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FBF diz não ter informações sobre Santos x Fla, blinda presidente, mas também vai ter participação na renda do jogo no Mané Garrincha

por Camila Mattoso em 25.mai.2013 às 10:04h

A Federação Brasiliense tem negado qualquer participação no polêmico Santos e Flamengo, no Mané Garrincha, em Brasília, e diz desconhecer informações sobre o jogo, que acontece domingo. Mas uma coisa a assessoria responde: a FBF ficará com ao menos 5% da renda da partida, apesar de a divisão ainda não estar fechada.

Na única vez que o presidente da entidade atendeu ao L!, há uma semana, respondeu que não tinha nada a ver com o evento e que não sabia nada a respeito. Depois disso, não falou mais com a imprensa.
A comunicação da entidade diz que o único trabalho que teve para Santos e Flamengo foi na questão da liberação de alvarás para a abertura do Mané Garrincha.

Embora se isente de mais responsabilidades, todos os outros envolvidos na partida de domingo citam a FBF como parte atuante nas negociações da mudança do local do jogo (da Vila para o Mané Garrincha) e também na venda do mando para a empresa Aoxy, de Tuca Belotti, ligada a Wagner Abrahão.
Em contato com a reportagem, o empresário, que ainda não apareceu publicamente para falar sobre o evento, disse que não deve satisfações para ninguém.

– Não lhe devo satisfação. O meu negócio é com o Santos, a minha empresa é privada e eu não preciso explicar nada. – afirmou Tuca Belotti.

Além do “negócio” com o Santos, Tuca disse que foi contratado para prestar serviços para a FBF, que nega que tenha contratado qualquer empresa para a realização do jogo.

Além da FBF receber por ter, teoricamente, o mando de jogo, a Federação Paulista também vai ganhar a sua parte, que o L! apurou será de R$ 200 mil. A renda da bilheteria, que passará de R$ 7 milhões, vai para a Aoxy. Já os torcedores pagaram caro pelo ingressos: entre R$ 160 e R$ 400

Camarotes à venda no Mané

Além da receita dos mais de 60 mil ingressos colocados à disposição da torcida, os camarotes serão outra fonte de renda. A Golden Goal foi a empresa contratada para realizar a venda dos espaços vips do Mané Garrincha, em um acordo exclusivo para o jogo entre Santos e Flamengo.

Há 77 camarotes na nova arena de Brasília, dos quais 66 estão sendo comercializados e os outros dez foram separados para autoridades e patrocinadores. Os preços variam entre R$ 14 mil e R$ 42 mil, para 14 e 42 pessoas, respectivamente. De acordo com a empresa, até ontem, mais de 60% dos espaços já tinham sido vendidos.

A Golden Goal, no entanto, não soube responder com quem foi feito este contrato.

GDF diz que não vai dar dinheiro

O GDF, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não haverá nenhum gasto público no jogo entre Santos e Flamengo, em Brasília, no Mané Garrincha, nem mesmo em publicidade. O departamento de comunicação também confirmou que não haverá repasse da receita da partida para os cofres do Estado.

O responsável pelo estádio é, neste momento, o COL, que abriu uma exceção para o jogo deste domingo, da primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

A nova arena, recém inaugurada, foi emprestada para o Santos sem a cobrança de aluguel, por ser considerado um evento-teste para a Copa das Confederações, que começa no meio de junho. Apenas uma taxa administrativa de R$ 4 mil foi pedida.

A responsabilidade do GDF para o jogo será apenas em relação à segurança na chegada ao estádio Mané Garrincha e ao acesso dos torcedores à arena. De acordo com a assessoria, o contato do GDF foi apenas com o COL e com a Federação Brasiliense.

