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O acordo entre Fifa e Corinthians pela entrega da arena em dezembro deste ano não vai alterar o prazo de entrega inicial. Cartolas do clube mantém a posição de que “estádio entregue” significa o projeto original, com capacidade para 48 mil pessoas. Dizem que as arquibancadas provisórias para a Copa não são feitas pelo Corinthians, e só serão entregues em 2014.
Atraso
Um estudo do Sinaenco mostra que estádios de Manaus e Natal precisam aumentar muito o ritmo das obras para a Copa-14. No atual só ficariam prontos em março de 2015. Dos seis fora da Copa das Confederações, o do Corinthians é o mais adiantado, com 76%.
Transparência
A diretoria do BNDES decidiu agir contra certas notícia relativas ao empréstimo para a Arena Corinthians. O banco avalia que algumas notícias passam a ideia de que ele está endurecendo demais. Por isso, vai reforçar sua estratégia de comunicação até que o dinheiro seja liberado.
No papel
Pessoas envolvidas na negociação entre Seguros Unimed e CBF informam que o contrato será assinado hoje. A empresa será a operadora dos planos de saúde da Seleção Brasileira. Pessoas envolvidas na negociação. Uma solenidade acontecerá antes da Copa das Confederações para selar o acordo de forma oficial.
Na mira
O conselheiro Marco Aurélio Cunha virou uma espécie de troféu de caça entre diretores que tentam melhorar sua imagem diante de Juvenal Juvêncio. O presidente do São Paulo tem mostrado insatisfação crescente com as ações de seu ex-genro e indica que gosta quando ele é criticado.
Seco
O contrato entre Itaipava e Arena Fonte Nova não inclui cláusula de exclusividade na venda de água e refrigerantes. Essa cota é negociada à parte, entre a cervejaria e o estádio, e não foi colocada na negociação do contrato de naming rights, assinado em abril deste ano.
Alvo
Conselheiros do Palmeiras vão aproveitar a pauta da reunião do conselho do dia 20, que promete esclarecimentos sobre a gestão, para investigar o diretor executivo José Carlos Brunoro. Vão questionar o número de contratados, salários, planos de contratações futuras e os resultados de cada departamento.
Meta ousada
O São Paulo negocia a entrada de novos parceiros no programa de sócio-torcedor. Mesmo fora da Libertadores, a diretoria mantém a meta de chegar a 40 mil fidelizados até o final deste ano. Para isso, teria que praticamente dobrar o número atual, que é próximo dos 20 mil associados.
Persona non grata
Conselheiros do Palmeiras estão preocupados com a possibilidade de José Carlos Brunoro contratar Vanderlei Luxemburgo para a disputa da Série B. Dizem ter ouvido que o técnico estaria nos planos após uma eventual eliminação do Grêmio na Libertadores. Por motivos técnicos e políticos, são contra.
De Letra
“Íamos para fora, ganhávamos e mostrávamos o futebol brasileiro. Precisamos voltar a sair”
Aldo Rebelo, ministro do esporte, defendendo as excursões de clubes brasileiros no exterior.
* Colaborou Marcelo Resende.
A rede de varejo esportivo Centauro, maior rede multicanal de varejo esportivo da América Latina, fechou patrocínio ao Campeonato Brasileiro da Série B 2013. O acordo foi realizado em parceria com Penalty e com a SportPromotion, empresa que comercializa as propriedades da competição.
O patrocínio garante à empresa exposição da marca no campo de jogo com placas em led nas principais partidas da competição, que serão transmitidas ao vivo.
Neste ano, o campeonato conta com clubes como Palmeiras, Sport, Figueirense, Ceará, Paysandu, Atlético-GO, entre outros. Ao todo, 20 times disputam em turno e returno a Série B. As disputas começam no dia 24 de maio.
