A péssima pontaria do Vasco



Marrony é artilheiro do Vasco no ano com apenas 7 gols (Foto: Paulo Sergio/Agência F8)

Nem só de pênaltis perdidos vive o ataque do Vasco. Erra-se outras conclusões também por lá. Seja por distância, má pontaria ou dificuldade de criação.

Contra o Bahia, neste sábado, na derrota cruz-maltina por 2 a 0, dentro de São Januário, o time igualou seu recorde de finalizações neste Brasileirão: 20. No entanto, foi também o jogo que mais errou: 16. Números idênticos aos obtidos pela equipe quando foi batida pelo Atlético Mineiro, também em seu estádio, por 2 a 1.

Um desempenho ofensivo que, se fosse critério de classificação, deixaria o Vasco na zona de rebaixamento. O time hoje é o 18º no quesito finalizações para marcar um gol. Ou seja, é a terceira equipe que mais precisa arriscar para estufar as redes adversárias. São necessárias 14,6 conclusões para anotar um gol. Apenas Avaí (22,7) e CSA (23,2) são menos eficientes, segundo números do Footstats.

Montado para contra-atacar, partindo em velocidade pelos lados do campo, já que não conta com um meia de criação – atua com três volantes que tentam se aproximar do ataque -, o time ainda não encontrou seu artilheiro para aproveitar os cruzamentos – é o 8º que mais tenta o jogo aéreo -, encontra dificuldades para infiltrar e abusa das conclusões de fora da área. É o 9º que mais tenta de longe (94), mas com o 5º pior aproveitamento (25,5%), empatado com a Chapecoense, adversário do próximo sábado.

Não à toa o Cruz-Maltino tem o 3º pior ataque do Brasileirão, com apenas 16 gols marcados.

Dificuldade que atrapalha inclusive a defesa. Sem aproveitar as chances na frente, principalmente quando atua como mandante, o time tende a se expôr atrás. E foi exatamente o que aconteceu contra o Bahia.

Um time que cria pouco e de forma limitada, precisa ser eficiente no ataque. O Vasco não tem sido.



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