Clubes em dia questionam anistia

por Pedro Lopes em 25.mai.2013 às 7:07h
Os clubes sem dívidas fiscais com a União ou que estão em dia com os financiamentos dos débitos pressionam o Ministério do Esporte por algum bônus no Proforte, projeto para abater as dívidas com contrapartidas ainda não definidas. Aldo Rebelo, ontem, disse para alguns dirigentes que cogita criar créditos para estes times, mas não sabe ainda em qual formato.
Bom negócio
No contrato da Itaipava com as arenas Fonte Nova e Pernambuco, a empresa tem 10 datas para organizar eventos: duas são exclusivas e as outras oito têm o lucro dividido com a operadora dos estádios. A cervejaria prevê retorno de ao menos 50% do investimento.
Ponte no Japão
A Ponte Preta cogita fazer amistosos no Japão, nos próximos meses, contra o Kashywa Reysol. A negociação é conduzida com a própria patrocinadora da equipe, a Hitachi, que é dona do time asiático. O plano é que o clube estrangeiro também seja recebido futuramente no Moisés Lucarelli, estádio da Ponte Preta.
Diálogo difícil
O GDF tem encontrado problemas com a Federação Brasiliense. A razão é a dificuldade na comunicação com a entidade para acertar detalhes da partida de domingo, entre Santos e Flamengo, pela primeira rodada do Brasileiro, que será no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Portátil
O aplicativo para smartphones, desenvolvido pela Federação Pernambucana, que permite que torcedores acompanhem resultados e informações do campeonato estadual foi disponibilizado para outras federações. A ideia inicial era cedê-lo gratuitamente, mas a CBF acabou pgando R$ 27 mil.
 Apoio consolidado
A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados já sinalizou que apoiará a emenda à medida provisória que pede mudanças na Lei Pelé. O relator do caso, deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), já disse aos envolvidos que é favorável à medida, que restringe mandato de dirigentes de federações.
Meteórico
Único clube alemão com ações livremente negociadas no mercado de capitais, o Borussia Dortmund se valorizou com o sucesso na Liga dos Campeões da Europa. As ações do clube subiram 23,85% entre janeiro deste ano e o dia 14/5. O lucro em 2012 também foi recorde: 34 milhões de euros.
Outro lado
A diretoria do Palmeiras contesta a versão de conselheiros sobre o patrocínio da Meltex ao basquete do clube. Afirma que a gestão de Arnaldo Tirone acordou com a empresa um repasse de R$ 500 mil a esportes amadores, quitado em setembro de 2012, e que um contrato de R$ 2,5 milhões foi fechado para o basquetebol.
De fora
A Presidente da República Dilma Roussef não vai se envolver na discussão sobre um representante brasileiro no COI. Em resposta a uma carta do advogado Alberto Murray, pedindo a intervenção do governo no debate, o gabinete da presidente respondeu que o assunto será tratado pelo Ministério do Esporte.
DE LETRA
“É cada um com seus problemas, até a letra D. A mesma situação tem que ter efeitos iguais para todos os envolvidos”
Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro do corinthians, defendendo a legalidade do acordo fla-caixa.

PM proíbe torcida do São Paulo no domingo contra a Ponte Preta, em Campinas

por Camila Mattoso em 24.mai.2013 às 20:02h

De acordo com a assessoria de imprensa da Ponte Preta, a Polícia Militar, em visita realizada na tarde desta sexta-feira, decidiu que o jogo de domingo no Moisés Lucarelli, em Campinas, terá torcida única. Os são paulinos que compraram ingressos para a partida terão o dinheiro de volta a partir de segunda-feira, às 9h.

O clube campineiro realiza obras no setor visitante do estádio e a PM não considerou o local apto a receber a partida. A justificativa é que há muita terra e entulho, que podem colocar em risco os torcedores.

Ainda segundo a assessoria do clube de Campinas, haveria uma segunda vistoria na tarde do sábado, quando a Ponte havia se comprometido a terminar as obras. No entanto, ainda assim, a PM achou melhor cancelar a segunda visita e não liberar a entrada da torcida visitante.

* Colaborou Guilherme Borini

São Paulo terá mais um centro olímpico

por Da equipe da De Prima em 24.mai.2013 às 15:22h

A Prefeitura de São Paulo começará a construir mais um Centro de Alto Rendimento na cidade. O governo estadual cedeu ao município uma área de 286 mil m2 na zona leste, dos quais serão utilizados 80 mil – o resto continuará sendo área de lazer. A Fiesp vai bancar a obra, avaliada em R$ 100 milhões. O Sesi administrará o local, em parceria com a prefeitura. A previsão é 2015.