O técnico Pep Guardiola, que dirigirá o Bayern de Munique a partir de julho, telefonou algumas vezes para o pai de Neymar, para convencer o filho a aceitar uma proposta. Pep disse que o brasileiro terá mais destaque no clube alemão do que no espanhol. Ontem, o presidente interino do Santos, Odílio Rodrigues, voltou de Madri, com proposta do Real (veja mais em
Diversas federações têm deixado delado as demais pautas do dia a dia priorizando a inclusão de entidades no projeto do governo federal, que vai abater dívidas dos clubes de futebol. Elas esperam um posicionamento do ministro Aldo Rebelo, que já foi diretamente procurado. A situação, no entanto, tem incomodado os que estão em dia com as contas, que reclamam da priorização.
A 9ª vara da Fazenda Pública do Rio de Janeiro deferiu nesta sexta-feira um pedido liminar do Ministério Público determinando que o governo do estado não assine, até o julgamento do processo, nenhum contrato decorrente da licitação do Maracanã. A decisão também impede que seja concedido a qualquer um o direito de uso e exploração do estádio e todo o seu entorno.
A juíza responsável pelo caso, Gisele Guida de Faria, argumentou que não houve isonomia no processo, com favorecimento ao consórcio formado pela IMX Holding, de Eike Batista. A empresa elaborou um estudo estimando os custos da obra, participou da licitação e foi uma das vencedoras.
A decisão também diz que a contrapartida paga pelos parceiros privados é injusta quando comparada ao que será gasto pelo governo, o que geraria para o Estado um prejuízo de mais de R$ 7 milhões.
A juíza determinou ainda que, caso seja desrespeitada, haverá uma multa de R$ 5 milhões. O pedido liminar foi formulado pelo Ministério Público ainda nesta manhã. O governo vai recorrer da decisão.
Depois de ajudar a Chevrolet a fechar patrocínio com 20 federações, a FPF agora apresentou a empresa ao novo presidente da Conmebol. Antes da coletiva sobre o Paulistão, Eugenio Figueredo (foto) esteve com Marin, Marco Polo Del Nero e Sérgio Gomes, “responsável pela ativação de patrocínios da montadora”, de acordo com Del Nero. O patrocínio seria para a Copa Sul-Americana.
Plano B
O Vasco consultou a Federação Mineira para saber da possibilidade de jogar algumas partidas do Brasileiro em Juíz de Fora. O estádio de São Januário não poder ser utilizado durante o período que antecede a Copa das Confederações, já que será usado por seleções.
SMS
O presidente da Companhia Estadual da Água e Esgoto do Rio (Cedae) esqueceu o problema do rompimento de uma tubulação perto do Maracanã, no domingo, para assistir Botafogo e Fluminense. Wagner Victer, tricolor, mandou diversos SMS para o presidente do clube pedindo a Abel Braga que cobrasse mais chutes a gol.
Diretas
Conselheiros do Palmeiras ficaram irritados com a falta de quórum para a assembleia de votação do filtro das eleições diretas no sábado. Dizem que a diretoria não ajudou a divulgar o pleito. Nova votação foi marcada para 15 de junho, com quórum mínimo reduzido de 10% para 5% dos sócios.
Calendário
A federação cearense vai sugerir à CBF que o Brasileiro seja reduzido em 2014. O presidente da entidade, Mauro Carmélio, diz estar preocupado com as datas do Estadual. Afirma que a competição tem só 13 datas e não pode sofrer mais reduções. A CBF ainda não definiu a programação de 2014.
Antes
O presidente da FPF, Marco Polo Del Nero, não deixou começar a coletiva de imprensa de ontem, na sede da entidade, sem antes chamar o vice Reinaldo Carneiro para a mesa. Sentados, estavam Marin, Mario Gobbi, Odílio Rodrigues e Del Nero. “O que você está fazendo aí?”, perguntou para Reinaldo, que estava na plateia.
Depois
Quando começou a coletiva, Marin foi blindado pelo seu companheiro da FPF Marco Polo Del Nero. Bravo, ele solicitou aos convidados da imprensa que não fizessem perguntas ao presidente da CBF que não fossem relativas ao tema do encontro: campeonato paulista.
