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Rasgando seda

por igor em 29.abr.2012 às 14:53h

Alguns assuntos chamaram a atenção nesta semana e como não poderia ser diferente acirraram as conversas nas redes sociais (antes a gente falava que eram temas dos botequins).
Mas os tempos são outros e a discussão é virtual. Todo mundo fala, com 140 caracteres. Haja síntese. Então vou aproveitar o privilégio deste nobre espaço para ser sintético também.

Começando pelo Corinthians, que mudou o goleiro para a Libertadores. Julio César deve estar chateado, assim como a Fiel tem estado com as suas seguidas falhas. Porém, ninguém deve estar mais decepcionado do que Danilo, que foi ultrapassado pelo terceiro goleiro e segue como eterno 12. Difícil de entender, como o segundo goleiro, que foi testado mais vezes do que Cássio (uma vez), seja preterido.

Foto - Miguel Schincariol

Oras, que critério é esse? Eu até acho Cássio mais gabaritado, mas discuto aqui o critério. Como também acho que Julio César não deveria ser sacado neste momento delicado. Erro mesmo foi ter confiado a ele a condição de titular por tanto tempo, quando, em muitas vezes mostrou que não tinha condição para isso.

Reflexo de um título brasileiro, que mascarou análises mais críticas. Outro assunto que deve ter sido difícil justificar em 140 caracteres do Twitter.

Foto - Tom Dib- Lancepress

 

 

Juvenal Juvêncio ganhará um busto e nome de hotel.Sim!, estamos na fase dos bustos para homenagear nossos cartolas, afinal eles são modelos de administração e democracia. Juvenal rasgou estatutos e como resposta os conselheiros rasgaram seda. No Corinthians, conselheiros, que tinham sido chamados de câncer propuseram algo igual a Andres Sanchez, que, constrangido, abdicou da honraria. Vou sintetizar as poucas linhas que restam para lamentar as agressões sofridas pelo Santos na Bolívia. Pelo jeito a Libertadores não consegue mesmo se libertar da sina de competição guerrilheira.

Paulistão: erros, acertos, quedas, salvação…

por igor em 16.abr.2012 às 16:54h

Vamos a um breve balanço do Paulistão, direcionado aos torcedores do meu estado e, especialmente, do querido interior paulista.
O campeonato chega à fase final, mas apesar de muita gente ignorar, também teve emoção nessa fase classificatória, considerada inútil.  Pergunte ao torcedor do XV de Piracicaba e do Botafogo o que eles sentiram nas três últimas rodadas, e principamente no domingo.  A torcida da Lusa também não esquecerá este Paulistão, embora de maneira triste.

Para quem sonha em entrar no calendário do futebol nacional, a vaga na Série D (no caso do Mirassol) valeu até a última gota de suor. Assim como o título do interior valerá.

E os interioranos que garantiram quatro vagas nas oitavas, precisaram suar bastante. Para o Elefante da Noroeste (Linense) pisar no então líder São Paulo foi uma despedida e tanto.
Mesmo com tanto esforço da televisão, da PM  da FPF para que os torcedores vão cada vez menos aos estádios, a média de público deste ano pode ser considerada boa para alguns clubes, principalmente os do interior.

Na última rodada, cerca de dois mil piracicabanos pegaram a estrada e foram a Mogi Mirim torcer pelo XV na sua luta contra o rebaixamento. Dois terços do público presente compostos pela torcida visitante. Um show, como já vinha sendo nas partidas no Barão de Serra Negra.

Em Ribeirão Preto, o Botafogo teve uma jornada épica, escapando do rebaixamento aos 43 do segundo tempo com um gol salvador contra o Guarani. Até o momento do gol de Clebinho, o time estava voltando para a Série A2 e descabelando seus torcedores. Mas no fim, os quase 10 mil botafoguenses (público oficial de 7.962 pagantes / Renda: R$ 93.432,00 – não contando mulheres e crianças que não pagaram), vibraram como se fosse um título.

