As voltas por cima de Graça e Henríquez



Henríquez virou titular do Vasco com Luxemburgo (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

Há exatos 632 dias, Ricardo Graça fazia apenas sua 8ª partida como profissional e deixava o gramado criticado após o Vasco sofrer uma goleada de 4 a 0 na altitude de Sucre, na Bolívia. No resto de 2018, seria titular apenas mais 14 vezes. Sempre por lesão ou suspensão de um dos titulares, nunca por opção.

Uma semana antes da derrota vascaína para o Jorge Wilstermann, Oswaldo Henríquez fazia sua última partida pelo Sport, em 15 de fevereiro do ano passado. Foram cinco meses sem jogar até entrar em campo novamente, já pelo Cruz-Maltino, no fim de julho.

Ambos, porém, fecharam a temporada 2018 no banco de reservas. E assim começaram 2019.

Ainda sob o comando de Alberto Valentim, durante o Estadual, o colombiano jogou apenas uma partida, sendo preterido por Werley – titular -, Luiz Gustavo e Bruno Silva. Era a 4ª opção da zaga pela direita. Graça, único canhoto além de Castán, atuou somente em quatro oportunidades com o treinador em 2019.

Seis meses após a chegada de Luxemburgo ao Vasco, Henríquez passou de escanteado a líder de rebatidas defensivas da equipe (121), segundo dados do Footstats. Já Ricardo, mesmo à sombra do titular incontestável, é o zagueiro vascaíno com a maior média de desarmes no Brasileiro (1.7/j) e o 8º do campeonato entre os que disputaram ao menos 10 jogos.

Números que dão tranquilidade na ausência do capitão e que apontam para o surgimento de mais um ótimo zagueiro na Colina. E quase queimaram o garoto na primeira oportunidade.

Contra o Flamengo, nessa quarta-feira, a dupla voltou a ter boa atuação, apesar dos quatro gols sofridos. Foram os únicos titulares que não erraram nenhum passe no clássico e, de quebra, foram fundamentais no gol que decretou o 4 a 4. Graça foi quem lançou e Oswaldo quem cabeceou para Ribamar estufar as redes.

A bola longa do canhotinho, aliás, foi arma durante todo o clássico. Com três lançamentos certos, liderou o fundamento entre os jogadores de linha junto de Guarín. E a ligação direta foi uma das principais armas cruz-maltinas no Clássico dos Milhões. Assim como o jogo aéreo de Henríquez, mais uma vez foi eficiente – já havia marcado contra o CSA, na rodada anterior.

Um fim de 2019 bem diferente para a dupla em relação a 2018.

RICARDO GRAÇA
– Brasileiro 2018 X 2019
Jogos – 13 x 16
Titular: 11 x 16
Gols marcados: 0 x 1

OSWALDO HENRÍQUEZ
Brasileiro 2018 X 2019
Jogos: 10 x 23
Titular: 5 x 23
Gols: 0 x 1

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