Desistência
Conselheiros do Santos já admitem desistir da briga pela reformulação do contrato com a CSU, empresa responsável por gerir o programa de sócio-torcedor do clube. Dizem que há meses a diretoria diz que rediscute o contrato, e não acreditam em mudanças significativas nessa gestão.
Em bloco
Atlético-MG, Cruzeiro e Federação Mineira devem definir juntos um nome para a próxima eleição da CBF. Alexandre Kalil (foto), presidente do Atlético, estreitou suas relações com Marin. Já Paulo Schetino, da FMF, tem se mantido mais afastado, apesar da boa recepção dada no último amistoso da Seleção.
De Letra
“Do jeito que está, daqui a pouco o Palmeiras vai chamar Allianz Torre Clube”
Ricardo Pisani, ex-secretário geral e conselheiro vitalício do Palmeiras, sobre o compromisso da diretoria em abandonar o nome palestra itália.
Aos 49 anos, Andrés Sanchez já foi presidente do Corinthians, diretor da CBF e é hoje o nome que aparece contra Marco Polo Del Nero para a disputa da presidência da entidade, em abril de 2014 (vencedor assume em janeiro de 15).
Entre uma conversa e outra com presidentes de clubes e compromissos na Arena Corinthians, Sanchez falou com o LANCE! sobre seus planos para o futuro. Disse ser amigo do presidente do Fluminense, que se dá bem com o do Botafogo, que encontrou o do Flamengo e até elogia Juvenal Juvêncio, de quem é (ou era) inimigo número um. Mas candidato para a CBF, ele disse onze vezes que não é. Confira.
Como você vê a CBF?
Eu enxergo hoje com muitos problemas. A saída do Ricardo Teixeira precocemente, de repente, trouxe problemas. Mas eles estão se adaptando e levando na medida do possível.
Quais tipos de problemas?
A saída de um presidente que estava há 23 anos e a chegada de um presidente novo com um monte de coisas da Copa em andamento. Qualquer um que entrasse teria dificuldade.
O que mudou da gestão Teixeira para a gestão Marin?
Eu não posso dizer especificamente o que mudou porque eu não vivia muito dentro da parte administrativa da CBF. Eles têm uma noção, um estilo de trabalho e uma visão do futebol diferente da que o Ricardo tem. Qualquer outra pessoa que entrar vai ter outra, vai ser sempre assim. Para melhor ou pior.
Mas melhorou ou piorou?
Se eu fosse presidente do clube, eu falaria. Acho que tem coisas que melhoraram e outras que pioraram.
Você encontrou com o Marin recentemente?
Duas ou três vezes desde que saí. Não tenho problema nenhum com Marin. Tenho uma boa relação com ele. É uma pessoa que eu respeito muito, sem problemas.
Das acusações que têm sido feitas, especialmente do caso do Herzog, você tem alguma opinião?
Triste. Mas na ditadura era assim. Hoje estamos em uma democracia e cada um que fez para lá ou fez para cá vai ter de pagar. Esse é um problema da Justiça, que eles vão resolver.
Qual a sua maior decepção na CBF?
Eles terem trocado o treinador da Seleção sem falar comigo.
Com quem foi a sua maior decepção?
Com Marco Polo Del Nero.
Qual sua relação com ele hoje?
Nenhuma.
O que você achou do Alexandre Kalil, do Atlético MG, ter ido para a reunião da Conmebol com a CBF?
Acho que é um direito dele, não tem nada demais. No futebol inventam coisa demais. Você acha que por ele ter ido lá o Atlético MG vai ser campeão? Não existe isso.
Como você vê o futebol brasileiro hoje?
Acho que estamos com uma dificuldade muito grande de achar um estilo e um padrão de jogo. Acho que temos a grande oportunidade da Copa para ver qual é o futebol que nós queremos. Os clubes, os dirigentes da CBF têm de ver o que querem para o futebol. Acho que é uma oportunidade de uma mudança drástica, para o bem do futebol.