A sensação de alívio não foi por acaso, pois em 2012 a diretoria investiu pouco (e mal) no time e só conseguiu corrigir a rota no último suspiro, graças em boa parte, à feliz contratação de Benazzi, que deu um sacode no time e obteve o resultado. Curiosamente rebaixando a sua Lusa. E Benazzi comemorou como um menino, arrancando a camisa e ajoelhando no gramado antes de ser ovacionado pelos torcedores que não arredaram pé do estádio. Um cenário típico de decisão.

Em 2012 o Botafogo se planejou equivocadamente, fez a chamada economia porca pois precisou trocar muitas peças e gastar dinheiro com o troca-troca de jogadores e dispensas. Paradoxal, pois nessa temporada obteve a sua maior bilheteria dos últimos cinco anos. R$ 1.491.621,00, brutos, dos quais arrecadou cerca de R$ 1.100.00,00 livres.

A equipe do interior teve a melhor média de público dos pequenos, perdendo apenas para o quarteto Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. Com essa grana previsível, mais os valores fixos da cota da FPF, e o patrocínio de camisa, a receita beirou os R$ 3 milhões.

Dividindo isso por cinco meses, chega-se aos R$ 600.000,00 necessário para ter um ótimo elenco e, no mínimo, não passar sufoco. Gastando pouco mais da metade, como fez, o sofrimento é garantido.
Na mesma Ribeirão Preto, o Comercial, após 25 anos, voltou à elite. Tinha tudo para bater recordes de público e brindar sua volta à Série A1 com uma boa campanha. Bastava ficar na Série A1 para satisfazer a sua massa. Mas uma série de erros, em todos os níveis, jogou o time para o lamaçal novamente com a pior campanha de toda a sua história no Paulistão com 12 pontos e 13 derrotas. Antes havia sido em 1976, com 14 pontos (porém,  sem rebaixamento).

A diretoria preferiu manter a base da Série A2 e o gestor optou por investimentos modestos, aplicando apenas em Fabão, Galhardo entre outros veteranos rodados. Com uma campanha pífia não demorou para o torcedor abandonar o time. Para piorar, uma medida inédita com a colocação de tapumes ao redor do campo (para impedir a aproximação dos torcedores ao alambrado) repeliu ainda mais os comercialinos. De acordo com o clube, uma decisão da PM local e da FPF. A entidade negou e diz que apenas orientou o clube a seguir as orientações da polícia. A desfiguração do estádio no final do ano passado com obejtivos de lucros financeiros (abertura de espaço para micaretas e eventos extra-futebol para angariar receita para a empresa gestora) foi um tiro no próprio pé.

Pobre Geninho que chegou no final e nada ganhou, a não ser R$ 60 mil por um contrato de um mês. A se comemorar apenas o fato de o vexame não ter sido maior, com a temida perda de pontos por salários atrasados. Aliás, a FPF não precisou, ou não quis, aplicar o novo item do regulamento que previa perda de pontos para os clubes inadimplentes.

Com um time fraco e o planejamento mal executado, o clube arrecadou bem menos do que poderia. (equipe fraca, campanha ruim, significam bilheterias  às moscas). Mesmo assim, foram R$ 769.685,00 brutos e R$ 523.673,32 líquidos.  (Em dois jogos, o Comercial teve prejuízo, pagando para jogar pois as taxas superaram as arrecadações R$ 11.530,76 contra o Guaratinguetá e R$ 9.399,45 contra o Oeste)

Somando as receitas da FPF, patrocínio de camisa e bilheteria, a receita do semestre beirou os R$ 2 milhões. Mesmo assim, houve atraso nos direitos de imagem, admitidos publicamente. Parte dos recursos (cota) foi antecipada da FPF. O investimento obrigatório no gramado foi feito de forma equivocada e fora do tempo. Resultado, um campo ruim, que prejudicou tecnicamente e contribuiu para resultados ruins no começo do campeonato.

O clube se preocupou no começo do ano apenas com um marketing barato, propagando uma parceria com jogadores do Ji-Paraná que disputaram a Taça SP na cidade. Tudo em troca da aparição na mídia nacional em um programa de TV. Muito pouco!

