A inesgotável fonte de talentos do Vasco



Pec e Figueiredo marcaram contra o Flamengo (Foto: Dikran Junior/Divulgação)

Já elogiei aqui – mais de uma vez – a capacidade do Vasco de revelar grandes jogadores. Na história e atualmente. De Dinamite à Talles Magno. E me vejo obrigado a repetir toda vez que assisto ao time sub-20 em campo.

A base vascaína é uma fonte inesgotável de grandes talentos. Todos eles minuciosamente trabalhados por Marcos Valadares e companhia.

Veja bem, o time da Copinha, que chegou a uma final da competição após 20 anos – o que já era um feito e tanto para um clube há anos estagnado -, tinha como alguns dos destaques o goleiro Alexander, o centroavante Tiago Reis e o meia Lucas Santos. Os dois primeiros subiram para os profissionais em seguida, enquanto que o camisa 10 foi para a Rússia, emprestado ao CSKA.

Fariam falta para qualquer elenco, principalmente nos juniores, onde é praticamente impossível repôr no mercado a perda de uma promessa. Mas as ausências quase não foram sentidas.

Logo surgiram o talentoso Talles Magno, o habilidoso Gabriel Pec, o rápido Juninho, o seguro Halls, o eficiente Figueiredo e o driblador Vinícius Paiva. Quase meio time acima da média em apenas alguns meses, todos vindos do sub-17. Peças que se encaixaram rápido ao dinâmico e ofensivo time de Valadares, que tem como pilares os excelentes Bruno Gomes e Caio Lopes, comandantes do meio-campo.

Um volume tão alto de bons jogadores que nem mesmo as ausências dos inteligentes MT e Linnick, machucados, e do inventivo Riquelme, de volta ao sub-17 após lesão, abaixaram o nível. Tão alto, que até mesmo o ótimo João Pedro virou reserva, assim como o bom Laranjeira.

Talvez esta seja a geração com mais jogadores com capacidade de se firmar entre os profissionais desde a campeã da Copa São Paulo de 92, que tinha Caetano, Pimentel, Alex Pinho, Tinho, Leandro Ávilla – Bruno Gomes me lembra bastante ele – e Valdir. E que ainda tinha os excepcionais Vítor e Pedro Renato, que tiveram suas carreiras encerradas precocemente por conta de lesões, além do veloz Hernande, preso após um acidente de carro, em 1994, onde atropelou três pessoas.

Quase na mesma leva vieram Yan, Gian, Bruno Carvalho e Jardel. Edmundo, craque daquela geração, já havia pulado para os profissionais e era titular no Brasileiro de 92. Tal qual Talles Magno nos dias atuais.

Nesta quarta-feira o Vasco foi até a Gávea – local onde o clássico não acontece entre os profissionais desde 1967 – enfrentar o Flamengo pela primeira partida da final da Taça Rio. Do time titular na decisão com o São Paulo, em janeiro, apenas três jogadores iniciaram hoje: Tenório, Ulisses e Caio Lopes. E venceu por 2 a 0, gols de Pec e Figueiredo, como se jogasse em casa.

Ganhou jogando melhor, envolvendo e atacando pelas pontas, avançando ora com passes, ora com dribles. Bola de pé em pé, subida dos volantes (meias), ultrapassagem dos pontas, inversões precisas de jogo, pressão após perder a bola, personalidade e qualidade no um contra um… Superior no coletivo e no individual. Algo que não se vê há tempos nos profissionais.

Se o presente do Vasco hoje passa pelos pés de Talles Magno, o futuro certamente não está distante do talento destes outros meninos. Mas é preciso usá-los homeopaticamente.



MaisRecentes

Marrony é campeão do Troféu Ademir Menezes 2019



Continue Lendo

Luxemburgo deixa o Vasco com aproveitamento quase igual ao de Valentim



Continue Lendo

O resumo do Vasco em 2019



Continue Lendo