O início promissor de Marrony



Marrony fez o gol da vitória sobre o Americano (Foto: Alexandre Neto/Photopress)

Se é errando que se aprende, Vasco e Americano deram uma verdadeira aula de futebol nesta noite de domingo, em São Januário. Não faltaram erros para o aprendizado da equipe de Alberto Valentim. Entre passes, cruzamentos, finalizações, lançamentos e perdas de posse, foram 113 falhas, segundo dados do Footstats. Mais de uma por minuto, sem tirar o tempo de bola parada. Isso só pelo lado vascaíno.

Não fosse por um espasmo de bom futebol de Andrey, na tentativa solitária de fora da área, aos 24 minutos, levantando a torcida, a etapa inicial teria sido menos relevante que calça jeans na praia. Até incômoda, eu diria. Foram longos 45 minutos sem uma finalização vascaína na direção do gol. Yan Sasse chegou a receber um cruzamento de Cáceres na pequena área, mais livre que choppinho após o fim do expediente. Porém, impassível, o meia só viu a bola lhe tocar as pernas e fugir pela linha de fundo como se quisesse antecipar o intervalo.

Valentim foi para o vestiário reclamando que a movimentação treinada não vinha sendo colocada em prática. Um alívio, afinal, se a monotonia ofensiva fizesse parte dos treinos, o problema seria mais profundo. Dono das ações contra um frágil Americano, o time chegava na intermediária de ataque quase que anêmico, fraco, sem inspiração.

Bastou, no entanto, um novo impulso para que a vitória fosse garantida. Apenas um instante de futebol, mais rápido que um eclipse, um pequeno lampejo onde todas as peças se encaixaram: Lucas Mineiro acertou um lindo lançamento – seu único no jogo – para Pikachu, que cruzou na medida – seu único levantamento certo – para Marrony fazer 1 a 0, na única finalização certa da equipe na partida. Uma sequência de acertos que, espera-se, vire rotina em 2019, mas que ainda é apenas uma faísca, uma centelha. Ao contrário do jovem artilheiro vascaíno, que brilha de forma contínua.

Na chance que teve, atuando como centroavante e não pelos lados, como vinha jogando, Marrony marcou o seu terceiro gol em apenas três jogos no Estadual. É o melhor início de Carioca de um goleador vascaíno desde Valdir, em 2004, que marcou seis vezes nas três primeiras partidas. Romário, em 2006, Alecsandro, em 2012, Edmílson, em 2014, e Riascos, em 2016, também marcaram três vezes em três rodadas. Com a sua idade, 19 anos, apenas Ely Thadeu, no Caixão 2002, obteve essa média neste século.

Se coletivamente o desempenho ainda não anima, individualmente o Vasco tem mostrado que pode encontrar o caminho durante a temporada. É preciso, porém, transformar os lampejos em constância, e os erros contantes em ressalvas – como foi o lance da expulsão de Andrey, que freou o ímpeto vascaíno no 2º tempo.

O rápido Marrony agora é também goleador. Canhoto, marcou de direita – duas vezes –  e de cabeça. Em fase artilheira, não se inibiu na hora de servir – deu a assistência para o gol de Galhardo contra o Madureira. Quatro participações diretas nos sete gols marcados, atuando pelos dois lados e centralizado. Um repertório variado e animador.

Marrony é o brilho constante de um time que ainda vive de lampejos.

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