De Léo Macaé a Talles Magno: os jogadores do Vasco campeões mundiais sub-17



Talles Magno deixou o Mundial em razão de uma lesão na coxa (Foto: Alexandre Loureiro/CBF)

Ser campeão do mundo é o sonho de qualquer esportista, independente de idade ou modalidade praticada. Para um menino do sub-17, no entanto, significa quase sempre o início de uma caminhada e não o seu ponto final. Quase sempre, mas nem sempre.

A transição entre base e profissional é talvez o ponto mais delicado da carreira de um jogador. O momento é de paciência e sabedoria para avaliar os riscos e necessidades de cada um – e das equipes. Nem sempre isso acontece.

Talles Magno, por exemplo, era o único do grupo brasileiro campeão nesse domingo já titular em uma equipe da Série A. Desde antes da conquista, porém, o atacante já se mostrava acima da média e pronto para encarar adversários mais experiente e mais fortes. Mas é uma exceção à regra. E a história do próprio Vasco mostra isso.

Talles é o sétimo jogador do clube a conquistar o Mundial da categoria. O primeiro a fazer isso já sendo profissional. Nos três campeonatos anteriores vencidos pela Seleção Brasileira, havia ao menos um vascaíno fazendo parte do elenco. Curiosamente, nenhum de carreira consolidada na equipe principal. Nem mesmo depois.

A PRIMEIRA CONQUISTA


Em 1997, ano em que o Vasco conquistou o seu tricampeonato brasileiro com show de Edmundo, o Brasil levantou a taça do mundial sub-17 pela primeira vez. Naquele grupo, que tinha Ronaldinho Gaúcho, o goleiro Fábio – na época jogador do União Bandeirantes – e Jorginho Paulista – lateral campeão com o Cruz-Maltino em 2000 -, dois vascaínos: o zagueiro Henrique Valle e o volante Abel.

Ambos, no entanto,  sequer estrearam pelos profissionais do clube, se transferindo para Mamoré e Bangu, respectivamente, assim que estouraram a idade de juniores, no inícios dos anos 2000.

MAIS GOLS QUE O IMPERADOR

Dois anos depois, o bicampeonato da Seleção veio novamente com atletas formados em São Januário. Dessa vez, gerando inclusive uma grande expectativa em cima de um deles: Léo Macaé.

Léo Macaé fez 118 gols em 120 jogos na base do Vasco (Foto: NetVasco)

Artilheiro da base nos anos 90, o jovem foi o segundo goleador da competição, com quatro bolas na rede. Superou inclusive o seu companheiro de ataque: Adriano, que mais tarde ganharia o apelido de Imperador. Léo, porém, não teria o mesmo sucesso do centroavante.

Após se profissionalizar, em 2001, disputou apenas 38 jogos pelo Vasco e marcou somente três gols, passando a rodar por equipes do Brasil e do exterior sem se firmar como o atacante que muitos projetavam.

Além de Macaé, aquele elenco contou também com o lateral-direito Bruno Leite e o zagueiro Ricardo, que assim como Henrique e Abel, sequer chegaram aos profissionais do clube. Em contrapartida, o Vasco aproveitou esse Mundial para trazer a dupla Léo Lima e Souza, que pertencia ao Madureira.

TALENTO DESPERDIÇADO?

Júnior não decolou (Foto: NetVasco)

O último cruz-maltino a se sagrar campeão do mundo sub-17 com a Seleção antes de Talles Magno havia sido o volante Júnior, em 2003. Formando a dupla de volantes ao lado de Arouca, então no Fluminense, o garoto foi um dos destaques da campanha, sendo titular nos seis jogos da equipe.

No ano seguinte, aos 18 anos, estreou nos profissionais e chegou a ter boas atuações naquela temporada. Em 2005, porém, acabou rebaixado novamente aos juniores após ter alguns problemas extra-campo e dificuldades para se manter no peso.

Em 2007 disputou suas últimas partidas pelo Vasco – ao todo foram 65 jogos e 2 gols -, se transferindo na temporada seguinte para o Grêmio Barueri. Depois passou por equipes menores do Rio de Janeiro como América, Bonsucesso, Olaria, Madureira e Macaé.

TALLES ‘MÁGICO’

O insucesso de seus antecessores, é claro, não dizem nada sobre até onde pode ir Talles Magno. Como já dito aqui, é uma exceção que chega ao título mundial já consolidado como titular do Vasco.

Da mesma forma que existem exemplo de jogadores que não atingiram o sucesso após a conquista, há os que triunfaram na carreira tendo perdido o Mundial, casos de William e Bismarck, em 85, e Carlos Germano, em 87, por exemplo. Isso falando apenas de vascaínos.

O que o histórico mostra, na verdade, é a necessidade de se ter calma com esses garotos. E não só Talles Magno.



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