A mudança de Jean



Jean subiu de produção nos últimos jogos (Foto: Paulo Fernandes)

Jean subiu de produção nos últimos jogos (Foto: Paulo Fernandes)

Jean estreou pelo Vasco na vitória sobre o Resende, por 2 a 1, pelo Carioca. Em apenas 45 minutos, conseguiu dois desarmes, alguns bons bloqueios e deixou o gramado aplaudido pela torcida.

Nos jogos seguintes, entretanto, o volante teve algumas dificuldades no posicionamento. O excesso de vontade em campo muitas vezes vinha acompanhado de brechas defensivas. As subidas do camisa 5, com ou sem bola, deixavam a defesa exposta.

A chegada de Milton Mendes, porém, tem mudado este panorama. E a forma de jogar.

Sob o comando do novo treinador, Jean tem aparecido menos com a bola e mais nos desarmes. A transição defesa-ataque passou a ser de responsabilidade de Douglas Luiz, Andrezinho e Nenê e menos do cabeça de área, antes sobrecarregado.

Posicionado muitas vezes mais centralizado, como o ‘1’ do 4-1-4-1, quando o Vasco tem a posse e Douglas sobe para ajudar na criação – deixando pra trás o 4-2-3-1 -, Jean se encaixou no setor defensivo proposto por Milton Mendes.

Passou a ser uma peça da zaga, não mais de ligação.

No mapa da esquerda, o posicionamento de Jean contra o Flamengo sob o comando de Cristóvão Borges. Na direita, seu posicionamento no clássico com Milton Mendes. Note que o camisa 5 praticamente não cruza a linha do meio-campo na 2ª partida, mas cai dos dois lados para fazer a cobertura. Na 1ª partida, porém, com Cristóvão, além de mais avançado, atuou prioritariamente pela direita, ajudando no corredor, mas dando espaços no meio. (Mapa: Footstats)

No mapa da esquerda, o posicionamento de Jean contra o Flamengo sob o comando de Cristóvão Borges. Na direita, seu posicionamento no clássico com Milton Mendes. Note que o camisa 5 praticamente não cruza a linha do meio-campo na 2ª partida, mas cai dos dois lados para fazer a cobertura. Já no 1º jogo, porém, com Cristóvão, além de mais avançado – algumas vezes se aproximando da área adversária, atuou prioritariamente pela direita, ajudando no corredor, mas dando espaços no meio. (Mapa: Footstats)

A função de levar a bola à frente mudou de mãos, evitando que a receba nas costas. Mais postado, Jean erra menos e se coloca melhor. E os números mostram isso.

Nos cinco jogos pelo Estadual com Cristóvão Borges, o volante teve uma média de 30 tentativas de passes por partida e 2,6 desarmes. Com Milton, nas quatro rodadas até agora, tocou aproximadamente a metade de vezes – 16,7/jogo – e roubou quase o dobro – média de 4 por duelo.

A mudança aflorou a principal qualidade de Jean, os desarmes, e minimizou a deficiência, os passes mais incisivos e as subidas desnecessárias para dar combate no campo de ataque. E tem dado certo.



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