Exceção
A partir de amanhã, quem controlará o estádio Mané Garrincha, em Brasília, será o COL. Segundo o departamento de comunicação do comitê, Santos e Flamengo foi uma exceção concedida ao mandante da partida, mas o COL não tem responsabilidade no jogo.

Festa fechada
Dos 109 camarotes do Maracanã, apenas dez estão sendo comercializados para a partida amistosa entre Brasil e Inglaterra, no ínicio de junho. Isso porque os outros 99 já estão separados para patrocinadores e autoridades. O preço mínimo dos que sobraram é de R$ 28 mil, para 14 pessoas.

Segue o jogo
Com a decisão favorável no processo com o Corinthians, a Caixa vai retomar a negociação com o Santos. O clube da baixada conseguiu as CNDs, eliminando o outro obstáculo a um acordo. O banco tem em sua estratégia o objetivo de fechar com outro grande clube de SP, e ainda tem R$ 40 milhões para investir no futebol.

Jogada
Conselheiros do Palmeiras afirmam que, desde a gestão Arnaldo Tirone, a Meltex, havia acordado uma verba para esportes não profissionais. O dinheiro não saiu por burocracia. Com a pressão contra o fechamento, foi apenas repassado ao basquete, e tratado pela diretoria como novo acordo.

Profissionalização
A empresa portuguesa Quest realizará no Rio, entre julho e setembro, um curso de gestão executiva no futebol. Participarão diretores e ex-diretores de grandes clubes, como Marcelo Teixeira e Rodrigo Caetano (Fluminense), Carlos Brazil (ex-Flamengo) e Sidnei Loureiro (Botafogo).

Ei, você aí
A Ponte Preta e o Guarani nutrem esperanças de que o Ministério do Esporte repita o que fez com o XV de Piracicaba, e ceda recursos aos seus estádios. Hoje, o ministro Aldo Rebelo vai a Campinas, visitar as arenas, mas, de acordo com a assessoria, não deverá colocar as mãos no bolso: a visita é técnica.

Contrapartida
Por decisão da Prefeitura de São Paulo, a WTorre irá assinar um Termo de Ajustamento de Conduta. A construtora precisará derrubar árvores para concluir as obras da Arena Palmeiras. Em troca da autorização, deverá plantar em outras áreas e oferecer uma série de contrapartidas ambientais exigidas pelo município.

Indeciso
O deputado federal Romário foi procurado pela ONG Atletas pela Cidadania para apoiar a MP de mudança à Lei Pelé, com regras de transparência para entidades esportivas. O parlamentar levou o projeto à consultoria legislativa, mas não formalizou o apoio. Raí e Dunga participam do movimento.

De Letra
“Estive na Argentina. Lá passam os gols da Liga Colombiana, mas não do Campeonato Carioca. O Brasil não sabe vender seus campeonatos”
Amir Somoggi, consultor em gestão esportiva.

Corinthians vai usar amarelo em 2014

por Da equipe da De Prima em 23.mai.2013 às 7:10h

A terceira camisa do Corinthians do ano que vem está definida: será amarela (veja montagem). A diretoria procurou a Nike, fornecedora de material esportivo, há um ano e meio para pedir que o time jogasse em 2014 com a cor da Seleção Brasileira, por causa da Copa. A terceira camisa deste ano é azul e ainda não foi lançada. O Corinthians não deve ser o único a vestir a amarela no ano que vem.

camisa timoa sleçao

Aprendizagem
O COL vai mandar uma equipe do departamento operacional para o Congresso da Fifa, nas Ilhas Maurício, para ter experiência na organização do evento. No ano que vem, antes da Copa do Mundo, haverá uma nova edição, desta vez no Brasil.

Mistério
Com a saída da Itaipava, uma nova empresa entrou na briga para adquirir os naming rights da Arena Corinthians. A pretendente é europeia, e atua no ramo de seguros, mas não é a alemã Allianz, que já adquiriu o nome do estádio do rival Palmeiras. As negociações continuam, mas a definição ainda deve levar alguns meses.