A base foi abandonada nos últimos três anos, com recursos sendo canalizados para o Olé Brasil, time formador de jogadores. E na fraca equipe montada para o Paulistão, como era de se esperar, nenhum jogador com identificação com o clube ou oriundo de suas fileiras.
Melancólicamente o Bafo volta para a A2 deixando um rastro de tristeza, decepção e revolta nos torcedores que ainda viram o rival escapar.
Um cenário deprimente com direito a vandalismo (carros de jogadores depredados) e salários dos jogadores em atraso. Modelo de gestão amparado por um Conselho Deliberativo uníssono e que não deve ser copiado.  Que fique a lição e o choque de humildade para 2013.

Subiu e caiu
O Comercial se junta ao Catanduvense. Foram os dois, entre os quatro que subiram no ano passado, a voltar para a segundona poucos meses depois. Guarani e XV de Piracicaba continuam na elite. O Bugre honrado suas tradições, jogando a fase decisiva com grandes chances de derrubar o Palmeiras. O XV de Piracicaba, com humildade e engajamento da torcida, garantiu mais um ano na primeira divisão.

Na decisão…
Corinthians é favorito contra a Ponte Preta, assim com o São Paulo é contra o Bragantino e o Santos diante do Mogi. Pedreira para o Palmeiras que corre o risco de disputar a vaga nos pênaltis. Ruim deste regulamento é a simples vantagem de jogar em casa para quem fez melhor campanha. Deveria valer mais, como o direito do empate. Quem ficou atrás, pode armar uma retranca daquelas e beliscar uma vaguinha nos pênaltis. Ruim e mal pensado (e repetido).
Para valorizar um pouco mais seu estadual, que sobra em relação aos outros estados, a Federação Paulista de Futebol deveria fazer prevalecer seu direito de mandante dos jogos e marcar para o Morumbi as semifinais e as finais. Independentemente de quais forem os finalistas. Sem essa de final na Vila Belmiro ou Pacaembu e mais confusão na distribuição de ingressos nos clássicos. A sorte está lançada. Meu palpite: o título fica entre Santos e Corinthians. Mero palpite.

Lobos e cordeiros na indicação de Zagallo

por igor em 16.abr.2012 às 14:11h

Semana passada, após encerrar minha coluna, na qual critiquei a letargia com a qual conduzem os assuntos da Copa e mencionei a perda do respeito que nosso futebol gozava lá fora, prometi que no domingo seguinte estaria menos ranzinza e que falaria de algo mais prazeroso. Quem sabe do centenário do Santos, ou talvez da classificação de todos os brasileiros para a fase seguinte da Libertadores. (infelizmente o Mengão foi eliminado com requintes de crueldade).

Porém volto aqui para falar de outro tema, afinal é difícil ficar indiferente diante da “renovação” que vem se desenhando no futebol brasileiro. Se você não percebeu a ironia, vou explicar o porquê de mais algumas linhas dominicais dedicadas a comentar política no futebol. A indicação de Zagallo à vice-presidência da CBF, na última segunda-feira, foi mais uma demonstração de como a maioria dos nosso dirigentes futebol luta para manter tudo como está.

Há dois lados tristes nesta indicação. A primeira, que visa um embate Rio-SP pelo poder da entidade, com uma pitada de regionalismo barato. A outra expõe uma figura importante do nosso futebol, que é Zagallo.

O Velho Lobo foi usado como pivô de uma manobra para evitar a chegada de Marco Polo Del Nero à presidência, justificando a escolha de Zagallo como uma homenagem pelos seus serviços prestados ao futebol. Mas, na verdade, querem usar de seu prestígio, e apostam nele, quando seu nome for levado à apreciação da Assembleia Geral, afinal ninguém ousará vetar o carismático ex-treinador. Inocentemente ou não, Zagallo aceitou o galanteio da Ferj (aquela mesma, da súmula rasurada) e emprestará seu prestígio para frear o “avanço paulista”. Vale lembrar que Zagallo, sendo indicado a vice, poderá pela linha sucessória tornar-se presidente da CBF. Duro de engolir, quando se espera por uma renovação em todas as frentes. Não há cordeiros nessa indicação de Zagallo. A renovação pelo jeito, fica para depois

