O óbvio



Castán foi um dos poucos a se salvar na campanha do Vasco (Foto: Nayra Halm/Fotoarena)

Depois do que se viu no primeiro jogo da decisão, no Nilton Santos, a necessidade de uma segunda partida parecia mais uma mera formalidade. E, de certa forma, foi.

O gol de Willian Arão, de cabeça, em falta marcada após impedimento não assinalado do ataque do Flamengo, sepultou o resto de esperança que o vascaíno carregou até o Maracanã.

O Flamengo, num suspiro, já se encontrava na intermediária defensiva do Vasco. Já o Cruz-Maltino precisava de três ou quatro tentativas e um rebote recuperado após um chutão para se colocar em posição parecida. Era um esforço não para vencer o jogo, algo distante antes mesmo do apito inicial, mas para ao menos igualá-lo.

O que o Rubro-Negro fazia com naturalidade, o time de Valentim buscava com um esforço hercúleo. Mas já era mais do que havia apresentado nos últimos jogos. Uma coisa é ser inferior tecnicamente ao adversário, isso já era sabido muito antes da bola rolar no ano, antes mesmo da temporada passada se encerrar, a outra é se portar como inferior. E isso, ao menos, o time não fez neste domingo.

O Vasco, ali, após o gol de Arão, já não combatia pelo título carioca ou pela vitória no clássico, mas pela honra abandonada nos últimos confrontos. Batalhou pelos poucos, mas barulhentos, vascaínos que se recusaram a desistir e foram ao Maracanã em pleno domingo de Páscoa acreditando na ressurreição do time. Enfrentou, porém, um Flamengo num nível muito acima do Cruz-Maltino e que, mesmo em tarde pouco inspirada – até pela vantagem imposta -, em momento algum viu a sua taça ameaçada.

Se não fosse a arbitragem, que não marcou impedimento na origem do gol do Flamengo, de Renê, que parou duas vezes Pikachu, de Diego Alves, que fez ótima defesa em conclusão de Maxi López, e o travessão, que bloqueou o chute de Danilo Barcelos, o Vasco poderia ter tido melhor sorte. Não que ficaria com o título ou algo parecido, mas não merecia a derrota. A diferença entre os dois times é muito grande, mas o placar de 2 a 0 foi exagerado. Assim como o primeiro 2 a 0 havia sido pouco.

A fragilidade, porém, está exatamente aí.

A preocupação para a temporada está na naturalidade como as derrotas tem acontecido, como eu já havia chamado a atenção contra o Santos, no meio de semana. Por mais que o time melhore a movimentação com Marrony de centroavante e com Lucas Santos no meio, por mais que equilibre as ações quando Lucas Mineiro tem liberdade, segue sendo uma equipe frágil tecnicamente, que não aproveita as chances que cria e sucumbe nas primeiras investidas que sofre.

Se o Vasco é atropelado nos dias ruins e nos bons também é derrotado, é preciso rever, pra ontem, o que foi planejado para a temporada.

O ano do Vasco tem muito mais Flamengos e Santos pela frente do que Resendes e Americanos. O óbvio no Maracanã já ocorreu, mas ainda dá tempo de evitar a campanha ruim que se desenha para o Brasileiro.

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