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Posts com a Tag ‘Valcke’

Copa-14 na mira

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Além de mais de mil contratos assinados por Ricardo Teixeira e Jérôme Valcke por conta da Copa de 2014, todos na mira do FBI, o processo de escolha do Brasil como sede também deve virar alvo de investigação.

De 1998 pra cá todos os Mundiais estão sob suspeita de compra de votos, inclusive porque o colégio eleitoral era pequeno, formado pelo Comitê Executivo da Fifa.

No início a preocupação era com a Copa de 2010, já que os sul-africanos teriam vencido a disputa com pagamento de propina, e as de 2018 e 2022, na Rússia e no Qatar, respectivamente.

Agora o FBI, com denúncias também em relação à Copa de 1998, cuja corrida foi vencida pela França, quer saber como o Brasil conseguiu ser candidato único para abrigar o Mundial do ano passado.

O então presidente Lula empenhou-se muito para a vitória brasileira, trabalhando ao lado de Teixeira, na época o mandatário da CBF, mas outros políticos também fizeram campanha, como Aécio Neves, do PSDB, e Sérgio Cabral, do PMDB.

Sem concorrência, o Brasil, que atravessava bom momento econômico, saiu-se vitorioso em 2007, mas depois se complicou para organizar a Copa, estourando prazos e gastos e erguendo pelo menos quatro elefantes brancos. Chegou a ouvir de Valcke, secretário-geral da Fifa, que merecia um chute no traseiro e manteve, já nos tempos de Dilma Rousseff, uma relação bem tensa com a entidade.

Qatar sem Copa

terça-feira, 2 de junho de 2015

Com a renúncia de Joseph Blatter à presidência da Fifa, a Copa do Qatar fica cada vez mais em xeque. O Mundial de 2022 tende a ser revisto e tirado do país árabe. E os Estados Unidos já aparecem como fortes candidatos a recebe-la, já que o esporte não para de crescer no país.

Já a Copa da Rússia, em 2018, deve continuar no país, mesmo com suspeitas sobre irregularidades no processo de votação, pelo menos segundo avaliações de jornalistas suíços e alemães que cobrem o dia a dia da Fifa.

O processo de escolha das sedes, aliás, deve ser revisto, especialmente após as denúncias em relação à Copa da África do Sul.

Que o Brasil, sede do Mundial do ano passado, abra os olhos. E em todos os sentidos. A renúncia de Blatter, afinal, deveria servir de exemplo para Marco Polo Del Nero, que poderia deixar a CBF o mais rapidamente possível.

É hora de os patrocinadores se mexerem e dizerem que não querem seguir atrelados ao mar de lama que mancha há tempos a imagem da confederação e da própria Seleção Brasileira.

Pelo menos seis de 13 patrocinadores da Seleção exigiram que suas marcas ficassem de fora de entrevista de Del Nero, em que o dirigente se dizia inocente e afirmava nada saber sobre os atos de José Maria Marin, seu braço direito na entidade.

Mas é pouco. A camisa da Seleção está desvalorizada, misturada com a imagem nefasta da CBF.

Assim como a pressão na Fifa para mudanças de rumo da entidade era enorme, no Brasil os patrocinadores têm de se mexer. E exigir mudanças. Se não se tornam cúmplices disso tudo.

A prisão de Marin

quarta-feira, 27 de maio de 2015

José Maria Marin, que foi preso hoje em Zurique, na Suíça, com outros dirigentes da Fifa, virou um dos alvos da investigação do FBI em 2012, quando assumiu a presidência do Comitê Organizador da Copa no Brasil.

Suas transações financeiras e imobiliárias nos Estados Unidos, onde teria um apartamento de luxo na Quinta Avenida, foram vasculhadas pela Justiça norte-americana, que pediu sua extradição para o país. Entre as acusações estão extorsão, recebimento de propina e colaboração com as práticas ilegais da Fifa cometidas nas duas últimas décadas.

As investigações começaram após a escolha do Qatar como sede da Copa de 2022. O país árabe ganhou a eleição, superando os Estados Unidos, com suspeita de compra de votos e ainda pode perder o direito de ficar com a competição, embora a Fifa insista que não.

Apesar de o presidente Joseph Blatter e o secretário-geral Jérôme Valcke terem saído “ilesos” dessa etapa da investigação, contratos de marketing e de transmissão de jogos de Copas do Mundo e outros torneios organizados pela Fifa estão na berlinda, o que pode afetar a dupla. Blatter, afinal, comanda a entidade desde 1998.

No final do ano passado o empresário J. Hawilla, principal parceiro da CBF nos tempos de Ricardo Teixeira, que comandou a confederação por mais de duas décadas, teria aceitado devolver à Justiça dos Estados Unidos quase R$ 500 milhões de corrupção envolvendo o futebol, contratos de marketing e transmissão.

No Brasil ele foi um dos alvos das CPIs do futebol no início da década passada, mas acabou saindo ileso, assim como os demais acusados.

Segundo pessoas próximas de Hawilla, que estaria espalhando que sofre de câncer há dois anos e se desfazendo de seus negócios, foi ele quem denunciou Marin à Justiça norte-americana.

Ao mesmo tempo em que o Departamento de Justiça de Nova York espera os acusados para processa-los nos Estados Unidos, uma outra investigação segue em curso. E diz respeito à manipulação de resultados e ao mercado de apostas ilegais que têm minado há algum tempo a credibilidade do futebol.

