A fria vitória do Vasco



Vasco venceu o Foz do Iguaçu por 3 a 1 (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

A partida amistosa tem, por característica ou capricho, o hábito de ser um encontro amigável entre dois clubes. É uma visita de compadres. Quase uma ceia de Natal fora de época, cheia de cordialidades.

No Vasco x Foz do Iguaçu deste sábado, com a sensação térmica de 4ºC, uma cena ainda mais natalina: os reservas, encolhidos e enfileirados como ovelhas após a tosa, se espremiam envoltos em mantas e cobertos por gorros, como crianças assistindo ‘Esqueceram de Mim 2’, aguardando o chocolate quente.

Nem piada ruim sobre política quebraria o gelo que fez em Foz do Iguaçu. Me atrevo a dizer que seria eleito o ‘Craque da Galera’ aquele que acendesse uma lareira em menos tempo.

E para esquentar, nada melhor do que se movimentar.

Rossi , que habitualmente joga pela direita, muitas vezes caiu pela esquerda. Valdívia, que substituiu Marrony, poupado após sentir dores , começou pela direita mas logo apareceu pelo meio, como centroavante, no lugar onde Marquinho iniciou.

Era uma movimentação, no entanto, sem bola. Com ela, congelavam. E o Vasco pouco criava, apesar da fragilidade do adversário.

Mais atrás, Raul, Marcos Júnior e Richard também tentavam fazer a mesma rotação. Igualmente sem sucesso. As trocas constantes de posição dos três deu brechas para o Foz emplacar alguns contra-ataques perigosos na 1ª etapa.

Se a ideia de Luxemburgo era testar a movimentação, ficou claro que ainda precisa de mais prática.

O jeito, portanto, foi fixar o que sempre funciona: Rossi na direita.

Na primeira jogada de fundo do camisa 7, passou por dois marcadores, como se fossem cones de autoescola, e cruzou para Valdívia marcar o seu primeiro gol com a camisa vascaína. Estavam encerradas as cordialidades em Foz do Iguaçu.

Com a primeira faísca de futebol, o Vasco acendeu no jogo. E Valdívia mostrou seu repertório na briga pela titularidade.

Após marcar da pequena área, como um autêntico centroavante, o jogador cobrou falta com a perfeição de um camisa 10 para fazer 2 a 0 no placar. Ainda no 1º tempo, fez a vez de falso 9, saindo do centro e indo para a esquerda receber lateral de Rossi e iniciar a jogada do terceiro tento, anotado por Pikachu após ultrapassagem de Richard.

Três gols em menos de 20 minutos e o fim inevitável do frio duelo. O que se viu depois foi a mera formalidade futebolística que a regra do jogo impõe – com uma péssima atuação dos reservas vascaínos, vale ressaltar.

O Vasco termina sua série de amistosos de intertemporada ainda com dúvidas. O 4-3-3, que varia para um 4-1-4-1 defensivo segue sendo a melhor opção de jogo, mas algumas peças ainda não funcionaram. Marquinho, em dois jogos, mal tocou na bola, e o lado esquerdo segue improdutivo. Pikachu e Rossi ainda são as grandes armas.

Valdívia, no ataque, no entanto, parece querer – e merecer – a vaga. É a opção de mobilidade que melhor funcionou entre as testadas. No meio, a movimentação dos volantes pode ser uma arma, com Richard e Raul revezando na função mais recuada, mas as trocas ainda não ocorrem com o sincronismo ideal.

Fisicamente, parece ser um time também mais competitivo. Se não o suficiente para sonhar com voos mais altos, ao menos para não entrar novamente em uma fria.

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