Com Castan e Breno, Vasco voltará a ter ‘dupla de Seleção’ na zaga após sete anos



Breno e Castan estão próximos de retornar ao Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Enquanto não encontra um novo camisa 9 para suprir a saída de Maxi López, o Vasco pode ganhar dois reforços caseiros para a sua defesa. Leandro Castan e Breno, que vinham se recuperando de lesão, treinaram normalmente nesta semana e deverão estar disponíveis para o técnico Vanderlei Luxemburgo muito em breve.

Juntos no clube desde agosto de 2018, quando Castan – o último a ser contratado – acertou sua transferência para São Januário, curiosamente, a dupla ainda não jogou junta com a camisa vascaína. Breno não atua desde o dia 9 de agosto do ano passado, na vitória por 1 a 0 sobre a LDU, quando sentiu uma nova lesão no joelho. Leandro estreou no jogo seguinte, contra o Palmeiras, pelo Brasileirão. Desde então, apenas o defensor ex-Roma entrou em campo.

E a expectativa para ver os dois juntos é grande.

Desde 2012 que o Vasco não tem uma dupla de zaga formada por jogadores com passagem pela Seleção Brasileira. A última foi composta por Dedé, presente nas convocações de Mano Menezes desde 2011, e Rodolfo, que fez parte da Seleção Olímpica de 2004, comandada por Ricardo Gomes. E que tinha em seu elenco jogadores como Diego, Robinho, Maicon, Edu Dracena, Nilmar e Dagoberto, mas que acabou ficando de fora das Olimpíadas de Atenas.

Os dois, no entanto, atuaram juntos apenas 14 vezes, com Rodolfo passando um longo período no departamento médico do clube tratando seguidas lesões no joelho. O mesmo que ocorre com Breno atualmente.

Tido com uma grande promessa desde o seu início de carreira no São Paulo, Breno foi convocado para a Seleção com apenas 18 anos de idade, sendo chamado por Dunga para o amistoso contra a Irlanda, em janeiro de 2008. No mesmo ano fez parte da Seleção Olímpica que conquistou o bronze em Beijin, na China, jogando ao lado de Ronaldinho Gaúcho, Marcelo e Pato, deixando Thiago Silva na reserva.

Os problemas médicos, porém, frearam a carreira do jogador.

Quem também ganhou uma chance com Mano Menezes foi Leandro Castan, mas já no time principal. Em 2012, quando havia acabado de trocar o Corinthians pela Roma, da Itália, o zagueiro foi chamado para os amistosos contra Iraque – não atuou -, Japão – vitória por 4 a 0 – e Colômbia – 1 a 1. Estes, porém, foram seus únicos jogos com a Amarelinha.

Na história, outras duplas que atuaram pelo Vasco passaram também pela Seleção. E com bem mais destaque.

Na primeira Copa do Mundo da história, em 1930, Brilhante e Itália, zagueiros cruz-maltinos no título carioca de 1929, formaram o setor defensivo do Brasil. Em 58, no primeiro título da Seleção, Orlando e Bellini foram fundamentais na conquista, compondo a zaga titular.

Bellini, o capitão, inclusive foi o grande responsável por erguer a taça. Gesto eternizado e copiado até hoje.

Depois vieram outras duplas históricas, como Fontana e Brito, nos anos 60, Miguel e Moisés, na década de 70, Alexandre Torres e Ricardo Rocha e Odvan e Mauro Galvão, em 90 e também em 2000, quando o Vasco na verdade teve um quarteto de defensores com passagem pela Seleção. Além da dupla campeã da Libertadores, Alexandre Torres, que disputou amistosos em 92, e Júnior Baiano, titular no vice do Brasil em 98, faziam parte do elenco cruz-maltino que conquistou o Brasileiro e a Mercosul daquele ano.

Agora, Castan e Breno podem editar uma nova dupla de sucesso. Tecnicamente, têm tudo para irem bem atuando juntos. Resta saber como voltarão fisicamente.



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