Acredita no Felipão?
Eu era contra a saída do Mano. E com a saída, não colocaria o Felipão. Mas já que colocaram, acho que tem de ficar até o final da Copa. Mudar de novo vai ser um absurdo. Acho que ele é muito experiente, competente, tem totais condições de, ao lado do Parreira, montar um grande time.
Você imagina Dilma e Marin entrando juntos na abertura da Copa?
Quem define isso é a Fifa, a presidência e a parte do COL. Eles têm de conviver para o bem do Brasil.
A Folha de S. Paulo noticiou que Lula teria ligado para Marin. Você acredita que isso aconteceu?
Não há nenhuma possibilidade.
Você falou com ele sobre isso?
Não.
Faz falta o Clube dos 13?
Não, do jeito que estava não. Falta mais união entre os clubes. Mas um dia isso vai acontecer.
O Kalil disse que você que ganhou um estádio para destruir o Clube dos 13. É verdade?
Não, não é verdade. Tanto é que eu estou pagando por isso. Nunca vi ganhar e pagar. Eu não falei isso para ele. Eu nunca liguei uma coisa com a outra. Ele sabe por que eu sai do Clube dos 13. É um grande amigo meu, está fazendo um grande trabalho, mas se enganou nisso.
Você estava tentando articular uma liga entre os clubes?
De jeito nenhum, isso nunca foi verdade. Eu acho que os clubes têm de estar juntos, mais unidos. Mas tem que ser algo que vem de cima para baixo, com a chancela da CBF.
Você já se coloca como candidato à CBF?
Eu não sou candidato para a CBF.
Pretende ser?
Eu não sou candidato. Pretender eu não sei. Não sou candidato. Participo de reuniões de futebol, mas nunca falei que sou candidato. Fico lisonjeado de lembrarem de mim. Não estou trabalhando nesta hipótese.
Não?
Não.
Você encontrou com o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira, recentemente. Como foi?
Foi muito bom. Ele estava há pouco tempo, acho que o Flamengo tem muitas coisas em comum com o Corinthians. Discutimos um monte de coisas do futebol. Ele é novo e o futebol precisa se renovar. Está fazendo um bom trabalho. Claro que tem problemas, mas vai achar soluções.
Para qual tipo de articulação ele seria importante?
De que articulação você está falando?
Das suas…
Não tem. Eu tive com o Peter, do Fluminense, tive com outros presidentes. São meus amigos. Vejo bastante o presidente do Botafogo. Não tem nada. A gente discute bastante sobre o futebol. Só isso. Não fiz articulação de nada. Nem de CBF, nem de nada. Se tivesse feito, eu falaria. Quem vai fazer o candidato da CBF não sou eu, nem você. São as federações e os clubes. São eles que definem se querem mudanças. E definem o nome que querem. Se querem um novo ou uma continuidade.
Então, qual você acha que é o cenário para a próxima eleição?
Marco Polo como candidato único. É o que está se desenhando.
E o Rubens Lopes, da Ferj?
Pode ser que queira, mas está sempre junto com o Marco Polo, não sei. Mas qualquer pessoa dentro do futebol seria importante. Eu apoio qualquer um contra o Marco Polo.
Não existe a possibilidade de um racha no qual federações e clubes apóiem uma segunda chapa?
Lógico que existe. Quem quiser ser e conseguir isso daí, perfeito. Eu não estou trabalhando com esta hipótese. Tem de partir deles.
Tem de partir dos clubes e das federações, mas precisa ter alguém que tope ser candidato…
Se eles convidarem uma pessoa, qualquer cidadão brasileiro pode ser. Qualquer um. A vizinha do Marco Polo Del Nero, que já fez 18 anos, também pode ser.
Alguém chegou a te procurar?
Eu converso com todo mundo sempre. Alguns falaram meu nome e eu falei que não estava trabalhando com esta hipótese. E outros falaram outros nomes. Tem o Rubens Lopes, do Rio, tem o Ednaldo, da Bahia, e outros. Vamos definir lá na frente.
