E segue tudo igual no Vasco…



Andrey falhou no 1º gol do Athletico (Foto: Rodolfo Buhrer/Fotoarena)

Já escrevi algumas vezes sobre a dificuldade que é analisar sempre o mesmo time, semanalmente, e às vezes até com mais frequência. Fica ainda mais complicado quando ele não oferece sequer um gol para rabiscarmos aqui uma crônica, ou, ainda mais raro, uma vitória. É quase sempre igual. Jogo do Vasco se tornou uma viagem melancólica de 90 minutos, quase anestésica.

Ao ponto, por exemplo, do pior ataque do Campeonato Brasileiro até então – o Athletico Paranaense – golear sem fazer esforço. Um 3 a 0 que, apesar de gerar debates sobre ser ou não uma goleada, foi aplicado de maneira protocolar. Foi, no mínimo, uma goleada moral.

O Vasco é um time previsível. Sai sempre por dentro, com seus volantes. Foi assim que o Ceará construiu sua goleada em São Januário e assim que o Athletico iniciou a sua na Arena da Baixada: dá a bola aos zagueiros e pressiona os meias. Uma armadilha simples, bem executada e que o Cruz-Maltino, dócil e ingênuo, cai com frequência. O adversário permite a saída curta, deixando a zaga desmarcada, mas ataca onde o jogo realmente se desenrola.

Um problema, aliás, que vem desde Ramon no comando. Sá Pinto só deu outro sotaque.

Esse 1 a 0 precoce causa ao Vasco danos irreversíveis. Isso porque a equipe vive exclusivamente de contra-ataques, e são poucos os que ela consegue emplacar durante as partidas. Vinícius, o mais rápido da linha de meio, e, portanto, a válvula de escape mais comum, conseguiu a façanha de deixar o gramado no intervalo com mais perdas de posse (7) do que passes certos (4).

Atrás no placar, o Vasco é individualmente incapaz de criar lances de perigo – a exceção é Cano, que transforma até passe errado em gol – e coletivamente desorganizado. Quanto mais o time tenta marcar alto e adiantar as linhas, mais buracos abre em sua defesa. O meio sobe, a defesa fica, e abre-se um latifúndio entre os dois setores. Foi finalizando dali que o Furacão marcou o 2º, após falha de Fernando Miguel, e o 3º, já no 2º tempo.

Um buraco tão grande quanto o sofrimento do seu torcedor.



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