Gilberto, Jean e a busca do Vasco pelo equilíbrio



Gilberto defenderá o Vasco em 2017 (Foto: Divulgação)

Gilberto defenderá o Vasco em 2017 (Foto: Divulgação)

Já em 2015, o Vasco buscava um companheiro/substituto para Nenê. Desde Edmundo, em 2008, que o clube almeja um novo atacante com histórico pela Seleção. Para 2017 – talvez com alguns anos de atraso -, acertou a contratação de Wagner, ex-Cruzeiro e Fluminense, e aguarda a definição de Luis Fabiano.

O clube reforçou primeiramente o seu ataque, nitidamente carente de talento, peso e pontaria. Desde 2012 o time não marca mais de 100 gols em uma temporada inteira – fez 107 na ocasião. Mesmo jogando a Série B no ano passado, balançou as redes 96 vezes.

Após as goleadas para Corinthians e Fluminense, porém, a diretoria parece ter se dado conta de que o ataque não é o único setor que precisa de reforços. Muito pelo contrário. Como já disse em outro texto aqui, ‘a bagagem de 2016 é muito pouca para 2017’. Jean e Gilberto, confirmados esta semana, entretanto, preenchem um pouco desta mala vazia que desliza por São Januário. E com(o) peças importantes.

Idade avançada, falta de combatividade, poucas opções de variação no elenco e a ausência de um volante que tenha pegada, mas com um toque de bola seguro – uma das deficiências de Marcelo Mattos. Quatro falhas do atual grupo vascaíno que podem ser reduzidas – cedo para falar em corrigidas – com a chegada destes dois reforços.

Ambos são atletas de muita força física, jovens, boa estatura e que podem ser utilizados em mais de uma função. Não são extraordinários com a bola nos pés, mas são eficientes. São ‘jogadores de equilíbrio’. Ajudam a dar estabilidade defensiva para que a equipe ataque sem se expôr – fator decisivo para a derrota no clássico contra o Fluminense.

Jean ganhou algumas oportunidades como zagueiro no início da carreira, no Paraná. Com 1,83m, fez gols de cabeça, mas se firmou mesmo atuando como 1º volante. Tem excelente média de desarmes, fundamento que o Vasco teve um péssimo desempenho na Série B do ano passado e também na estreia do Carioca 2017.

O ex-corintiano chega ao Cruz-Maltino exatamente para a posição mais criticada nos primeiros jogos. Não tem a saída de bola de Douglas Luiz e Andrezinho, mas faz com eficiência a função de proteção de frente de zaga. É um complemento.

Bem mais novo do que Mattos, chega para – possivelmente – ganhar a posição.

Gilberto não é tão rápido quanto Madson, mas é melhor no um contra um. Não finaliza como Pikachu, porém, é mais inteligente quando vai ao fundo, muitas vezes preferindo o passe rasteiro ao cruzamento de forma aleatória. Defensivamente, é mais forte e também possui uma média de recuperação de bola superior ao de seus concorrentes. De quebra, ainda dá opções para atuar na esquerda e no meio, quando – e se – necessário.

Não são nomes de peso, como Luis Fabiano – ainda incerto – e Wagner, mas que chegam para o setor primordial neste momento, o defensivo. Inclusive, o que menos foi reforçado desde o rebaixamento de 2015. Martin Silva, Madson, Luan e Rodrigo eram titulares naquela campanha e Henrique fazia parte do elenco. Chegou a hora de mudar essa estrutura.

O Vasco não postula nada além do que já se esperava antes destes reforços: buscar um improvável tri carioca e uma campanha honrosa (leia-se permanência) na Série A. Entretanto, ganha peças para que esta meta seja alcançada com, talvez, um pouco mais de tranquilidade. Mas ainda falta.



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