Cláudio Winck, a nova aposta ofensiva para a lateral do Vasco



Winck foi o lateral-direito que mais fez gols no Brasileiro (Foto: Sport/Divulgação)

Há anos que a lateral direita do Vasco é uma das posições de maior rotatividade no time. Mesmo os times vitoriosos do fim da década de 90 conviveram com as constantes mudanças. Pimentel, Válber, César Prates, Maricá, Filipe Alvim, Vágner, Vítor, Zé Maria, Paulo Baier, Clébson, Paulo Miranda e Jorginho, doze nomes apenas entre 97 e 2000.

Neste século, o número de atletas utilizados só aumentou, com poucos conseguindo se firmar na posição. Fágner, campeão da Copa do Brasil em 2011, foi o último. Desde então, passaram pelo clube nomes como Auremir, Nei, Elsinho, Carlos César, Diego Renan, Madson, Bruno Ferreira, Yago Pikachu, Gilberto, Rafael Galhardo e Lenon. Todos bastante contestados. Para 2019, a reformulação já começou novamente: Raúl Cáceres e Cláudio Winck deverão brigar pela preferência de Alberto Valentim.

Já escrevi aqui durante a semana sobre como Cáceres tem tido números discretos no ataque, sendo uma opção mais defensiva para Valentim. Winck, no entanto, tem características opostas. Assim como Pikachu e Gilberto, titulares recentes da posição, o sobrinho de Luís Carlos, um dos heróis do bicampeonato nacional do Vasco em 89, tem como ponto forte o ataque.

Mesmo tendo sido titular em menos da metade do Brasileiro – iniciou 18 partidas -, revezando constantemente com Raul Prata, Cláudio foi o lateral-direito que mais finalizou no Brasileirão 2018. Em 21 atuações – três vindo do banco de reservas -, arriscou 31 arremates e marcou 3 gols. Ao lado de Victor Ferraz, do Santos, e Gilberto – ex-Vasco -, do Fluminense, foi o atleta da posição que mais fez gols. Um deles, inclusive, contra o Cruz-Maltino.

Apesar de ter na cobrança de falta uma de suas características, seus três tentos nasceram em jogadas aéreas, balançando as redes duas vezes de cabeça – contra Vasco e Flamengo – e outra pegando a sobra de um escanteio. Com 1,84 m, Winck se torna também uma boa opção para o time que fez apenas 4 gols em cabeçadas neste Brasileiro, a 2ª pior marca da competição.

Nos últimos anos, no entanto, os laterais que se destacaram no ataque foram adiantados, como Pikachu, ou perderam espaço, como Gilberto. Winck pode atuar também como meia, formando dupla com Cáceres, mas neste caso terá que brigar pela vaga com Yago. A não ser que a saída do artilheiro, antes especulada, se confirme.

CLÁUDIO WINCK NO BRASILEIRÃO 2018
– Dados Footstats

21 jogos (18 como titular)
3 gols
1 assistência pra gol
12 assistências para finalização
10 finalizações em gol
21 finalizações para fora
15 cruzamentos certos
63 cruzamentos errados
510 passes certos
112 passes errados
5 dribles certos
4 dribles errados
32 desarmes
4 interceptações
61 rebatidas defensivas



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