A Bastos o que é de Bastos



Fellipe Bastos marcou dois gols na estreia do Vasco (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Se tem um jogador que me sinto confortável para elogiar é Fellipe Bastos. Pelo simples fato de que sempre me senti da mesma maneira para criticá-lo. E não foram poucas as oportunidades.

Imparcialidade, ao contrário do que alguns pensam, não é deixar de opinar, se omitir, mas sim ser justo. E nada mais justo do que um elogio após dois gols e uma boa atuação na estreia do Vasco no Campeonato Brasileiro. Mas não é de hoje que Bastos merece um pouco mais de reconhecimento – inclusive de mim.

Aos 30 anos de idade, Fellipe se reapresentou após a pandemia como se nunca tivesse parado de treinar. Aliás, durante todo o período sem trabalhos no clube o que não faltaram foram imagens do meia se exercitando em casa. Voltou em forma e pronto para o jogo, com um garoto após pré-temporada. Ao contrário de Guarín, antigo titular da posição, que sequer retornou.

Bastos já não é mais o menino de sua primeira passagem pelo Vasco e parece ter entendido isso. Não perdeu a alegria que lhe é característica, mas se mostra mais maduro e focado, tanto nas falas quanto em campo. Não à toa foi o primeiro a entregar a Ramon o que era pedido. Ganhou a posição na bola, não no grito ou no sorriso.

Desde que assumiu o Cruz-Maltino, o treinador cobra aproximação de seus meias no ataque e ocupação da área e da intermediária adversária. Além disso, tem como ideia de jogo usar as inversões rápidas para achar espaços nas defesas. Contra times mais fechados, não se importa em arriscar de fora da área.

E é exatamente isso que Fellipe Bastos tem entregue ao técnico e, consequentemente, ao time.

Além dos dois gols e de uma linda bola na trave, o meia ainda acertou três dos três lançamentos que tentou e conseguiu duas interceptações, segundo dados do Sofascore. Ações fundamentais para que a ideia de jogo de Ramon tenha sucesso.

A boa estreia coletiva da equipe e individual de Bastos – além de Benítez e Henrique, como falo no vídeo abaixo -, só confirmam o que já vinha sendo visto nos jogos-treino mais recentes. O Vasco agora tem uma ideia bem definida, e os atletas parecem ter entendido o que Ramon quer. Alguns mais do que outros, como o camisa 8.

As críticas a Bastos sempre foram justas. Os elogios não poderiam ser diferentes.

Se a ideia era estrear com o pé direito, Fellipe mostrou que o seu está calibrado.



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