Variações táticas do Vasco com Julio dos Santos



Julio dos Santos foi bem contra o Fluminense (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Julio dos Santos foi bem contra o Fluminense (Foto: Cléber Mendes/LANCE!Press)

Uma das boas surpresas do Vasco na vitória sobre o Fluminense, no último fim de semana, foi a estreia de Julio dos Santos como titular da equipe. O paraguaio substituiu Bernardo, suspenso, e aproveitou a primeira oportunidade que teve de começar jogando.

E uma das grandes virtudes na entrada do meia, foi a variação tática que ele proporciona ao time sem que haja necessidade de substituição. Isso porque o jogador tem facilidade para exercer praticamente todas as funções no meio de campo e ainda pode ser fixado mais à frente como um falso 9, em razão de seu excelente domínio de bola e bom porte físico.

No clássico deste domingo, o artilheiro da Libertadores de 2014 por vezes atuou mais recuado, ajudando Guiñazu e Serginho na transição para  ataque. Com passes longos e precisos, tentou compensar a lentidão fazendo com que a bola saísse rapidamente dos seus pés para o setor ofensivo.

Com isso, Marcinho pode ter mais liberdade e menos responsabilidade defensiva, já que os laterais pouco apoiaram e Julio formava uma linha ao lado dos volantes, em um esquema 4-3-2-1.

Julio dos Santos recua para ajudar na saída de bola do Vasco (Imagem: Garone)

Julio dos Santos recua para ajudar na saída de bola do Vasco (Imagem: Garone)

Quando o time conseguia manter a bola mais tempo em sua posse – o que aconteceu na maior parte da partida -, o meia se apresentou de forma mais ofensiva, chegando na criação pelo meio e empurrando Marcinho para a direita. Nesta situação, Rafael Silva abria pelo lado oposto e a equipe voltava ao 4-2-3-1 proposto por Doriva nos primeiros jogos. Assim saiu a jogada do pênalti não marcado em cima de Gilberto, por exemplo.

VASCO 4-2-3-1

Julio dos Santos também se apresenta como um 10, armando pelo meio e empurrando Marcinho para a direita (Imagem: Garone)

Outra variação apresentada pelo time foi a mudança de posição entre os homens da frente, à exceção de Gilberto. Julio por diversas vezes apareceu explorando mais os lados, mesmo sem ir à linha de fundo, apenas até a intermediária ofensiva. De lá, o paraguaio tentou alguns cruzamentos rasteiros – já havia dado certo contra o Barra Mansa – e venenosos. Nesta situação, Rafael Silva centraliza como centroavante, junto com Gilberto, enquanto que Marcinho fecha no bico da área esperando a sobra, num 4-4-2 clássico, como teoricamente o Gigante iniciou o clássico.

O 4-4-2 inicial de Doriva no clássico (Imagem: Garone)

O 4-4-2 inicial de Doriva no clássico (Imagem: Garone)

Ou seja, mesmo antes de fazer alterações no Vasco, Doriva pôde variar taticamente diversas vezes. E isso graças a entrada do polivalente Julio dos Santos, que fez papel de cabeça de área, de camisa 10 e de meia aberto, de acordo com a necessidade da partida e as instruções do treinador.

A entrada de Julio dos Santos aumentou o número de possibilidades táticas, principalmente ofensivas, do Cruz-Maltino e é uma arma a ser explorada pelo técnico. Qualidades para variar e se adequar o paraguaio mostrou ter.

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