O talentoso Riquelme



Riquelme fez grande partida contra o Coritiba (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

As pernas finas confirmam o que o rosto também não faz questão de disfarçar: trata-se ainda de um garoto. E como todo jovem – e não só eles -, Riquelme ainda aprenderá com erros e acertos. Porém, o que se viu em São Januário neste sábado foi um belo aperitivo do que se pode esperar do menino.

O corpo pouco mudou nos últimos meses – naturalmente -, a cabeça, no entanto, parece ser outra. O talento, indiscutível desde criança, agora ganhou a companhia de uma arma poderosa e eficiente: a confiança. Um dos grandes méritos de Fernando Diniz desde a sua chegada ao Vasco.

Os dribles, antes tímidos e escassos, passaram a sair dos pés do lateral com o ritmo e a leveza de um dançarino. Solto, imperturbável e alegre.

Contra o Coritiba, Riquelme personificou a imagem da criança que faz da bola a sua melhor amiga, brincado despreocupado, positivamente irresponsável. Se havia a incerteza de como o garoto reagiria a forte presença da torcida, ela se foi no primeiro toque na bola, quando deixou Pec em boas condições na área. Esse seria apenas a primeira das muitas jogadas do canhotinho na partida.

O cético pode até dizer que foi apenas um jogo. O otimista, por sua vez, provavelmente completará: “o primeiro de muitos”. E nenhum dos dois estará errado. Só o tempo trará a resposta exata sobre até onde irá o talento do menino.

Certo é que Riquelme conseguiu roubar a cena numa tarde em que a vitória do Vasco teve a mão de Diniz, os pés de Cano e Nenê e a alma da torcida. Um grande feito para uma pequena joia em seu primeiro brilho.



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