O Romário falou com você, para te convencer?
Não, ele falou que se tiver meu nome, ele me apoia. Assim como o Ronaldo falou. Como outros vão dizer. E como vão dizer de outras pessoas. E eu fico lisonjeado de lembrarem de mim. Mas não estou trabalhando com esta hipótese.
Se você fosse presidente da CBF…
Eu não sou candidato!
Mas se um dia fosse, vamos pensar, o que você mudaria?
Tem de chegar lá para ver. Não sou candidato, mas acho que o futebol brasileiro precisa resgatar sua transparência. Tem de mostrar tudo, apesar de ser uma empresa privada, não tem o que esconder. Todo mundo precisa saber o que recebe, o que paga, o que não paga. Isso existe no Corinthians, por exemplo.
R$ 130 mil de salário ao presidente da CBF é muito, pouco ou justo?
Difícil dizer. Desde que seja legalmente, quem tem de cobrar isso são as federações e os clubes. Para o país, é uma afronta.
Salários devem ser publicados?
Acho que o salário não deve ser público nunca. Cada um fala o que quer. Acho que isso é uma coisa restrita. Eu não tenho problema com isso. Falei o meu quando fui para a CBF. Vai da pessoa, eu falaria.
Quais clubes você acha que te apoiariam para a CBF?
Não sou candidato. Não sou candidato. Não sou candidato.
Eu entendi. Mas quais clubes colocariam seu nome para presidente da CBF?
O Corinthians.
E federações?
Não sei. Talvez a FPF (risos).
Acha que Marco Polo deveria te apoiar?
Se ele tivesse consciência, olhasse o trabalho que eu fiz… Pela relação que eu tinha com ele, ele sabe muito bem o que eu fiz no Corinthians, não teria motivo para não me apoiar.
Como está a sua relação com a Globo?
Normal. Sempre respeitei e sempre fui respeitado.
Calendário: acha que tem de mudar?
Acho que tem de melhorar, mas nunca se igualar ao calendário europeu. Eles têm lá uma discussão para passar o calendário deles para o nosso formato. Acho que temos de melhorar algumas coisas, mas não se adaptar ao europeu. São muitas coisas. Não pode o time chegar de férias e já ter de jogar, sem uma pré-temporada decente, por exemplo. A Seleção não pode jogar só com atletas do Brasil. Tem de jogar com os jogadores da Seleção Brasileira. Acho que algumas coisas têm de mudar.
Precisa mudar os Estaduais?
Tem de mudar, mas não sei te dizer uma maneira.
Você falou sobre ser a chance de “revolucionar” o futebol, pós Copa. O que você acha que pode mudar?
Mas se eu falar não fica bom, eu não sou candidato. Já te falei que não sou candidato. Se eu respondo, parece plataforma política. Todo mundo sabe onde está o defeito e o que tem de mudar. O que precisa é ter vontade política e deixar os interesses pessoais de lado e se dedicar a mudar.
O que acha do projeto do governo para as dívidas dos clubes?
Sou a favor. Mas os clubes que não cumprirem todas as regras devem ser punidos tecnicamente, com perda de pontos, perda de divisão. Sem isso, não vai ter validade nenhuma.
Federações e confederações devem estar dentro do pacote?
Acho que são duas coisas diferentes. Neste projeto, não devem estar. Elas podem estar em outro.
Para federações, acharia certo que a contrapartida fosse em relação ao tempo de mandato?
Sou contra mandato longo, mas sou um cara democrático. Tem de prevalecer a democracia. Se você é eleito para alguma coisa e as pessoas querem que você continue, não vejo mal nisso. Sou contra muito tempo. Acho que 8 anos é o suficiente.
Quando você era presidente do Corinthians, você divulgou no site os valores dos direitos econômicos dos jogadores. Mas depois tirou e…
Eu não tirei, eu só não coloquei os novos.