Chope
A Itaipava vai vender chope nas arenas que comprou os naming rights – e o direito de venda exclusiva de cerveja. A cervejaria está colocando redes de serpentina nas arenas Pernambuco e Fonte Nova. De acordo com o Marketing da empresa, o chope será mais barato do que latas de cerveja.

Amarras
O Conselho Deliberativo da Portuguesa fará na semana que vem assembleia extraordinária para discutir uma emenda estatutária que limite o poder do presidente em fazer gastos. O presidente Manuel da Lupa e ex-presidentes tentarão esvaziar a reunião, o que pode impedir até que ela aconteça.

Biombo
O Santos diz que não pode confirmar o nome da empresa a quem vendeu a receita do jogo contra o Flamengo porque o contrato tem cláusula de confidencialidade. A empresa é a Aoxy, do empresário Tuca Belloti. Por exigência do Comitê de Gestão do clube, todos os contratos têm essa cláusula.

Estímulo
O Conselho Deliberativo do Palmeiras criou comissão para planejar a comemoração do centenário. O assunto entrou em pauta na reunião de segunda-feira, e incomodou alguns conselheiros, que esperavam mais explicações sobre os gastos da gestão do futebol. Mesmo assim, não faltaram candidatos às 20 vagas na comissão.

Solução caseira
Depois de sofrer com a diminuição de receitas durante a disputa da Série A2 do Paulista, a Portuguesa terá um alívio para seus cofres para o Brasileiro. A Irwin Ferramentas, patrocinadora master do clube, também estampará sua marca nas barras do calção e da camisa do uniforme.

Só na Justiça
O presidente da CBF, José Maria Marin, abriu dois processos contra o deputado federal Romário. Fez uma queixa-crime de calúnia, no STF, em razão das acusações sobre seu papel na morte de Vladimir Herzog. Na Justiça do Rio, a CBF move uma ação indenizatória. Marin não falará mais sobre Romário.

De Letra
“Se o Muricy treinasse o Santos nos anos 50, Pelé e Coutinho não teriam nem subido para o profissional”
Celso Leite, conselheiro do Santos, criticando a postura de Muricy Ramalho com os atletas da base.

Somos todos manés: Jogo em arena de Brasília mostra que empresas podem faturar alto, mas torcedor vai pagar a conta

por Camila Mattoso em 22.mai.2013 às 7:30h

A primeira rodada do Brasileirão vai responder uma das dúvidas da população a respeito de como serão usadas as novas arenas espalhadas pelo país. O jogo do Santos contra o Flamengo, que aconteceria na Vila Belmiro, foi comprado pela Aoxy, uma das empresas ligadas a Wagner Abrahão, homem forte do setor de turismo, envolvido em diversos escândalos com a CBF desde os anos 90. Com ingressos variando entre R$ 160 e R$ 400, estima-se uma arrecadação mínima de R$ 7 milhões no Mané Garrincha.

Deste total, apenas R$ 800 mil vão para o Santos, considerado bom por alguns dirigentes, mas abaixo do que ganharia se tivesse participação na bilheteria. Por ser um evento-teste para a Copa das Confederações, não haverá cobrança de aluguel. Com isso, a Aoxy, empresa que assina o contrato, fica com quase todo o resto. É que a FPF também vai ter sua parte: R$ 200 mil. A assessoria, no entanto, não confirma a quantia e diz que o valor “será divulgado oportunamente no borderô da partida”. Há um mês, Marco Polo Del Nero, presidente da entidade, havia dito que abriria mão de quatro mandos do Brasileirão em prol das arenas.

Tuca Belotti é o dono da Aoxy, aberta em maio do ano passado, com sede em uma casa na Vila Leopoldina e capital social de apenas R$ 100 mil. Para o L!, negou que tenha comprado o jogo, disse que está prestando serviços para o Santos, com contrato com a Federação Brasiliense, a quem foi apresentado pela CBF. A reportagem tentou entrar em contato outras vezes com o empresário, que nunca mais atendeu ao telefone. Procurado em outra empresa de Abrahão, a secretária disse que Tuca não estava, mas pediu para deixar recado.

