Marcelo Alves, Catatau e o tempo perdido



Marcelo Alves tem sido um dos destaques do Vasco (foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Quem me acompanha por aqui há alguns anos sabe do meu desprezo pelo 0 a 0. Aliás, parando agora para pensar, não me recordo de nenhum outro esporte onde seja possível terminar exatamente como começou. É como uma corrida de carros sem largada, um pequeno ronco do motor e mais nada. O Vasco e Bahia desse domingo foi assim.

Além do placar inalterado – ao meu ver, um crime contra o esporte -, em campo o que se viu foi muita luta – até demais – e pouca bola. Se não fossem as polêmicas da arbitragem, pouco teríamos a dizer sobre o duelo que, em 90 minutos, teve somente sete finalizações na direção do gol. Um dos raros com perigo, numa batida do até então esquecido Ygor Catatau, um dos principais personagens do dia.

Catatau foi a grata surpresa da tarde quente de São Januário. Escanteado por Sá Pinto, com quem atuou por apenas 13 minutos – divididos em 4 jogos -, o atacante reapareceu com Luxemburgo no 2º tempo do confronto deste fim de semana. E bem. Se não fosse a falta de Castán em Douglas, teria deixado o gramado como herói da partida, assim como já foi contra Botafogo, onde fez o gol da vitória, e Santos, onde marcou Marinho e deu uma assistência.

Ygor, inclusive, não foi o único deixado de lado pelo português. Marcelo Alves, novamente o melhor em campo pelo lado vascaíno, foi outro que perdeu espaço com Ricardo e agora recupera com Luxa.

Marcelo, como já disse aqui em outra oportunidade, passa longe do estereótipo do ‘zagueiro-zagueiro’ vindo de clube pequeno. Contra o Bahia, além de bloquear dois chutes de Gilberto, ainda mostrou parte do seu repertório de passes verticais, principalmente acionando Léo Matos na direita. Teve espaço e soube usar – acertou 4 das 6 bolas longas que tentou.

Tanto Marcelo quanto Catatau não perderam espaço apenas pela chegada de Sá Pinto, mas principalmente pela bagagem que veio junto do treinador: Jadson e Gustavo Torres. Dois nomes que chegaram por indicação do técnico, com salários mais altos do que da dupla vinda do Madureira, para as mesmas posições, e que não deram nenhum retorno em campo.

A boa atuação da dupla nesse domingo – apesar do fraco futebol do time – só veio reforçar o tempo – e o dinheiro – perdido com o treinador português.



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