Não colocou por quê?
Eu não coloquei porque começaram a apenas discutir o que o Corinthians tinha colocado e não discutiam que os outros não tinham colocado. E eu fiquei meio chateado e pensei “já que vocês não estão cobrando dos outros e ficam só falando do Corinthians, eu não vou fazer mais”. Mas acho que é uma coisa que tem de ser feita. Na CBF eu queria colocar o nome dos empresários dos jogadores na lista de convocação, mas não deixaram. Isso era para acabar com toda a ladainha que se faz nas convocações. Adoram criar factoides. Ninguém na Seleção vai convocar A ou B, porque o empresário é X ou Y. Se eu acreditar que isso acontece, eu paro de ficar no futebol.
Acha que deveria ser iniciativa da CBF cobrar dos clubes que eles coloquem os direitos econômicos dos jogadores para o público ver?
Acho que sim, deveria ser papel da CBF.
Tem algum nome para a FPF?
Não.
Entre Vicente Cândido e Reinaldo, qual sua opção?
Para quê?
Para a presidência da FPF…
Mas eles são candidatos?
É um cenário possível…
Tão possível quanto o meu na CBF? Eu não sou candidato, eles também não. Deixa rolar. Acho que o Reinaldo tem grande experiência no futebol. O Vicente é do bem. Os dois têm condições.
E se o Juvenal Juvêncio, do SP, entrasse para a disputa?
Apoio o Juvenal cegamente.
Você tem falado com ele?
Faz tempo que não falo. Ele é um dos caras importantes que o futebol teve e tem. É um cara muito competente. Dizem que eu brigo com ele, mas não. Ele seria um grande nome, para qualquer cargo do futebol, não só para a FPF, mas para a CBF ou qualquer outra coisa.
E o Paulo Nobre, do Palmeiras, tem contato?
Tive depois da eleição, depois nunca mais. É um cara novo no futebol, que está trabalhando bastante. Espero que dê certo.
Quais são seus planos de vida?
Trabalhar, minha filha. Arrumar namorada, ir para o samba, cuidar dos meus filhos.
E quando acabar a arena, vai fazer o que da vida, se você não é candidato da CBF?
Eu não vou todo dia na arena, minha vida segue normalmente.
E o Corinthians, tem planos lá dentro?
Eu sou conselheiro vitalício, quando tem alguma coisa eu participo. E quando me chamam, eu dou minha opinião.
Mas não tem nenhum projeto?
Não, nenhum.
Se te chamarem para a CBF, você vai?
Tenho que ver quais são as condições.
Quais condições seriam?
Se vai ter que ter algum acordo. No futebol tudo funciona assim. Ou é chapa branca. Entenda como você quiser.
O que você teria que ceder para ser candidato para a CBF?
Não é isso. Vamos ver o que vai acontecer, tem muita gente na minha frente. Sei que meu nome é forte, mas palavra de honra que não tem nada. Se eu for, vai ser algo muito natural.
Você disse que apoia qualquer um contra Marco Polo…
Qualquer um!
E se não tiver mais ninguém? Senta e chora?
Quem não concordar, chora. Você vê outra solução?
…
O futuro da CBF: Marco Polo Del Nero x Andrés Sanchez
Candidatura
Oficialmente, ainda não há nenhum candidato para o cargo de José Maria Marin – que já deixou claro que não vai tentar a reeleição. Qualquer cidadão brasileiro pode querer ser presidente da CBF, desde que consiga apoio formal de 8 federações e 5 clubes. O processo vai ser aberto em abril de 2014, mas o ganhador só vai assumir o cargo em 2015.
Marco Polo
Em suas últimas entrevistas, disse que não é candidato, mas que está preparado para assumir o comando. Segundo presidentes de federações, Del Nero já tem começado a fazer sua campanha política. Ele tem como seu principal apoiador o atual presidente da CBF, José Maria Marin, que nas últimas aparições em público não escondeu a preferência e fez questão de exaltar o trabalho que tem feito na FPF, ao longo dos últimos dez anos.
