Insistência do Vasco em Valentim é um risco alto



Alberto Valentim só venceu dois jogos com o Vasco (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco)

A teimosia tem sido um dos grandes males do Vasco na temporada. Desde a insistência pela perpetuação no poder, visto nas eleições do clube no início do ano – e que seguem agora na briga na Justiça – , passando pelas convicções de Zé Ricardo e chegando até agora, na manutenção de Alberto Valentim como técnico da equipe.

Nada justifica a permanência do treinador no comando da equipe após 11 partidas. Nem o desempenho, menos ainda os resultados. Foram apenas duas vitórias, quatro empates e cinco derrotas, com um aproveitamento de somente 30,3%. É o 18º pior rendimento de um técnico do clube nesta década, ficando à frente apenas de Celso Roth, em 2010, e Marcelo Oliveira, em 2012.

O mais preocupante é que o baixo aproveitamento aconteceu exatamente contra times que brigam diretamente na parte de baixo da tabela. Com Valentim, o Vasco perdeu para Atlético-PR – que posteriormente subiu na classificação – América Mineiro, Vitória e Sport, e empatou com Paraná e Botafogo. Agora, terá que tirar pontos de equipes que brigam em cima, como Internacional, São Paulo, Grêmio, Fluminense e Palmeiras, para se manter na Série A.

Não há risco em uma nova mudança de técnico. O perigo maior está na permanência e na continuidade dos resultados. Mantido o aproveitamento, o Vasco provavelmente cairá. Não é opinião, é estatística. Existem ainda 24 pontos em disputa, e com 30% de ganho, o clube chegará apenas aos 41, número que dificilmente o salvará do rebaixamento – o Palmeiras, em 2014, se safou com 40, mas foi uma exceção.

Nenhum treinador que passou pelo clube em 2018 teve um desempenho tão ruim. Nem Jorginho, seu antecessor, demitido após vencer quatro – o dobro de Alberto – de suas dez partidas – uma a menos -, conquistando um aproveitamento de 43,3% – número que hoje deixaria o time na 11ª posição.

E a solução pode estar em casa.

Auxiliar técnico permanente do clube, Valdir não só conhece o grupo como teve um bom aproveitamento quando dirigiu o time. Em seis partidas como interino entre 2017 e 2018, o Bigode não foi derrotado em nenhum jogo, venceu dois e empatou quatro, tendo tido pela frente dois clássicos – Botafogo e Fluminense – e duas partidas duras fora de casa, contra Atlético Mineiro e Cruzeiro. Ainda assim, ganhou 55,5% dos pontos disputados, mais do que qualquer outro treinador que passou pelo Cruz-Maltino nos últimos dois anos.

Ao manter Alberto no comando, a diretoria vascaína insiste num trabalho que, após quase dois meses, ainda não deu resultado. E que dificilmente dará. A teimosia em Valentim não tem explicação, mas pode ter consequências. Principalmente por ter uma potencial solução já dentro de sua comissão técnica.

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