Os erros e acertos de Joel no Vasco



Joel Santana deixou o Vasco (Foto: Rossana Fraga/LANCE!Press)

Joel Santana deixou o Vasco (Foto: Rossana Fraga/LANCE!Press)

Joel Santana chegou ao Vasco sabendo que tinha uma missão a ser cumprida e um prazo de validade no clube. Confesso que fui um entusiasta em sua chegada. Cravei inclusive com os amigos da redação que levantaríamos o Cariocão 2015 com ele no comando. Me enganei.

Acho que o treinador está longe de ser o personagem que muitos teimam em pintar – aliás, de uma tremenda falta de respeito isso – mas realmente o seu trabalho ficou muito aquém do esperado. Pelo menos por mim, que acreditava num Vasco diferente sobre o seu comando. Não foi.

No campo e nos números, Joel foi muito parecido com seu antecessor, Adílson Batista, mas precisávamos de mais. O time seguiu sem padrão, sem ofensividade e criatividade. O acesso veio ‘nas coxas’, não na bola. Inadmissível para quem é Gigante.

Joel teve méritos em aceitar o desafio, não se omitir quando chamado e saber levar na esportiva até as situações mais constrangedoras dentro do clube. Se Papai não foi o ‘salvador’, esteve longe também de ser um vilão. A semelhança nas estatísticas com Adílson mostram que realmente o elenco tinha suas limitações. E como tinha!

Talvez, se não tivesse aceitado o desafio na reta final da Série B, Joel seria o escolhido de Eurico para 2015. Mas as coisas não aconteceram desta maneira e o treinador não terá o seu tão sonhado ‘filé’.

No resumo da obra, Joel fez o que dava com o que tinha. Errou e acertou de uma maneira equilibrada, mas num campeonato onde o Vasco precisava desequilibrar, ser consistente e soberano. Não conseguiu dar o choque de ordem esperado no time.

O que fica de sua 5ª passagem, além da experiência sempre única, é o respeito pelo profissional que tantas vezes ajudou nosso clube e, mais uma vez, não fugiu da raia.

Valeu, Joel!

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