O rebaixamento moral do Vasco



Benítez errou o passe que originou o 2º gol do Internacional (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O rebaixamento, apesar de ter uma data exata, como o nascimento, tem suas marcas bem definidas antes mesmo da concretização matemática. E o vascaíno, que já passou por isso três vezes em pouco mais de uma década, as conhece muito bem. São como chagas.

Se um único ponto de diferença para o Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento, parece pouco, o campo mostra uma distância bem maior. Hoje, Sport, Fortaleza, Bahia e até mesmo o Goiás, lutam contra o rebaixamento; o Vasco, por sua vez, caminha pra ele, com os olhos fundos de ressaca de um bêbado sem Carnaval.

As marcas da queda são nítidas. Ainda que haja chance matemática, o campo anuncia pra quem quiser ouvir: vai cair!

Aliás, a bola grita há muito tempo – por socorro -, mas poucos ouvem.

O jogo contra o Internacional, neste domingo, teve todos os elementos do velho roteiro de rebaixamento: arbitragem polêmica, erros individuais e coletivos, pênalti perdido pelo craque do time e a dolorosa lei do ex.

Agora, nada simboliza mais esse Vasco do que o segundo gol colorado. Se esse rebaixamento moral fosse um quadro, registraria a cena do gol de Galhardo.

Do irresponsável passe de Benítez até a inexplicável pausa de Leo Gil na marcação. Da tabelinha de fim de pelada na grande área até a inerte marcação vascaína. O retrato da aceitação da queda, da submissão.

Um gol que simboliza o ano cruz-maltino: um time mentalmente fraco, tecnicamente pobre e fisicamente morto. Um gol digno de rebaixamento.



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