O maior gol de Germán Cano



Cano comemorou com a bandeira LGBTQIA+ (Rafael Ribeiro/Vasco)

Bandeiras são muito mais do que um simples pedaço de pano. São um símbolo único, carregado de significados. É uma representação material de algo que muitas vezes não é palpável. Sentimentos, por exemplo.

A própria bandeira de um clube não é uma simples diferenciação de símbolos e cores num jogo futebol. Ela carrega consigo uma história.

Logo, respeitar a bandeira é respeitar a sua história.

Existe um ditado africano que diz o seguinte: “O rio quando esquece onde nasce, ele seca e morre”. Ou seja, se você esquece sua origem, perde a sua razão de existir.

A origem do Vasco está na luta pela igualdade, pela inclusão. É a sua raiz, a sua identidade. A sua bandeira.

O futebol é apenas um meio para isso.

O gesto de Cano, levantando a bandeira após o gol que abriu o caminho para a vitória por 2 a 1 sobre o Brusque, foi o rio reencontrando a sua nascente. Foi o Vasco revivendo a sua própria história, em busca de uma nova.

Assim como fez lá em 1924.

Se engana quem viu ali somente a bandeira LGBTQIA+. Era também a do próprio Vasco, com sua história. E de Germán Cano, uma bandeira vascaína cada vez mais cheia de significados e importância. Estão ligadas.

Cano talvez não domine a língua, mas controla a bola. É possível que não conheça toda a história da camisa que veste, mas sem dúvida a respeita. Certamente não é o centroavante mais alto que já passou por São Januário, mas tem real noção do seu tamanho.

E não apenas dentro do Vasco.

Um artilheiro tão grande que seu maior gol balançou muitos mais do que redes. Fez tremular, lá no alto, o que há de mais importante numa sociedade: o respeito e o amor.

Gigante.



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