Andrés Sanchez
Apesar de dizer que não tem pensando na hipótese de ser candidato à CBF, Sanchez tem se encontrado com diversos presidentes de clubes, desde que saiu da entidade. Tem, inclusive, se aproximado de velhos desafetos, como Juvenal Juvêncio, e procurado manter boas relações com as novas figuras do futebol, como os presidentes do Flamengo e do Palmeiras. O apoio das federações é o seu principal desafio. Conta com o apoio de Dilma, Lula, Ronaldo e Romário.
Outros nomes
Dificilmente outro dirigente do futebol brasileiro conseguiria apoio suficiente para a candidatura. Rubens Lopes, presidente da Ferj, no entanto, não descarta a possibilidade.
A CPI de Tráfico de Pessoas, da Câmara dos Deputados, pode virar palco para ataques a José Maria Marin na CBF. O motivo oficial do convite é cobrar da CBF ações para evitar para evitar o tráfico por meio de olheiros e clubes, mas deputados podem levantar outros assuntos. Ontem ele recusou convite para ver Nicolaz Leoz no Paraguai. Se não responder em 15 dias, pode ser convocado.
Vitrine
O São Paulo contratou 40 funcionários para o Morumbi, e colocou equipes para limpar e fotografar os banheiros das numeradas, reformados, antes, durante e depois dos jogo. A diretoria quer mostrar que, mesmo sem a Copa, oferecerá serviço “de primeiro mundo”.
“Trem” esvaziado
Outra vez, a Globo está convidando os presidentes dos clubes grandes do Brasil para assistir à final da Liga dos Campeões. No ano passado, o evento serviu para aparar as arestas da prorrogação do contrato do Brasileiro. Mas neste, alguns, como Peter Siemsen, do Flu, recusaram.
Olho na Copa
Diretores do Flamengo e da Brahma se debateram ontem como será a ajuda da empresa às obras do CT do clube. Uma das ideias é fazer a urbanização. Dos CTs dos grandes do Rio, o do Flamengo é o único iniciado e portanto com chance de abrigar uma seleção para a Copa do Mundo de 2014.
Sem evolução
O Grupo Superar, do Rio, analisou o cenário econômico do esporte olímpico nacional e verificou que, três anos antes dos Jogos do Rio, só três empresas privadas – Bradesco, HSBC e Sadia – são patrocinadores masters de confederações. E destas, só quatro tem patrocinadores privados, sendo duas as de rúgbi e golfe.
Apito caro
A FPF afirma que investimentos na ampliação de testes, olheiros para avaliar os árbitros e reajustes nas taxas pagas são responsáveis pela triplicação dos gastos com arbitragem, de 2011 para 2012. Apesar de redução no quadro, os gastos pularam de R$ 1 milhão para R$ 3,4 milhões.
Desencontro
Um encontro entre o presidentes de Flamengo e Caixa não vai acontecer nesta quarta-feira. Os dois eram esperados para participar de um mesmo evento, em Brasília. No entanto, Jorge Hereda, presidente do banco, já avisou que não poderá comparecer. O clube da Gávea negocia com a Caixa patrocínio para a camisa.
Golden Goal
A Golden Goal negocia com outros clubes brasileiros para gerenciar seus programas de sócios-torcedores. Até agora, a empresa está apenas no Flamengo, onde começou em 2007. O plano é que, como no Fla, os programas vão além da venda de ingressos e sejam usados em relacionamentos.
Terceira Via
O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, está tão descontente com os dois virtuais candidatos a presidente da CBF – Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero – que aliados não descartam que ele entre na disputa – seu mandato termina em cima da eleição. O cartola jamais tocou no assunto com eles.
DE LETRA
“Quem quer ser ídolo precisa ter responsabilidade pelas palavras e exemplo que dá. É esse o recado que quero passar”
Efraim Filho, deputado federal sobre as acusações de preconceito de jogadores do Flamengo-PI a Neymar.
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