O 2º ato



Benítez foi o principal destaque do Vasco (Foto: Rafael Ribeiro)

Uma das grandes virtudes do futebol é a sua capacidade de contar diferentes histórias com os mesmos personagens, num mesmo palco. Quase nunca há uma repetição. Não idêntica. O Botafogo x Vasco dessa quinta-feira, num 2º ato entre os rivais esta semana, é uma prova disso.

E digo isso não apenas pelo fato do Vasco ter vencido o Botafogo no domingo, por 3 a 2, e ter sido derrotado nessa quinta, por 1 a 0. Mas sim pelo roteiro completamente distinto, não apenas o final. O que é, inclusive, compreensível.

Como todos sabem – ou deveriam -, não se corre uma maratona no mesmo ritmo em que se disputa os 100m. Da mesma forma que não se joga uma partida de Brasileiro, de 90 minutos, da mesma maneira com que se disputa um duelo de mata-mata, uma partida de 180 minutos separada por uma semana. É preciso ter fôlego.

Os mesmos Botafogo e Vasco que no fim de semana fizeram um confronto com 5 gols e 39 finalizações, dessa vez foram mais comedidos, com apenas uma bola na rede e 21 tentativas. Somente seis foram na direção do gol, quase o mesmo número de tentos do clássico disputado no fim de semana.

Mesmos times, mesmo local, mas dinâmicas diferentes.

Com exceção dos 15 minutos iniciais, onde o Alvinegro marcou alto a saída do Cruzmaltino, e os 10 finais, onde o time de Autuori encontrou espaços para contra-atacar, os rivais se limitaram a rodar bola no meio-campo. Principalmente passando pelos pés de seus defensores, e de lá quase nada saindo. Com mais de 70 passes cada um, Kanu (73) e Rafael Forster (72) foram os mais acionados. Pelo lado vascaíno, Miranda (63) e Castán (62) lideraram.

O excesso de passes entre zagueiros diz muito sobre como foi o jogo.

Se não fosse o gol de Matheus Babi, botando sob os braços toda a defesa vascaína – assim como já havia feito no domingo -, talvez hoje o clássico já seria assunto morto. Mas não, o 1 a 0 não deu apenas uma vantagem ao Botafogo. O gol do centroavante já começou a rabiscar as próximas linhas da partida de volta, em São Januário.

Se o 1º jogo de um mata-mata é naturalmente estudado, o segundo costuma justificar o nome da disputa. É o que esperam botafoguenses e vascaínos.



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