Luxemburgo deixa o Vasco com aproveitamento quase igual ao de Valentim



Luxemburgo teve mais de 50% de aproveitamento no Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco aguardava a decisão de Vanderlei Luxemburgo para iniciar o planejamento do futebol para 2020. Não espera mais. Clube e treinador anunciaram nesta sexta-feira que não seguirão juntos para a próxima temporada. Com diversos problemas de penhora judicial e ainda com salários atrasados, Cruz-Maltino e técnico não chegaram a um acordo financeiro.

O início de Luxemburgo em São Januário foi animador. Após pegar o time na última colocação, sem vitórias e com apenas um ponto após quatro rodadas, tirou o time da zona de rebaixamento e conseguiu classificar para a Sul-Americana. O desempenho, no entanto, variou para baixo nos últimos jogos, tanto o nível das atuações quanto os resultados.

Em seus 15 primeiros jogos pelo Vasco, Vanderlei teve um aproveitamento de 62,2%, o segundo maior desta década ficando atrás apenas de Ricardo Gomes, em 2011. Na reta final da competição, porém, quando o time chegou a se aproximar da zona de classificação para a Libertadores, passou a oscilar, ficando apenas com a 12ª posição.

Luxa termina a sua passagem pelo clube com 15 vitórias, 12 empates e 10 derrotas em 37 jogos disputados. Um aproveitamento de apenas 51,3%, menos de 1% a mais que Alberto Valentim, seu antecessor. Valentim, no entanto, conquistou a maior a parte dos pontos durante o Estadual e nas fases preliminares da Copa do Brasil, enquanto que Luxemburgo só disputou o Brasileiro e três amistosos, também computados aqui.

RANKING DE APROVEITAMENTO DOS TREINADORES DO VASCO NOS ANOS 10
– Números entre 2010 e 2019

1º – Ricardo Gomes – 2011 – 44 jogos – 24 vitórias – 13 empates – 7 derrotas – 64,39% de aproveitamento
2º – Vagner Mancini – 2010 – 19 jogos – 10 vitórias – 5 empates – 4 derrotas – 61,4% de aproveitamento
3º – Gaúcho* – 2012/2013 – 18 jogos – 10 vitórias – 3 empates – 5 derrotas – 61,1% de aproveitamento
4º – Cristóvão Borges – 2011/2012 – 78 jogos – 41 vitórias – 18 empates – 19 derrotas – 60,2% de aproveitamento
5º – Adílson Batista – 2013/2014 – 52 jogos – 24 vitórias – 21 empates – 7 derrotas – 59,6% de aproveitamento
6º – Jorginho – 2015/2016 – 87 jogos – 43 vitórias – 24 empates – 19 derrotas – 58,6% de aproveitamento
7º – Cristóvão Borges – 2017 – 14 jogos – 7 vitórias – 2 empates – 5 derrotas – 54,7% de aproveitamento
8º – Doriva – 33 jogos – 2015 – 15 vitórias – 9 empates – 9 derrotas – 53,5% de aproveitamento
9º – Gaúcho – 2010 – 10 jogos – 5 vitórias – 1 empate – 4 derrotas – 53,3% de aproveitamento
10º – Joel Santana ** – 2015 – 17 jogos – 7 vitórias – 6 empates – 4 derrotas – 52,9% de aproveitamento
11º – Zé Ricardo – 2017/2018 – 50 jogos – 22 vitórias – 13 empates – 15 derrotas – 52,6% de aproveitamento
12º – Vanderlei Luxemburgo – 2019 – 37 jogos – 15 vitórias – 12 empates – 10 derrotas – 51,3% de aproveitamento
13º – Paulo Autuori – 2013 – 13 jogos – 6 vitórias – 2 empates – 5 derrotas – 51,2% de aproveitamento
14º – Alberto Valentim – 2018/2019 – 41 jogos – 17 vitórias – 11 empates – 13 derrotas – 50,4% de aproveitamento
15º – Celso Roth – 2015 – 13 jogos – 6 vitórias – 1 empate – 6 derrotas – 48,7% de aproveitamento
16º – Milton Mendes – 2017 – 27 jogos – 11 vitórias – 6 empates – 10 derrotas – 48,1% de aproveitamento
17º – PC Gusmão – 2010/2011 – 39 jogos – 14 vitórias – 14 empates – 11 derrotas – 47,8% de aproveitamento
18º – Jorginho – 2018 – 10 jogos – 4 vitórias – 1 empate – 5 derrotas – 43,3% de aproveitamento
19º – Dorival Júnior – 2013 – 29 jogos – 9 vitórias – 8 empates – 12 derrotas – 40,2% de aproveitamento
20º – Marcelo Oliveira – 2012 – 10 jogos – 2 vitórias – 2 empates – 6 derrotas – 26,6% de aproveitamento
Celso Roth – 2010 – 5 jogos – 1 vitória – 1 empate – 3 derrotas – 26,6% de aproveitamento

* Contabilizado o jogo entre Vasco e Palmeiras pelo Brasileiro de 2011, onde Gaúcho assumiu como interino após a saída de Cristóvão Borges e antes da chegada de Marcelo Oliveira.

** Não contabilizados os jogos ABC x Vasco e América-MG x Vasco, em setembro de 2014, onde Jorge Luiz assumiu interinamente. Não computada também a partida entre Vasco x Bragantino, onde Marcelo Salles assumiu interinamente.

Obs: não contabilizados os aproveitamentos de técnicos interinos, como Gaúcho – apenas quando foi efetivado -, Marcelo Salles, Valdir e Marcos Valadares.



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