Empurra-empurra: ninguém assume

Desde que a venda dos ingressos da partida entre Santos e Flamengo, no Mané Garrincha, na estreia do Brasileirão, foi anunciada, as autoridades e outras partes envolvidas iniciaram um jogo de empurra-empurra, evitando passar informações sobre quem estaria por trás do lucrativo negócio em Brasília. Até agora, ninguém assumiu ou entregou a responsabilidade.

A Federação Brasiliense disse não ter conhecimento, já que sua parte no jogo é apenas “técnica”, e sugeriu procurar a CBF ou o Santos, personagens da partida.

A CBF, porém, diz que é responsável apenas por definir o calendário e pede para procurar o Santos. O Santos, que vendeu o jogo, diz que não sabe quem foi a empresa que comprou e diz que foi procurado pelo GDF que, por sua vez, diz não ter nenhum conhecimento sobre o assunto e devolve a bola para Santos e CBF. Quando localizada, a empresa a Aoxy responsabilizou a Federação Brasiliense, que voltou a falar ao LANCE! que desconhecia detalhes da partida na nova arena.

Quem é quem…

Santos
“Vendeu” o mando de jogo, e não ajudou na decisão de preço de ingresso.

Flamengo
Foi comunicado do jogo em Brasília, não participou das decisões.

CBF
Foi quem autorizou que o jogo fosse no Mané Garrincha e quem apresentou a Aoxy para a FBR e para o Santos.

GDF
É responsável pela gestão da nova arena, diz que não tem informações sobre a empresa que comprou o jogo.

FBR
Presidente da entidade diz não ter nada a ver com a partida e nunca mais atendeu às ligações do LANCE!.

FPF
Liberou o Santos para ir a Brasília, disse que abriria mão de quatro mandos, mas cobrou R$ 200 mil da Aoxy.

Aoxy
Empresa, em nome de Tuca Belotti, que fez o contrato com o Santos.

Ingresso Rápido
É a empresa escolhida para fazer a venda dos ingressos.

Empresa comprou abertura do Brasileiro

por Da equipe da De Prima em 21.mai.2013 às 7:07h

Palmeiras inflou crise, diz diretor

por Da equipe da De Prima em 18.mai.2013 às 12:07h

Um diretor do Palmeiras muito próximo do presidente Paulo Nobre e do diretor remunerado José Carlos Brunoro disse que a cúpula do clube, propositadamente, exagerou sobre a crise financeira, com o objetivo de reduzir a pressão por contratações. O diretor diz que a situação das finanças é “mediana” quando comparada aos demais clubes brasileiros.

Negativa
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nova tentativa do Ministério Público de suspender os efeitos da lei dos CID’s da Arena Corinthians. O juiz argumentou que a complexidade da ação e as muitas partes exigem que todos sejam ouvidos antes de uma decisão.

Tiro no pé
Conselheiros do Palmeiras dizem que o clube deu um tiro no pé com o recente crescimento dos sócio-torcedores do Avanti. Pagando R$ 19,90 por mês no plano mais barato, os associados tiveram acesso a mais de 20 mil ingressos gratuitos para o jogo contra o Tijuana, que seriam vendidos por preços bem maiores na bilheteria.

3G
Uma das principais preocupações da federação brasiliense para o primeiro jogo no Mané Garrincha é com os sinais dos celulares. Ontem, foram instalados geradores e as operadores estiveram no estádio para alguns ajustes para garantir os serviços de dados aos torcedores da final do estadual.

3D
A rede de cinemas Cinemark começou a vender ingressos para exibições da final da Liga dos Campeões da Europa, em 3D, dia 25 de maio. A partida será exibida em salas selecionadas. As entradas são mais caras do que para filmes: a inteira custa R$ 60, e há meia entrada para estudantes.