O tolerante e injusto mundo da bola

por igor em 25.mar.2012 às 13:53h

Esse tal de futebol é realmente cheio de surpresas e injustiças. A última semana foi marcante para observarmos isso com exemplos da intolerância para alguns e a benevolência para outros. Enquanto Léo Rocha, do Treze-PB, foi punido por ter chutado o balde na decisão por pênaltis contra o Botafogo, Adriano e Carlos Alberto terão novas oportunidades em suas promissoras carreiras.

Até que ponto vale passar a mão na cabeça desta turma? Você, caro leitor, teria tantas oportunidades na vida profissional se cometesse seguidos erros? No futebol, onde você paga ingresso com muitas gotas do seu suor, é bem diferente.

O que me assusta também é ver como esta turma encara as oportunidades que o tolerante mundo da bola oferece.
São profissionais ao extremo, mas somente quando o assunto é dinheiro. Adriano, que deveria agradecer ao Corinthians e se desculpar por não ter conseguido retribuir a confiança que lhe foi dada, decidiu bater o pé pelos seus “direitos” de receber mais alguns milhões.
Se o Coritnthians não conseguir provar a justa causa, o jogador teria legalmente o direito de pleitear seus vencimentos pelo restante do contrato. Porém, a distância entre o legal e o moral não entra na pauta dos “profissionais”.
Para quem não precisa de dinheiro como Adriano, seria uma boa chance de mostrar hombridade e abrir mão de algo que moralmente não lhe é devido. Mas logo dirão que ele é profissional e tem que receber pelo trabalho! Será? Aos dirigentes dos nossos clubes, deveria haver uma lei de responsabilidade pelos gastos com o dinheiro alheio. Os cartolas corintianos deveriam tirar do bolso os prejuízos causados ao clube (cerca de 5 milhões, em salários e uma possível ação na Justiça). E se houve uma sequência de episódios para uma justa causa, houve também a tolerância acima do permitido.

Nosso Adriano é um Nero malsucedido?

por igor em 11.mar.2012 às 14:46h

Quantas oportunidades precisa um grande atacante
para marcar seus gols? Poucas. E quantas chances precisa um homem para entender a sua própria
importância? Adriano já teve toda a complacência do mundo e ainda não se deu conta disso.  Foi abraçado pelas duas maiores torcidas do Brasil, e mesmo assim não se tocou que deveria oferecer algo em troca. Seu exemplo no Corinthians é uma afronta. Ganhou a chance de dar a volta por cima depois de sair humilhado na Europa, onde fez fama de Imperador com
seus gols e o talento, inegável. Mas parece que está disposto a jogar tudo fora, com suas atitudes irresponsáveis e infantis, como a de sexta-feira, quando se recusou a subir na balança pois era o “Adriano” e não precisaria cumprir tal determinação. Fui um dos que apostaram (ledo engano) que Adriano teria uma recuperação épica e daria a volta por cima, calando os críticos e se tornando mais um ídolo da Fiel.

Torcida aliás, que vem demonstrando uma paciência incomum, juntando-se àqueles que tem dado a Adriano seguidas “segundas chances”. Entre eles (quem diria!), o apaziguador Tite, cuja paciência infinita parece ter chegado ao limite. Seu futuro no clube está cada vez mais comprometido e o seu império no futebol está à beira da ruína. Adriano pune a si mesmo e aos que acolhem. E a cada atitude fecha mais portas. O Corinthians deveria “puní-lo”, colocando-o em campo, no Paulistão. O time é líder, os adversários são fracos e não haveria prejuízo técnico para a equipe.

O clube precisa começar a encontrar meios de recuperar parte de seu investimento, antes que constate que foi apenas um Spa do Imperador depois que ele desembarcar em outra praia.

