Padrão de jogo, o grande mérito do Vasco



Marcinho e Montoya comemoram o gol do Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

Marcinho e Montoya comemoram o gol do Vasco (Foto: Marcelo Sadio/Vasco)

É muito difícil analisar um time em pré-temporada. É exatamente aquele momento onde a equipe tem todos os motivos para errar. Falta de entrosamento, pouco tempo de treino tático, falta de ritmo, preparo físico abaixo do ideal e etc.

E o Vasco errou. Muito! Mas não menos que os outros – São Paulo e Flamengo -, o que mostra que não estamos tão aquém dos adversários como pensávamos. Ou vamos pegar o Barcelona e não estou sabendo?!

Se tivéssemos tomado duas escovadas, todos cairiam de pau no time. Mas não foi o que aconteceu. Perdemos duas partidas jogando de igual para igual, contra dois times que já tinham uma base de 2014. Principalmente no primeiro tempo dos jogos, com os dois times descansados e completos, fizemos um jogo franco e fomos para o intervalo empatados.

E perdemos nos detalhes. Uma derrota por um erro individual e outra numa falha do bandeira que não marcou impedimento de Luís Fabiano, que participou da jogada do 2º gol. Mas acontece. Ainda mais nesse período.

Lembrando que o Vasco enfrentou o maior rival, semifinalista da Copa do Brasil do ano passado, e o atual vice-campeão brasileiro. Não era Série B, amigo. O Vasco não perdeu para o Icasa ou para o Luverdense. É bem diferente!

Se dá pra fazer frente a estes dois, não tem porque temer os outros. Quando falam que o futebol brasileiro está nivelado não é da boca pra fora. Mas é futebol, amigo, não pode vacilar. O Vasco vacilou. Mas dá para consertar.

O Vasco não tinha obrigação nenhuma de obter um bom resultado, era a ‘zebra’ do triangular, mas precisava apresentar alguma melhora. E mostrou. Principalmente taticamente.

Mesmo com pouco tempo de trabalho a equipe já mostrou ter o dedo de Doriva e isso é fundamental para termos um bom ano. O 4-2-3-1 bem armado pelo treinador, com os jogadores trocando de posição, mostrou que pode ser efetivo. Mas é início de trabalho, e é natural ter erros de posicionamento e acabar o gás da galera no segundo tempo. E foi o que aconteceu.

Deu para ver que não temos nenhum craque, é um elenco limitado, mas que se encaixar taticamente pode ter uma temporada menos sofrida e com baixo custo, o que é importante para a tão debilitada saúde financeira do clube.

Doriva foi campeão do Paulista com o Ituano em uma equipe toda desconhecida também, mas que encaixou taticamente e triunfou sobre os grandes clubes. Se lá deu, por que aqui não dá?

Acredito que com a chegada de um meia de criação e um centroavante goleador, o elenco se fecha e fica muito próximo do ideal que a torcida quer. Não em relação à história do clube, mas num comparativo com os adversários que terá pela frente.

Tecnicamente, o grupo está – um pouco – abaixo dos outros. Mas mostrou que coletivamente, na tática, pode se equiparar aos principais rivais. O time do Vasco pode não fazer jus a sua história, mas também não tem nenhum bicho de sete cabeças lá fora não… Não há o que temer!

Se tá ruim para o Vasco, então está ruim pra todo mundo…

Ninguém é de ninguém nesse início do ano.

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