Debate
Grandes empresários do futebol brasileiro tem feito reuniões entre si para discutir a questão da propriedade de direitos econômicos de jogadores por investidores. São contra uma proibição, mas já criam ideias para uma regulamentação da questão. Dizem, entretanto, que o debate deve ser puxado mesmo pelos clubes.

Olho comprido
Diretores da Federação Mineira dizem que um dos interventores nomeados por ordem judicial, ontem, por três horas, seria um possível candidato à presidência. Um emissário do postulante se reuniu há algumas semanas com dirigentes de clubes, inclusive Alexandre Kalil, do Atlético-MG.

Torcida
A Fiat começou a apresentar a sua nova estratégia de comunicação, o Vem Pra Rua, para os próximos eventos esportivos no Brasil. A ideia é convocar os brasileiros a saírem as ruas para torcer pela Seleção. A primeira iniciativa é um vídeo comercial, com música cantada por Falcão, do Rappa.

Sem gás
Diretores e conselheiros de situação do Corinthians avaliam que o clube perdeu o embalo que tinha até o ano passado. Desde a saída de Luis Paulo Rosenberg e o distanciamento de alguns colaboradores, o clube teria perdido o dinamismo. Creditam parte do fenômeno ao estilo do presidente Mario Gobbi.

De Letra
“Se proibir, vira Barcelona e Real Madrid. O bom do Brasileiro é que dez clubes sempre podem ganhar”
Carlos Leite, agente de jogadores, sobre a questão da proibição direitos econômicos a investidores.

Arena Corinthians deve manter prazo

por Da equipe da De Prima em 17.mai.2013 às 7:08h

O acordo entre Fifa e Corinthians pela entrega da arena em dezembro deste ano não vai alterar o prazo de entrega inicial. Cartolas do clube mantém a posição de que “estádio entregue” significa o projeto original, com capacidade para 48 mil pessoas. Dizem que as arquibancadas provisórias para a Copa não são feitas pelo Corinthians, e só serão entregues em 2014.

Atraso
Um estudo do Sinaenco mostra que estádios de Manaus e Natal precisam aumentar muito o ritmo das obras para a Copa-14. No atual só ficariam prontos em março de 2015. Dos seis fora da Copa das Confederações, o do Corinthians é o mais adiantado, com 76%.

Transparência
A diretoria do BNDES decidiu agir contra certas notícia relativas ao empréstimo para a Arena Corinthians. O banco avalia que algumas notícias passam a ideia de que ele está endurecendo demais. Por isso, vai reforçar sua estratégia de comunicação até que o dinheiro seja liberado.

No papel
Pessoas envolvidas na negociação entre Seguros Unimed e CBF informam que o contrato será assinado hoje. A empresa será a operadora dos planos de saúde da Seleção Brasileira. Pessoas envolvidas na negociação. Uma solenidade acontecerá antes da Copa das Confederações para selar o acordo de forma oficial.

Na mira
O conselheiro Marco Aurélio Cunha virou uma espécie de troféu de caça entre diretores que tentam melhorar sua imagem diante de Juvenal Juvêncio. O presidente do São Paulo tem mostrado insatisfação crescente com as ações de seu ex-genro e indica que gosta quando ele é criticado.

Seco
O contrato entre Itaipava e Arena Fonte Nova não inclui cláusula de exclusividade na venda de água e refrigerantes. Essa cota é negociada à parte, entre a cervejaria e o estádio, e não foi colocada na negociação do contrato de naming rights, assinado em abril deste ano.

Alvo
Conselheiros do Palmeiras vão aproveitar a pauta da reunião do conselho do dia 20, que promete esclarecimentos sobre a gestão, para investigar o diretor executivo José Carlos Brunoro. Vão questionar o número de contratados, salários, planos de contratações futuras e os resultados de cada departamento.

Meta ousada
O São Paulo negocia a entrada de novos parceiros no programa de sócio-torcedor. Mesmo fora da Libertadores, a diretoria mantém a meta de chegar a 40 mil fidelizados até o final deste ano. Para isso, teria que praticamente dobrar o número atual, que é próximo dos 20 mil associados.