O que diria do nosso Imperador, o historiador francês Paul Veyne que classificou Adriano (o autêntico) com  “um Nero bem-sucedido”?

Sarney já deu pitaco no futebol com “bilhetinho”

por igor em 29.fev.2012 às 23:36h

Sarney, figura polêmica da política brasileira, já deu seus pitacos no futebol. A história do bilhetinho, retratada em 10 de julho de 1987, pela Folha de S. Paulo. Na época, os dirigentes do Botafogo de Ribeirão Preto, recusaram o “favor”.

Homenagem ao Dr. Sócrates

por igor em 24.fev.2012 às 18:21h

O Botafogo vai prestar a sua primeira homenagem a Sócrates, na partida deste sábado contra o Corinthians, às 18h30, no Pacaembu.
O clube de Ribeirão Preto irá estrear uma camisa inspirada no Doutor. Na verdade, o Bota vai usar o mesmo uniforme utilizado em 1974 e 1975. A camisa (veja a foto) será vermelha e branca, com listras verticais. O calção branco e a meia vermelha.
O clube se baseou em algumas fotos da época, e em um raro exemplar daquela camisa, pertencente ao torcedor Renato José Garcia de Almeida.

- Será uma surpresa para quem assistir ao jogo. Posso adiantar que está linda e que está sendo feita uma justa homenagem a um grande jogador e homem que deixa saudades em todos os botafoguenses e corintianos – destacou o diretor de marketing do Botafogo, Rogério Barizza.

Torcedor do Bota exibe a relíquia que serviu de molde para o uniforme que será usado no Pacaembu

A ideia é bem legal. Para ficar ainda mais completa a homenagem, o Bota poderia nomear todas as camisas com Sócrates às costas. Uma recordação de seu maior ícone dentro de campo.

Abaixo alguns detalhes de Sócrates pelo Botafogo, publicados em meu livro, em 2008. (Botafogo – Uma História de Amor e Glórias)

*Sócrates estreou pelo Botafogo em 1972, na equipe dirigida por Paulo Leão. Puxado pelo técnico Alfredinho aos profissionais, ele vestiu a camisa tricolor pela primeira vez em uma amistoso contra o Combinado Comercial/Operário (dia 28 de julho 1972) (0 a 0).

* Seu primeiro gol foi no jogo seguinte, dia 30 de julho, contra o Comercial/MS (1 x 0). Naquele dia, o Botafogo jogou com Mão de Onça, Nide, Manoel, Poli e Roberto; Julio Amaral e Sócrates, Afrânio, Maritaca, Dario e Piter

*A estreia em uma competição oficial foi em 18 de março de 1973, contra o Juventus, no estádio Santa Cruz, entrando no lugar de Geraldo.

* A primeira vez como titular em jogos oficiais foi diante da Ponte Preta, no Moises Lucarelli (Ponte 5 x 1 Bota). Neste dia, o Bota jogou com Adalberto, Ferreira, Paulo, Roberto e Eraldo; Julio Amaral e Alexandre Bueno; Afrânio, Sócrates (João Carlos), Geraldo e Nenê (Nenê II).

* No dia 13 de julho de 1976 ele pintou o sete contra a Portuguesa Santista, na goleada por 10 a 0, no Santa Cruz. Os sete gols em um único jogo, ajudaram a ser artilheiro do paulistão com 15 gols.

*Pelo Bota, pelo qual jogou de 1972 a 1978 e depois em 1989, ele fez 269 partidas, com 101 gols marcados.

A obsessão de Diego Armando pelo Edson

por igor em 14.fev.2012 às 15:48h

O mundo da bola seria mais azul se os seus “deuses” não se degladiassem tanto. É degradante e triste ver os ídolos se alfinetando, fazendo provocações vazias publicamente e ttocando farpas gratuitamente.

