A estreia do Vasco na Série B



Operário foi muito superior ao Vasco em São Januário (Foto: Jorge Rodrigues/AGIF)

Estrear numa Série B, para um clube do tamanho do Vasco, já é naturalmente um ato, no mínimo, embaraçoso. É algo semelhante ao primeiro dia de aula de um repetente na escola: quanto maior, mais constrangedor.

Ao mesmo tempo em que impõe respeito pela sua grandeza, demonstra fraqueza por simplesmente estar lá. E até mesmo insegurança.

O comentário de Léo Matos após o amargo apito final explicou bem o jogo: “um homem não pode apanhar duas vezes na mesma esquina”. E como apanhou o Vasco… Quase sempre pela esquerda.

Zeca tem sido a bola de segurança do time de Marcelo Cabo. Foi o maior passador da equipe no Carioca. Eu sei disso, você, provavelmente, também, e o técnico Matheus Costa, do Operário, com certeza.

O jogo do Vasco se desenrola quase sempre saindo pela esquerda e sendo finalizado pela direita. É por isso que Zeca toca mais na bola que Matos e Matos dá mais assistências do que Zeca. Um começa e o outro termina.

Sabendo disso, o Fantasma decidiu parar o Cruz-Maltino em sua origem: exatamente Zeca. Ou melhor, todo o lado esquerdo.

Ernando não ganhou marcação especial. Graça, sim (Ricardo Bueno). Matos também não. Zeca, sim (Felipe Garcia). Assim como Andrey (Leandrinho) e Galarza (Jean Carlo), opções de passe por dentro. Rafael Chorão ainda subia para consolidar a vantagem do Operário no setor.

E ali, naquela esquina, o Vasco apanhou uma, duas vezes… E só não apanhou mais por causa da trave e de Vanderlei.

Andrey deixou o campo como um dos jogadores que mais errou passes na 1ª rodada da Série B. Zeca, o que mais perdeu bolas na partida. Daniel Amorim deu dois passes certos em 45 minutos. Cano, 11 em 90.

O time de São Januário foi engolido dentro de sua casa em plena hora do almoço. Pressionado, passou mais tempo tentando ver de onde vinham os golpes do que realmente lutando. E talvez não saiba até agora de onde vieram…



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