O risco desnecessário do Vasco com Clayton



Clayton fez sete jogos pelo Vasco (foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Quando o Vasco anunciou a chegada de Clayton, no dia 3 de setembro, escrevi aqui um texto onde definia a contratação do jogador como de risco. Exatamente essa palavra. Em momento algum, é claro, passou pela minha cabeça que o risco poderia ser de perder pontos, como se passou a ventilar nessa segunda-feira.

Até então, a crítica era sobre a condição física do atacante, que tinha um longo histórico de lesões recentes e poucas atuações convincentes. Assim como Bruno César, Valdívia, Marquinho, Ramon e Breno. Mais um gasto de risco. Esse era o mote do texto. Agora é outro.

Clayton passou por Bahia, Atlético Mineiro e Vasco nesse Brasileiro. Só jogou, porém, por dois deles. Pelo Regulamento Geral de Competições da CBF, configura atuar quando o atleta entra em campo ou recebe cartão mesmo no banco, o que não foi o caso pelo Galo – explico melhor aqui.

Outra possível brecha para punição seria o fato dele ter trocado de clube duas vezes dentro do Brasileiro: do Bahia para o Atlético e de Minas para o Rio. O Regulamento de Transferência, porém, diz que retorno de empréstimo não configura transferência. Afinal, todo jogador volta a ter vínculo com o de origem após fim da cessão.

É um caso complicado, onde mais que brechas para punição, deixa também para interpretação.

A questão que fica é: por que o Vasco decidiu assumir tantos riscos com um jogador de tão baixo potencial de retorno? Um atleta que, nos últimos três anos, não disputou 50 jogos antes de chegar a São Januário. E que, pelo time, até agora, esteve em campo por apenas 119 minutos em sete aparições.

O Vasco sabia que Clayton havia passado por três equipes, tanto que consultou a CBF antes fechar com o jogador. No entanto, se havia algum tipo de dúvida ou dupla interpretação da regra, o risco deveria ter sido zerado com a não contratação.

A simples possibilidade de ser punido, ainda que remota, coloca em xeque a capacidade administrativa do clube. É o tipo de situação que se evita ao máximo. Principalmente com um jogador comum, contratado para ser reserva.

A verdade é que, jogar mesmo, não pela regra do campeonato mas pela da bola, Clayton não fez nem por Bahia, nem por Atlético e nem por Vasco. O que por si só já se mostrava uma contratação equivocada. Agora, ainda mais.

O fim de ano, que era para ser tranquilo, com o time sem riscos de queda, ganha uma ’emoção’ desnecessária e, principalmente, evitável.

Era o último gol contra que o vascaíno precisava ver nessa reta final de temporada. O último VAR de 2019.



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