Lucão mantém tradição de vascaínos com a Seleção em Toulon



Lucão foi convocado para a Seleção Olímpica (foto: Carlos Gregório Jr/vasco)

Sem Fernando Miguel, lesionado, o Vasco tem tido problemas no gol neste início de Campeonato Brasileiro. Após lançar o jovem Alexander, um dos destaques da equipe sub-20 na Copa São Paulo de Juniores, o clube contratou o experiente Sidão, que falhou na derrota por 3 a 0 para o Santos e deixou o gramado sob vaias da torcida. No início desta semana, porém, a meta cruz-maltina recebeu uma boa notícia: a convocação do jovem Lucão para a Seleção Brasileira Sub-23 que disputará o Torneio de Toulon, na França.

Tradicional competição que é realizada desde os anos 60, a disputa já foi vencida pelo Brasil em oito oportunidades. Em muitas delas, contando com a participação de jogadores do Vasco.

Em 1980, o zagueiro João Luís e o meia Dudu foram os representantes vascaínos no elenco campeão. Em 81 foi a vez do apoiador Marquinho – autor do gol do título carioca sobre o Flamengo, em 82 – levantar a taça vestindo a Amarelinha. Dois anos depois, o meia Ernani fez parte do grupo que ficou com o tricampeonato.

Depois da conquista de 83, a Seleção só voltou a ganhar em 95. Neste meio tempo, porém, alguns ídolos vascaínos disputaram a competição na França, como Mazinho e Bismarck, em 87, num time que contava ainda com Taffarel (Inter), Célio Silva (Americano) – que seria campeão brasileiro com o Vasco em 89 -, César Sampaio (Santos), André Cruz (Ponte Preta) e Alcindo (Flamengo).

Em 90, os brasileiros terminaram na 3ª colocação, com uma equipe que tinha Marcelinho Carioca, Túlio, Cafú, Leonardo – ex-Milan, São Paulo e Flamengo – e Assis, irmão mais velho de Ronaldinho Gaúcho. Entre os cruz-maltinos, o goleiro Carlos Germano, que se tornaria um dos maiores ídolos da história do clube, o lateral-esquerdo Cássio e o meia França foram os convocados.

Três anos mais tarde, numa geração que tinha Sávio e Argel, surgiam os vascaínos Yan e Bruno Carvalho. O Brasil, porém, cairia ainda na primeira fase, sendo derrotado por República Tcheca – 3 a 2 – e Portugal – 1 a 0 -, e empatando com a  Inglaterra em 0 a 0.

A Seleção voltaria a conquistar um título em Toulon em 95. Com nomes como Juninho Pernambucano – ainda no Sport -, Leonardo Pereira – contratado pelo Vasco junto com o Reizinho no mesmo ano -, Fábio Baiano, Alberto Valentim – então lateral-direito – e Leandro Machado, além da segunda participação de Bruno Carvalho, o Brasil ficou com a taça batendo a França na decisão, por 1 a 0 – gol de Leandro.

Na temporada seguinte, o Brasil venceria pela quinta vez a disputa a primeira sem ao menos um representantes do clube de São Januário. Comandada pelo craque Alex, ex-meia de Coritiba, Cruzeiro e Palmeiras, a Seleção encarou mais uma vez a França na final e ganhou nos pênaltis.

No ano do centenário do Vasco, mais um goleiro do clube foi chamado para a competição: Hélton. Aos 20 anos de idade, ainda sem estrear como profissional – assim como Lucão -, o arqueiro fez parte do grupo junto com outro que passaria pela Colina pouco tempo depois: Fábio, até então camisa 1 do União Bandeirante, do Paraná. Dois anos depois, a dupla conquistaria o Brasileiro com a camisa vascaína.

Um ano depois, em 99, mais uma saída prematura da Seleção. Porém, mais uma vez revelando grandes nomes. Com Kaká, Diego Cavalieri e Thiago Motta, o Brasil perdeu os três jogos para África do Sul, França e México. Nessa edição, dois jogadores do Madureira que seriam contratados pelo Vasco logo em seguida: Léo Lima e Souza. Além deles, o lateral-direito Bruno Leite, da base cruz-maltina, mas que fez apenas cinco jogos como profissional pela equipe entre 2001 e 2002.

E por falar em 2002, esse foi mais um ano de título verde e amarelo. Com Rodrigo Souto no meio-campo da Seleção, o time comandado pelo técnico Marcos Paquetá, e que tinha Adriano Imperador, Diego, Dagoberto e Daniel Alves, bateu a Itália na decisão por 2 a 0. Dois anos depois, sem nenhum vascaíno, ficaria em 4º.

O Brasil só retornaria a Toulon em 2013, e de lá sairia com a sétima taça. Com o volante Danilo, cria da base cruz-maltina, entre os convocados, a Seleção ficou com o título após vencer a Colômbia na final. Vinícius Araújo, hoje no Vasco, foi um dos artilheiros da competição com três gols.

Na temporada seguinte, a oitava conquista brasileira. E novamente com a participação vascaína, dessa vez de um centroavante: Thalles. Hoje emprestado à Ponte Preta, o atacante marcou duas vezes na campanha da Seleção.

A última participação do Brasil na competição não teve taça, mas teve jogador do Vasco. Mais uma vez. Paulo Vítor, atualmente cedido ao Marbella, da Espanha, foi um dos convocados do técnico Carlos Amadeu. Com uma vitória, um empate e uma derrota, a equipe acabou eliminada na primeira fase.

No ano passado, nenhum vascaíno foi convocado, e mais uma vez a Seleção não conquistou o título. Agora, além de Lucão, Mateus Vital e Douglas Luiz, outras duas pratas da casa mas que já deixaram São Januário, também integram o elenco sub-23 da Seleção. Será que vem a nona taça?

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