Persona non grata
Conselheiros do Palmeiras estão preocupados com a possibilidade de José Carlos Brunoro contratar Vanderlei Luxemburgo para a disputa da Série B. Dizem ter ouvido que o técnico estaria nos planos após uma eventual eliminação do Grêmio na Libertadores. Por motivos técnicos e políticos, são contra.

De Letra
“Íamos para fora, ganhávamos e mostrávamos o futebol brasileiro. Precisamos voltar a sair”
Aldo Rebelo, ministro do esporte, defendendo as excursões de clubes brasileiros no exterior.

 

* Colaborou Marcelo Resende.

Marin se ofende com respostas do secretário-geral da Fifa e relação entre os dirigentes fica abalada

por Camila Mattoso em 16.mai.2013 às 11:30h
Marin e Valcke: relação estremecida (FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters)

Marin e Jérôme Valcke: relação estremecida (FOTO: Ueslei Marcelino/Reuters)

Cada vez mais isolado, José Maria Marin ficou aborrecido com as declarações do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, em entrevista exclusiva ao LANCE!Net publicada nesta quarta-feira. De acordo com membros da CBF, o presidente da entidade passou o dia esperando que Valcke o procurasse para justificar a afirmação de que o Comitê de Ética da Fifa poderia investigá-lo se quisesse.

Segundo sua assessoria de imprensa, José Maria Marin iria para o Rio de Janeiro ontem, quando faria uma visita ao Maracanã, a convite do governador Sérgio Cabral, onde o representante da Fifa também esteve presente.

No entanto, o presidente da CBF permaneceu em São Paulo, sem justificativas de sua assessoria. O aviso de pauta enviado no dia 13 de maio pelo governo do Rio de Janeiro, porém, não colocava o nome de José Maria Marin entre os que participariam da ida ao estádio.

Ainda de acordo com membros da CBF, Marin estava deixando São Paulo, em seu helicóptero, quando recebeu uma ligação que o avisava de algumas das respostas de Jérôme Valcke. Descontente, o dirigente desceu da aeronave e cancelou sua partida para o Rio de Janeiro, pois não se sentiria à vontade em estar no mesmo lugar que o representante da Fifa.

Semana passada, a assessoria de imprensa do comandante da CBF havia informado que Marin e Valcke teriam algumas conversas em particular antes da agenda oficial de amanhã. Os encontros, no entanto, não aconteceram.

Como presidente do COL, José Maria Marin não recebeu nenhuma ligação por parte da Fifa sobre os desentendimentos, resolvidos na tarde de ontem, entre a entidade e o Corinthians, por conta de declarações que chegaram a ameaçar a permanência do estádio como sede da Copa do Mundo de 2014.

Fifa já recebeu denúncia antes

A Fifa, por meio de seu departamento de comunicação, confirmou que o presidente Joseph Blatter recebeu uma carta do filho de Vladimir Herzog denunciando o presidente da CBF, José Maria Marin, por suas ações durante o regime militar.

A Fifa não informou, no entanto, se uma investigação foi aberta para apurar o caso e diz, ainda, que o Comitê de Ética é totalmente independente da própria entidade, o que impede que eles saibam se há uma investigação sobre José Maria Marin.

Por fim, a entidade esclareceu que qualquer cidadão ligado ao futebol (torcedor, jornalista, jogador etc.) pode mandar um pedido de investigação para o Comitê de Ética, que será avaliado e julgado.

Segunda frustração em menos de dez dias

Desde que as denúncias sobre seu envolvimento na ditadura militar ficaram mais fortes, José Maria Marin resolveu ficar afastado da imprensa e de eventos públicos. Há pouco mais de uma semana, no entanto, ele voltou a aparecer. Nesse período, deixou de ir a eventos importantes, que em condições normais não faltaria.

Mas, desde que voltou a mostrar a cara, Marin tem colecionado frustrações. A primeira aconteceu semana passada, quando um encontro com o ex-presidente Lula foi por água abaixo. A versão da assessoria de imprensa de Marin diz que a aeronave que o levava a Brasília, onde seria a reunião, teve um problema técnico e não pode levantar voo.