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Como Guarín pode encaixar no Vasco de Luxemburgo?



Guarín está perto de ser anunciado pelo Vasco (Foto: AFP)

Sem qualquer aviso prévio ou mudança no vento, Fredy Guarín surge como o novo reforço do Vasco.

Bom, entre clube e jogador já está tudo certo, o que resta agora é aguardar o documento do Shanghai Shenhua, da China, para oficializar a contratação. O prazo para inscrição no Campeonato Brasileiro termina nesta sexta-feira. Ou seja, hoje é o Dia D.

Já me antecipando, decidi escrever aqui algumas linhas sobre o colombiano que aportará na Colina. O 6º da terra de Valderrama e Rincón a pisar em São Januário – infelizmente, nenhum dos dois estão na lista.

As três temporadas e meia pelo Porto, as quatro pela Inter de Milão e a titularidade em uma Copa do Mundo falam por si só: trata-se de um jogador com qualidade acima da média para o futebol brasileiro. No entanto, os 33 anos de idade e os três e meio na China levantam a dúvida sobre o desempenho.

O que não anula o fato de que, ao menos em teoria, Guarín tem exatamente as características que Luxemburgo procura num meio-campista.

Apesar de ser um volante de origem, Fredy tem como uma de suas principais marcas um potente chute de longa e média distância. Tanto que já estufou as redes 90 vezes em 536 partidas como jogador profissional. Uma ótima média para um jogador de linha defensiva. Seu melhor ano foi em 2017, quando marcou 12 vezes em 23 jogos pelo Shanghai. Uma marca que, no Vasco, não é alcançada por alguém da posição desde Buglê – ou Bougleaux, na escrita original -, em 71.

E essa chegada à frente é fundamental para o esquema montado por Luxa. O time se defende num 4-1-4-1, com dois volantes por dentro e dois pontas fechando nos laterais. Ao atacar, esses volantes se tornam meias, alterando para um 4-3-3, ajudando na criação. Ou ao menos deveriam.

Marcos Júnior começou bem, marcou gols contra Rio Branco e Goiás, mas caiu de rendimento nas últimas rodadas. Já Raul tem sido o motorzinho do time, um dos mais combativos no meio, mas ainda peca na hora de concluir as jogadas.

Isso sobrecarrega o trio ofensivo, que fica com a responsabilidade de criar e concluir, reduzindo as possibilidades de finalização. O Vasco tem dificuldades para ocupar a área adversária. É aí que Guarín pode se encaixar, aumentando a capacidade de finalização e de infiltração da equipe. Alto, ainda pode contribuir com o jogo aéreo, uma das armas do time.

Outro ponto positivo de Fredy é a versatilidade. Apesar de atuar quase sempre pela direita, pode jogar também mais centralizado, como tem feito Richard, comandando a saída de bola, ou pela esquerda.

Na teoria, o colombiano chega com todos os atributos necessários para encaixar rapidamente no modelo de jogo de Luxemburgo. Na prática, para saber quais as reais condições físicas e de adaptação, só com a bola rolando.

À primeira vista, um bom reforço para um time que carece de referências técnicas em campo.



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Autor

André Schmidt

Formando em Jornalismo, André Schmidt escreve desde 2008 para sites e blogues esportivos. Como convidado, já produziu textos para Jornal dos Sports, Jornal do Brahmeiro, Trivela e Goal. Manteve também colunas em Os Geraldinos, pertencente a Placar na época (2011), SãoJanuário.Net e SuperVasco, além de ter tido matérias e pesquisas publicadas no Jornal Marca e no site NetVasco. Desde junho de 2014 trabalha no Grupo LANCE!, quando foi convidado para fazer parte da equipe de Mídias Sociais durante a Copa do Mundo.

andrefschmidt@gmail.com

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