A longa pré-temporada do Vasco



Douglas foi um dos destaques do Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

Douglas foi um dos destaques do Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

O Vasco parece estar em uma eterna pré-temporada. Há anos. Quando não falta uma definição de jogo, é escassa a variação dela. Ou o físico falha. Entre estar sem ritmo e ficar desgastado, sobram poucos jogos. Sempre há uma explicação para a falta de bom futebol. Em início de ano, ainda mais.

Contra o Vila Nova, Cristóvão não teve Nenê. Não teve também, novamente, os dois pontas abertos. Wagner foi titular, assim como no clássico com o Flamengo, deixando Guilherme Costa no banco. Um dos melhores do time nos primeiros jogos do ano parece ter perdido a posição por ser mais jovem que seus concorrentes. Em campo, porém, apresentou, até o momento, mais que Andrezinho e Wagner, dupla que iniciou o duelo desta quarta-feira.

Cristóvão testou um Vasco com dois meias como volantes nos primeiros jogos do ano. Desistiu. Depois, com wingers. E parece te desistido. No duelo com os goianos, abriu mão do 4-2-3-1, fazendo um 4-4-2 clássico com Thalles e Kelvin na frente. Não funcionou.

Com 11 partidas em 2017, a equipe parece estar ainda em pré-temporada. Quando dá sinais de que encontrou um padrão e que começará uma evolução, altera o esquema, a postura, e recomeça do zero.

Jean por vezes foi terceiro zagueiro. A liberdade dada para Douglas Luiz, Wagner e Andrezinho, entretanto, virou libertinagem em alguns momentos, com os três caindo pelo mesmo lado, dando espaço no meio-campo.

Melhorou no 2º tempo, mas quase foi tarde demais.

O lado direito vinha sendo a principal arma ofensiva do time nas últimas rodadas. Wagner e Andrezinho, porém, povoaram a esquerda e isolaram Kelvin e Gilberto. O rápido atacante teve que mudar de lado para criar. No primeiro lance, iniciou a jogada do gol.

Lado esquerdo, pé canhoto e tudo direito. Thalles usou o pé cego para arregalar os olhos da torcida. Como que por deboche, a bola ainda tocou o travessão antes de entrar. Um beijo de boa noite na testa e um até logo para o camisa 1, que nada pôde fazer.

Um alento para uma equipe de poucos gols, que precisava da vitória para avançar. Tranquilidade, entretanto, que durou pouco. A dificuldade para criar e o excesso de lançamentos – 48 no total – logo voltaram ao roteiro vascaíno.

O Vila cresceu, e empatou em um pênalti contestável. Em um gol, porém, que vinha fazendo por merecer. A bola no ar deixou as duas equipes no mesmo patamar. No chão, os goianos mostraram mais fome. Os vascaínos, mais qualidade.

Com a balança equilibrada, a partida caminhava para a igualdade. Até que o maior peso do Vila Nova mudou de lado.

A defesa montada por Mazola Júnior vinha tão bem no jogo, que acabou superada apenas por ela mesma. A infelicidade de Brunão contrastou com a alegria de Wagner. Na cabeçada errada do zagueiro, uma testada certeira do meia e a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil.

Muito pouco para quem almeja um ano mais tranquilo que os últimos. Muita sorte – e pouca bola – para quem não pode dar mole para o azar.



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