É preciso ter calma com Lucas Santos



Lucas Santos entrou no 2º tempo contra o Botafogo (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Lucas Santos recebe a bola na ponta esquerda, ameaça o drible e volta para o lateral. Na sequência, corta para o meio, avança, mas estica demais e é desarmado. Em outro passe em sua direção, erra o domínio. Lances que ocorreram nos jogos do Vasco contra Resende e Botafogo, e que certamente acontecerão em outras partidas.

É natural.

Assim como foi normal para Pedrinho estrear com a camisa vascaína em 95, sob o comando de Zanata, voltar para os juniores em 96, disputar a Copinha ao lado de Brener, e só ganhar uma nova chance nos profissionais em outubro do mesmo ano, no último jogo de Alcir Portela. A titularidade viria somente com Antônio Lopes, em novembro – junto com a de Felipe -, para a partir daí se tornar destaque nos anos seguintes – mesmo sem ser titular em muitos momentos, como no título brasileiro de 97, por exemplo.

Dois anos de maturação entre entradas esporádicas, treinos constantes entre os profissionais e algumas poucas partidas de início, até a consolidação entre os craques que defendiam o Cruzmaltino na época. Nunca com a responsabilidade de decidir, já que o time contou neste período com nomes como Valdir, Juninho, Ramón e Edmundo, além de alguns outros experientes que passaram sem se firmar, como Macedo, Ranielli, Nilson, Válber e Assis.

Responsabilidade essa que Lucas Santos também não pode ter. Não agora.

Já há quem cobre – torcida – uma maior participação do garoto em razão da proposta recusada. Não é o certo. Lucas Santos não pode ser visto como R$ 20 milhões que não entraram nos cofres do clube, como se devesse agora, em campo, este valor. Não deve.

Lucas Santos tem condições de ser mais lucrativo para o Vasco do que apenas uma boa venda. Assim como Marrony, que em uma jogada individual contra o Juazeirense salvou a classificação vascaína na Copa do Brasil ao sofrer o pênalti convertido por Maxi López. Competição que já rendeu  R$ 2,2 milhões em premiação aos clube, e pode gerar ainda mais. Lance que manteve também a moral da equipe alta e o clima positivo para a semifinal e a final da Taça Guanabara, onde além da taça o clube conquistou mais R$ 1 milhão e a vaga na semifinal do Estadual, onde receberá nova cota. Tudo graças ao talento do jovem atacante.

Não foi a pergunta de um milhão de reais, mas foi a jogada dos R$ 3 milhões, ou mais. Claro, com todo apoio coletivo que o futebol proporciona, mas, ainda assim, na hora de decidir, foi o talento individual que aflorou. Talento esse que Lucas também tem.

Uma prova que o ganho técnico não anula o financeiro. Muito pelo contrário, estão conectados. É possível lucrar também com as permanências. Inclusive, até mais do que com as saídas.

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