Copinha 2019: Vasco vive entressafra, mas aposta no brilho individual



Tiago Reis tem 11 gols em 15 jogos pelo Vasco (Foto: Divulgação/Vasco)

Se tem algo que constantemente emerge positivamente no Vasco, independente do momento vivido dentro ou fora de campo, é a qualidade de suas categorias de base. Mesmo com o coletivo nem sempre fazendo uma boa campanha, tendo vencido a Copa São Paulo de Futebol Júnior apenas uma vez, em 1992, quando lançou para os profissionais nomes importantes nas conquistas da equipe na década de 90, como Leandro Ávila, Pimentel, Caetano, Alex Pinho e Valdir, o clube constantemente revela bons destaques individuais.

Levando em consideração apenas os atletas que atuaram nos anos 2000, podemos montar um time, por exemplo, com Hélton, Allan, Luan, Ricardo Graça e Diogo Barbosa; Souza, Douglas Luiz e Philippe Coutinho; Alex Teixeira, Paulinho e Alan Kardec. Um selecionado que certamente brigaria por uma posição melhor no Brasileiro que o 16º conquistado em 2018, porém, que nunca chegou a atuar junto nos profissionais apesar da pouca diferença de idade entre a maioria.

Com o estouro de idade – e profissional – da badalada Geração 98, que tinha Mateus Vital, Andrey e Evander como destaques – apenas o volante segue no clube -, além de um precoce Paulinho que teve sua subida antecipada – assim como a venda -, o Vasco ainda procura uma nova geração tão talentosa. O clube vive um momento de transição, uma espécie de entressafra na categoria. Com a subida e a venda de seus principais jogadores que vinham sendo lapidados há anos, o Cruz-Maltino entra na Copinha deste ano muito dependente de seu camisa 10. Ele e o zagueiro Ulisses são os únicos entre os 25 inscritos que foram titulares na final do Estadual de 2017, vencida pelo clube, sobre o Flamengo. Todos os outros subiram, como Ricardo Graça, Dudu e Andrey, ou saíram, como Evander e Paulo Vítor.

Para tentar amenizar o vazio pós-colheita, o clube trouxe reforços que chegaram em São Januário já no 2º semestre de 2018, mesclando com jovens oriundos do sub-17 que terão sua primeira experiência na competição. Os volantes Bruno Gomes e Caio Lopes são algumas destas apostas que já conhecem bem o clube. Vinda do juvenil, a dupla dá o suporte não apenas defensivo ao meio-campo, mas também costumam contribuir no setor ofensivo, se aproximando de Lucas e dos atacantes. Na frente, vale prestar atenção em dois recém-contratados: Tiago Reis, ex-Cruzeiro e vice-artilheiro do Torneio Otávio Pinto Guimarães com 8 gols em apenas 7 jogos, e Ramon, ex-Matonense. Além deles, o clube inscreveu outros dois garotos que vêm sendo lapidados na base vascaína desde cedo: os habilidosos João Pedro e Talles Magno.

Outro que pode despontar nesta Copa São Paulo é o meia-atacante Werick. Criado em La Masia, base do Barcelona, o jogador chegou ao Vasco em outubro, mas ainda não se firmou entre os titulares da equipe. Camisa 10 nos tempos de Espanha, tem um estilo de jogo bem diferente do de Lucas Santos. Enquanto que o titular tem na velocidade uma de suas principais características, Werick tem no passe e no chute de média distância os seus pontos fortes.

O bicampeonato da Copinha parece improvável em 2019, no entanto, não dá para descartar um time que tem revelado tantos bons nomes nos últimos anos. Apesar da entressafra vascaína, vale ficar de olho nas atuações do Cruz-Maltino na Copinha.

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