Maradona recebeu Pelé, que prontamente atendeu seu convite em 2005 (reprodução de TV)

Já vimos isso por aqui, principalmente com Romário x Zico, Romário x Pelé e outros. Mas o que me motiva a falar sobre este tema foi mais uma declaração de Maradona ofensiva em relação a Pelé. Dom Diego parece ter verdadeira obsessão em alfinetar ou ofender diretamente o Rei. Não é o caso de julgar se Pelé é tão craque fora do campo, como foi dentro dele, ou se merece ou não tantos “elogios” do Pibe. Ou avaliar se Maradona é mais autêntico e mais personagem que o nosso Rei, ou relembrar seu passado problemático. Muito menos fazer comparações entre eles, pois cada um representa o máximo da genialidade no campo, em momentos distintos do futebol. A questão é refletir sobre as razões de tanta fúria de Diego Armando e o porquê de sua metralhadora estar sempre virada na direção deEdson Arantes. É algo quase obsessivo e que vai além de uma rivalidade sobre quem foi mais craque.

“Ele é um bonequinho de bolo, só quer saber de premiações, não trabalha há 20 anos e quando quer ser político lhe dão um chute na bunda e ele cai logo na Fifa”  foi a última patada.

Não sou psicólogo, mas gostaria de ouvir a opinião de alguns deles para entender esta impertinência de Diego Armando por Edson Arantes. Me lembro de quando Pelé foi ao programa “La Noche del Diez” em 2005 e retribuiu com o dobro de gentilezas à cordialidade de Maradona, algo que hoje me soa falsa.Pior do que a hostilidade do Pibe são as respostas de Pelé, que sempre entra na pilha (como diz a gíria) do argentino. Falta respeito mútuo e cordialidade aos dois maiores gênios do futebol. Uma pena. Poderiam dar melhores exemplos.

Os times do interior mais valiosos do Sudeste

por igor em 02.fev.2012 às 14:39h

O economista e especialista em Gestão e Marketing do Esporte, Fernando Pinto Ferreira, da
Pluriconsultoria, divulgou nesta semana um estudo com os 40 clubes mais valiosos da região sudeste.
O trabalho apresenta valores referentes à somatória do valor de mercado dos jogadores analisados, mas não inclui o valor da marca dos clubes, qualquer outro tipo de ativo físico tangível, intangível ou direitos a receber de qualquer natureza.
De acordo com o levantamento da Pluriconsultoria, os 40 times mais valiosos da região tem elencos cujo valor de mercado somado é de R$ 880 milhões de euros (cerca de R$ 2.023 mi). O Santos, com o efeito Neymar, é o mais valioso da região e também do Brasil, com R$ 315 milhões. Vale lembrar que só Neymar está avaliado em R$ 127 milhões. São Paulo (R$ 219 mi) e Corinthians (R$ 166 mi) vem a seguir.

 

INTERIORANOS
O que chama a atenção da pesquisa é a presença de clubes do interior. Dos clubes cariocas, o pequeno mais valioso é o Boavista com R$ 14,3 milhões (18º) no ranking geral.
Entre os paulistas do interior, destaque para a Ponte Preta (R$ 29,4 milhões) em 12º no ranking geral, Botafogo (R$ 17,3 milhões) em 15º lugar e Linense (R$ 15,2 milhões) em 16º. Na sequência aparecem Paulista, Bragantino, Guarani, Oeste, XV de Piracicaba, Comercial, Ituano, Guarani e Mirassol (veja o quadro).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A metodologia de avaliação de um jogador é feita com a utilização de um software que utiliza instumentos estatísticos e econométricos considerando 15 variáveis determinantes (idade, qualidade técnica, capacidade de definição de jogo, velocidade, disciplina tática, disposição, criatividade, aspecto disciplinar, espírito de equipe, força física, histórico de lesões, presença na seleção do país, títulos, entre outros. Estes dados são disponibilizados pelo Pluridata, banco de dados de jogadores que abrange atletas e clubes dos 60 maiores campeonatos do mundo.

