As estreias de Nenê e Diniz no Vasco



Nenê fez sua reestreia pelo Vasco (foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O domínio e a penteada na bola seguem os mesmos. Assim como a finta seguida da falta do marcador. Nenê reestreou pelo Vasco mostrando a mesma categoria de sua 1ª passagem pelo clube e o protagonismo que por muitas vezes faltou ao Cruz-Maltino nesta temporada.

Não é um exagero dizer que o meia foi o melhor em campo no 1º tempo de CRB x Vasco. Demonstrou não só a habitual qualidade na batida, como no escanteio cobrado que resultou no gol de Cano, mas também uma disposição fundamental para a marcação alta com pressão proposta por Fernando Diniz, outro estreante da noite.

Nenê foi líder de desarmes (3) do Vasco na partida – junto de Morato. Todos na 1ª etapa, enquanto teve gás. Foi também o jogador que mais teve a posse da bola (165 segundos), chamando o jogo para si.

O Vasco precisava de um protagonista e, mesmo aos 40 anos de idade e com somente um treino com o elenco, o agora camisa 77 mostrou que ainda pode ser. Ainda que por apenas 45 minutos.

Mas falta tempo para o Vasco. Falta tempo para Diniz.

Os erros não desaparecem de uma hora para outra. O gol de cabeça sofrido no 1º tempo, bem anulado, e o de empate do CRB, um banho de água fria no time e na torcida, aos 46 minutos do 2º tempo, confirmam isso.

A bola perdida por Bruno Gomes no campo de defesa, que deu origem ao gol de Renan Bressan, tem sido quase que uma tradição da equipe. Assim como a dificuldade no jogo aéreo defensivo. Muda o treinador, o jogador e a fragilidade continua. Toda semana nasce um novo vilão no Vasco.

O Vasco foi superior ao CRB, foi melhor do que vinha sendo com Lisca, controlou melhor o jogo por 90 minutos, sofreu menos do que vinha sofrendo na defesa – cedeu apenas 3 chutes ao gol – e ainda assim precisou de apenas um vacilo para ver a vitória escapar por entre os dedos. Assim como foi contra Coritiba, Brasil de Pelotas, Londrina, CSA, Avaí, Ponte Preta…

A estreia de Diniz foi promissora. A marcação alta funcionou. O jogo de aproximação, bem diferente do que vinha sendo proposto anteriormente, ainda precisa de ajustes, mas já foi visto. O tempo, porém, é inimigo.

O Vasco precisa vencer pelo menos 10 dos 14 jogos que faltam e buscar alguns empates para aí sim sonhar com o acesso. Um aproveitamento improvável para um time ainda previsível. Principalmente nas suas falhas.

* com números do Footstats



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