A péssima arbitragem de Vasco x São Paulo



Anderson Daronco foi o árbitro de Vasco x São Paulo (Foto: CBF)

Falar sobre arbitragem é uma das coisas mais chatas do futebol. É como ir a um show de música e ter como protagonista o operador de som – de uma maneira negativa. Não faz sentido.

Torna-se ainda mais constrangedor quando o assunto passa a ser inevitável. É impossível comentar Vasco x São Paulo sem citar as atuações de Anderson Daronco e o VAR, comandado por Daniel Nobre Bins. Os responsáveis por estragar uma partida que até então vinha sendo bem disputada pelos dois times – desde o Morumbi.

E nem vou entrar no mérito das questões subjetivas, tão comuns nesses debates.

Veja bem, não enxergar a olho nu que a mão de Miranda no rosto de Léo Jabá foi faltosa, acontece. Agora, não ir até o vídeo para confirmar ou não o lance, é uma escolha – do VAR, que não chamou, ou do árbitro, que não quis ir. Afinal, é para isso que ele serve.

Não usar o VAR num lance desses é como ter uma câmera de segurança em casa, ser assaltado e a polícia ignorá-la. É como estar afundando, ter um bote salva-vidas e preferir confiar no próprio nado.

Talles Magno cansou de receber cartões amarelos por jogadas idênticas no ano passado. Era uma das críticas constantes em cima do jogador, inclusive. Bruno Gomes, idem. Já foi punido até com vermelho.

Percebeu que nos exemplos nem entrei no mérito da falta? Em lances parecidos, em outros jogos, o debate é sobre merecer cartão ou não quando isso ocorre. Que é falta, nunca houve dúvidas.

Uma dúvida que sequer foi tirada pelo árbitro no VAR, instrumento que tem como finalidade exatamente esclarecer.

VAR esse que chamou Daronco para rever o gol de Germán Cano, que havia sido anulado após toque de mão de Juninho. Um contato indiscutível, mas que só poderia ser marcado caso o juiz entendesse que foi um gesto antinatural ou deliberado do jogador, o que é subjetivo.

Mas, ora, como pode a mão de Miranda no rosto de Jabá, pra trás, ser considerado um movimento natural e o de Juninho, na altura do tronco, correndo, não? Em que se baseia essa interpretação? Por que um foi checado em vídeo e o outro não?

Estamos falando de duas jogadas que aconteceram num espaço de dois minutos, com 0 a 0 no placar e 11 jogadores para cada lado. O 1 a 0 mudaria toda a dinâmica do que estaria por vir, mas a arbitragem não manteve o critério. Na verdade, não teve um.

O VAR, ignorado pelo árbitro minutos antes, acabou servindo para a expulsão de Jabá pouco tempo depois, revertendo um amarelo dado inicialmente. Com justiça. O problema aí é o histórico, o acúmulo. A mudança de cor do cartão foi a confirmação de que, mesmo em cima do lance, era possível alterar a decisão de campo, algo que foi privado na jogada do pênalti não marcado.

E isso se repetiria no 2º tempo.

O chute de Nestor em Galarza só foi diferente ao de Jabá em Reinaldo pela intensidade. Ambos erram a bola e vão com a sola na altura do quadril. Aliás, já me corrijo, teve sim uma outra diferença: o local. A falta foi dentro da área. Contato indiscutível, sem disputa de bola. E, mais uma vez, não foi um simples caso de interpretação, foi uma escolha de não rever no vídeo.

Ou seja, Daronco escolheu não utilizar o VAR em lances de pênalti em favor do Vasco. Escolheu manter sua decisão de campo. Curiosamente, teve outra atitude na hora de expulsar Jabá.

Veja bem, o erro não foi mudar o cartão do vascaíno após o VAR. O vídeo serve exatamente para isso. Esse é o uso correto. Mas é preciso utilizá-lo para os dois lados. Não houve igualdade na utilização da ferramenta. E quando isso ocorre, não há justiça no jogo.

A expulsão de Castan, na sequência da jogada do pênalti não marcado em Galarza, e o inexplicável vermelho para Lisca enquanto olhava o relógio, só completaram o show de horrores da arbitragem em São Januário.

O que aconteceria se o Vasco fizesse 1 a 0 com 20 minutos, nunca saberemos. Qualquer palpite é mero achismo. E é aí que está problema: Daronco privou os torcedores – dos dois times – de um resultado justo, fosse ele qual fosse. Privou, inclusive, de um espetáculo melhor.




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