Futebol democratizado pelos estaduais

por igor em 20.jan.2012 às 14:18h

E a bola vai voltar a rolar, para a alegria de milhares de brasileiros. O estaduais começam em ritmo lento, sem grandes jogos nas primeiras rodadas  e o mesmo apelo de público que o Campeonato Brasileiro (embora este também seja bem chato no seu início).
Para alguns, os estaduais são vistos como um mal necessário porque ainda não conseguimos adaptar o calendário do futebol brasileiro e com isso os clubes acabam diminuindo seu poder de fogo  em competições importantes que ocorrem simultanemante, como a Libertadores.
Mas independetemente disso, a disputa regional deve ser preservada e valorizada. Sou a favor dos estaduais e os defendo.  Aos que são contra vale sempre lembrar que o Brasil é um país de dimensões continentais e o futebol é uma paixão de um extremo ao outro. Portanto não deve ser elitizada, apenas com uma competição de 20 clubes. Afinal, os estaduais ocupam apenas uma menor parte do nosso ano esportivo.
Deixem de lado esta visão que discrimina os clubes pequenos e médios (e principalmente, seus torcedores); pois os grandes só são grandes porque existem os pequenos e deles saem boa parte da matéria prima dos gigantes do nosso futebol.
A rivalidade regional é que alimenta a paixão dos clubes, e nada melhor do que a disputa interna para esta chama permanecer acesa e forte. Se o começo costuma ser entediante (como quase toda competição), a disputa pelo título será grande, assim como a expectativa pelos clássicos.

Não se pode ignorar a ansiedade do torcedor do interior em ver seu clube do coração jogando bem pertinho. E isso é raro para quem mora fora das capitais. A prova  é que m alguns jogos no interior paulista – quando estes envolvem os grandes (Corinthians, São Paulo, Palmeiras ou Santos) -  os públicos se equiparam aos de algumas partidas do Brasileiro.
E para quem reclama da falta das tradicionais finais, os estaduais estão aí para manter esta tradição do nosso futebol bem viva.
Logicamente as atenções estarão voltadas principalmente para o eixo Rio-SP, como também para o Gauchão, o Mineiro, o Pernambucano e o Paranaense, onde estão concentradas as principais equipes.  O Paulistão é o mais forte de todos e deve ser a referência da competitividade. O carioca, embora com times do interior mais fracos, tem o seu regulamento mais interessante.  No Rio há a possibilidade de o torcedor curtir duas, ou até três finais, em um mesmo campeonato. (Taça Guanabara, Taça Rio e a final do Carioca). Uma pena que ainda falte o Maracanã.

O Paulista vem forte, com muitos times brigando pelo título. O quarteto (São Paulo, Corinthians, Santos e Palmeiras) além da Portuguesa. E com a Ponte Preta e outros interioranos sempre dando muito trabalho. Em 2012 o Paulistão tem como charme todo especial a tradição interiora resgatada com dois belos clássicos.  Guarani x Ponte Preta  ( o Dérbi) e Comercial x Botafogo (Come-Fogo) . Além do retorno do XV de Piracicaba, que tem uma torcida apaixonada e participativa.  O Comercial volta após 26 anos longe da elite e recoloca Ribeirão Preto em destaque. Por lá, há um campeonato dentro de um campeonato, onde tem sabor de título ficar na frente do rival, e principalmente, batê-lo no clássico (neste ano, marcado para o Santa Cruz, no dia 28 de janeiro).
A se lamentar apenas que a Federação Paulista não saiba valorizar o próprio campeonato, esvaziando o seu momento de ápice. Chega de finais acontecendo em estádios pequenos e com limitação de público.  Que a FPF resolva logo ser dona de fato do mando das finais e colocá-la no Morumbi, ou em outro estádio com capacidade superior a 40 mil lugares.  Triste também não poder ver as bandeiras tremulando nas arquibancadas paulistas por caprichos de poucos interessados.  Que tal também decidir pela distribuição igualitária de ingressos nos clássicos (Morumbi ou Pacaembu).?  Que em 2012 o torcedor possa também matar a saudade de uma decisão no Morumbi lotado, seja com o São Paulo ou não.
Não há melhor aperitivo para um Brasileirão  do que os estaduais mexendo com o povão de ponta a ponta em nosso Brasil. Vida longa a eles.