O protagonismo de Luiz Gustavo



Luiz Gustavo fez ótima partida contra o Galo (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Confesso que tenho uma certa aversão a escrever após assistir jogos no VT. A aflição do ao vivo, a incerteza da bola na trave ou na rede, é mais da metade da paixão que carrega uma crônica. Escrever sobre um jogo que já se sabe o resultado é o mesmo que tentar se apaixonar à primeira vista no terceiro encontro.

Em todo caso, não é comum a defesa vascaína passar ilesa. Menos ainda fora de casa. Contra o ataque mais positivo do Brasileiro, o do Atlético Mineiro, quase inimaginável. Eu precisava ver.

O que era para ser uma noite sem crônica por aqui, acabou se tornando uma madrugada grudado na tv acompanhando a reprise da partida entre Vasco e Galo tentando me apaixonar por um 0 a 0.

E se não chegou a ser paixão, não vou negar que rolou ao menos um flerte.

Sentei para assistir ao jogo ciente de que havia sido uma atuação de gala de Luiz Gustavo. Seu nome aparecia entre os assuntos mais comentados do Twitter. E quando um zagueiro se coloca nessa posição, ao ponto de ter seu nome mais repetido que o do garçom em rodízio, ou proporcionou uma tragédia futebolística ou viveu o seu grande momento de glória.

O placar inalterado deixava claro que havia sido a segunda opção.

E quando se pensa num protagonismo de um defensor, imagina-se logo que o zagueiro assaltou o atacante, levou dele a camisa, os meiões e até uma parte da alma. Algumas vezes, com mais rispidez, uma lasca da carne. Mas não foi o caso. Luiz Gustavo domesticou Ricardo Oliveira sem maltratar um pedaço de grama, sem sequer lhe relar um braço. Foi na especialidade do artilheiro: a colocação.

O camisa 13 vascaíno fez do bom posicionamento uma catapulta para compensar seu 1,80m. Antecipou jogadas com a vidência de uma cartomante e fez coberturas com a precisão de um confeiteiro. Luiz Gustavo sobrou até no que deveria lhe faltar: altura. Bateu o recorde de rebatidas de um zagueiro vascaíno no Brasileiro, com 17.

E tudo isso contra um time que, além de Oliveira, tinha Leonardo Silva e Iago Maidana fazendo do jogo aéreo uma verdadeira roleta-russa. Luiz Gustavo ainda bloqueou, com os pés, o tiro fatal de Elias, quase no fim, já dentro da pequena área.

Mais uma vez na hora certa e no lugar certo. Na zaga.

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