateus Vital, criado na base cruz-maltina por mais de uma década e vendido pelo valor de dez mandos de campo – fora os descontos -, já havia aberto o placar.

Tanto Sidão quanto Cássio trabalharam menos do que 3G em restaurante com wi-fi liberado. Foram três finalizações em gol do Vasco e duas do Corinthians, contando os gols. Nenhuma defesa difícil de nenhum goleiro ou algum momento mais incisivo que demonstrasse um interesse maior pela vitória.

O Vasco foi superior ao Atlético Mineiro e perdeu em São Januário. Foi melhor que o Corinthians reserva, em Manaus, com seu mando, e ficou somente no empate. Já são cinco pontos desperdiçados como mandante e que dificilmente serão compensados como visitante.

É muito para um time que tem que conviver constantemente com uma margem de erro tão pequena.

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