Dez missões para o novo presidente do Vasco



O Vasco define, nesta terça-feira – se mais nada acontecer, né?! -, quem será o presidente do clube pelos próximos três anos. Três candidatos estão na disputa: Eurico Miranda, Roberto Monteiro e Julio Brant – Eduardo Nery e Márcio Santos abriram mão de suas candidaturas.

E, independente de quem vença, as barreiras e problemas a serem vencidos serão as mesmas. Fiz aqui uma lista de dez pontos, que considero as principais missões, que o vencedor deste pleito terá pela frente.

1 – UNIR O CLUBE

Não há unanimidade nas eleições do Vasco. Quem vencer, terá pressão da(s) oposição(s). São três chapas que hoje dividem o clube, todas com ídolos e pessoas influentes, mas que terão que conviver nos próximos três anos com dois se sentido derrotados. O racha político, pré-eleição, tem que se superado ao fim da votação. Pelo bem do Vasco.

2 – RESGATE DO ORGULHO DA TORCIDA

O que a torcida do Vasco tem passado nos últimos anos é quase um caso de polícia. O torcedor viu seu maior bem ser humilhado, abandonado e esmagado, dentro e fora de campo. O vascaíno, como provou no último sábado no Maracanã, aguentou firme toda essa fase, mas está no limite. Essas eleições, a ideia da mudança, é, talvez, a sua última esperança. A chapa que vencer terá como missão trazer essa torcida de volta para o clube, mostrar que é representada pela diretoria e que não está sozinha no objetivo de reerguer o clube.

3 – EQUILÍBRIO FINANCEIRO

O maior desafio administrativo do próximo presidente. É impossível acabar com uma dívida de mais de R$ 500 milhões em três anos, mas ela tem que começa r a ser paga e não aumentada como nos últimos períodos. Quitar suas pendências é o primeiro passo para ganhar crédito na praça.

4 – AMPLIAR O NÚMERO DE SÓCIOS

É inadmissível que um clube com 8 milhões de torcedores – segundo a última pesquisa – tenha apenas 6 mil serem sócios votantes. Isso equivale a apenas 0,07% do total de vascaínos. Criar um programa que atenda aos vascaínos de todo o Brasil para que a contribuição seja ampliada é também uma das obrigações do próximo mandatário.

5 – LIVRAR A BASE DE EMPRESÁRIOS

Hoje a base do Vasco é motivo de orgulho, nunca parou de revelar bons jogadores. Porém, infelizmente, 95% deles chegam aos profissionais com 50% ou mais de seus direitos presos já a algum empresário. Isso tem que acabar. A base, como diz o nome, tem que ser o alicerce do time de amanhã, não moeda de troca.

6 – CONSTRUIR O CENTRO DE TREINAMENTO

Tirar o CT do papel é uma das metas. E se engana quem pensa que isso não é importante. Hoje o Vasco, com mais de 100 anos de história, é obrigado a alugar o CFZ para realizar treinamentos. Isso não pode mais acontecer. Assim como temos nosso estádio, nossa casa, precisamos ter o nosso espaço próprio para treinos, concentração, recuperação, formação… O terreno já existe, agora é viabilizar financeiramente.

7 – REVALORIZAR A MARCA VASCO

O Vasco está em baixa. Dois rebaixamentos, dívidas, falta de comando, torcida desconfiada… A inconstância do clube queimou sua imagem com o público e com as empresas. O próximo presidente terá que chegar para reverter este quadro, para atrair novos patrocinadores e até mesmo jogadores.

8 – MONTAR UM TIME COMPETITIVO E VOLTAR A GANHAR TÍTULOS

O sonho de 10 entre 10 vascaínos. Para o torcedor, custe o que custar. Mas para o novo presidente, a missão será mais complicada, tendo que alcançar esse objetivo sem deixar de lado o equilíbrio financeiro, a venda de promessas, o cumprimento de seus deveres em dia…

9 – REATIVAR OUTROS ESPORTES

Por mais que sejamos, em grande maioria, torcedores de futebol, o clube não é apenas isso. O Vasco tem seu lado social, tem outros esportes, temos meninos e meninas que sonham em ser atletas e que vão até o clube buscando esse objetivo mas encontram situações precárias. Natação, vôlei, basquete, futsal, remo… Tudo isso também é Vasco e merecem uma atenção especial.

10 – RESGATAR A IDENTIDADE DO VASCO

O Vasco parece ter se perdido no meio do caminho nos últimos anos. Na vontade – ou ideia – de ‘profissionalizar e modernizar’, o clube muitas vezes deixou de lado suas origens, que muito tem de diversos itens listados acima. Isso passa pela revelação de jogadores para o próprio Vasco e não para os outros, pelo grito de ‘casaca’ entoado nas arquibancadas, pela exposição maior dos feitos alcançados por outros esportes e categorias, pelo orgulho de suas origens (não apenas com camisas e ações de marketing), pelo clima bom que sempre teve o entorno de São Januário, faltam jogadores identificados, dirigentes compromissados…

As missões não serão fáceis, mas quem disse que seria?!

Nessas eleições, que vença o Vasco!



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