Marin, vale lembrar, é político das antigas, ligado à ditadura militar. Ultimamente estava próximo do PSDB e apoiou Aécio Neves à presidência da República. Suas relações com a presidente Dilma Rousseff sempre foram de mal a pior.

Atualmente é o vice mais velho da CBF, que passou a ser presidida por Marco Polo Del Nero, vice do próprio Marin quando ele assumiu o lugar de Ricardo Teixeira.

Marin estava na Suíça para as eleições presidenciais da Fifa, marcadas para sexta-feira. Blatter é candidato mais uma vez, sonhando em ficar mais de duas décadas no poder. O resultado estamos vendo aí. Vemos, aliás, desde os tempos de João Havelange (1974-1998), de quem o próprio Blatter foi secretário-geral. Precisa dizer mais?

E o torcedor, ó, pobre iludido. Quem nos roubou o jogo tem que pagar por isso, não?

Aguardemos os próximos passos, pois os norte-americanos não digeriram a suspeita derrota para o Qatar e querem a Copa de 2022. Foram brigar com cachorro grande, deu no que deu. Com um detalhe: na época da votação quem estava no comitê da Fifa era Ricardo Teixeira, que depois se afastou do futebol atolado por denúncias de corrupção. Em seu lugar entrou Marin, que já era seu vice mais velho e um dos representantes da CBF.

Fifa apoia Dilma

sábado, 14 de junho de 2014

A Fifa solidarizou-se com a presidente Dilma Rousseff, xingada no jogo de abertura da Copa em pelo menos quatro ocasiões.

Joseph Blatter e Jérôme Valcke, respectivamente presidente e secretário-geral da entidade, manifestaram apoio a Dilma e ao governo brasileiro via Ministério do Esporte e lamentaram o comportamento da torcida, que também hostilizou a Fifa e seus comandantes em Itaquera.

Michel Platini, presidente da Uefa, entidade que dirige o futebol europeu, disse ter ficado chocado com a falta de respeito do público em relação à presidente do país.

Os gritos contra Dilma partiram do setor vip do estádio e depois ganharam outras áreas da arena, chamando a atenção de chefes de Estado que compareceram à abertura.

Na avaliação do governo, num primeiro momento a repercussão foi negativa para Dilma Rousseff, que em outubro tenta obter mais um mandato. Num segundo momento, porém, ela teria recebido muito apoio via redes sociais e teriam começado críticas aos que estavam no setor vip.

O povão mesmo não foi ao estádio, já que a Copa, infelizmente, é mesmo para poucos.

Ontem, inclusive, uma jornalista conhecida por criticar o governo chegou a dizer que Dilma não merecia ser tratada assim, pois é mulher, mãe e avó. Como se o comportamento fosse justificado caso fosse homem, solteiro e sem filhos…

Enfim, pelo sim, pelo não, a presidente já havia decidido que iria no máximo a três jogos na Copa. No final deve ir a apenas dois. Além do de abertura, na decisão, em 13 de julho, no Maracanã.

Já Lula, o principal responsável, ao lado de Ricardo Teixeira, por ter trazido o Mundial para o Brasil, preferiu ficar em casa. E deve ser assim até o final da Copa.

Teixeira, por sua vez, quer ainda mais distância do torneio, tanto que viajou na última semana para o exterior, onde deve permanecer até o final da competição. Só depois voltaria ao Rio…

O Santos sabia?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A oposição santista quer chamar Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR, presidente licenciado do clube, para explicar melhor sua versão dos fatos em relação à transferência de Neymar para o futebol espanhol.

O dirigente, que se licenciou por motivos de saúde quando a oposição pedia seu impeachment, diz que não sabia do acordo entre o atacante e o Barcelona. Neymar da Silva Santos, pai do atleta, afirma que ele estava a par de tudo, sim.

Para conselheiros de oposição o caso é ainda mais grave porque o jogador disputou a final do Mundial de Clubes contra o próprio Barça já tendo feito acordo com o time catalão. Eles querem saber se a direção do clube e até a comissão técnica, então comandada por Muricy Ramalho, tinham conhecimento do fato.

Para a oposição, o Santos tem que ser mais firme no imbróglio, já que o acerto entre Neymar e Barcelona seria um pré-contrato, embora tanto o estafe do craque quanto os espanhóis se neguem a usar o termo, que poderia até melar a transferência, o que, para ser sincero, duvido. Até porque há muito, mas muito dinheiro mesmo em jogo. E uma série de interesses também.

A pressão para que o caso seja levado à Fifa, porém, aumenta a cada dia, embora a entidade que dirige o futebol mundial tenda a lavar as mãos. O secretário-geral Jerome Valcke já disse que é muito difícil controlar transferências internacionais e a grana que vai de um lado para o outro, inclusive porque a Fifa não é banco.

Enquanto isso representantes de Neymar seguem tentando blinda-lo, alegando que é fundamental que mantenha todo o foco na Copa do Mundo. O outro intuito, no entanto, é claro. Preservar a imagem do atleta, talentoso e carismático como ele só, e até por isso queridinho do mundo publicitário. Negócios, negócios…

Copa-2022 vai para…

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Enquanto a Fifa segue inquieta com o atraso no cronograma das obras para a Copa no Brasil, sem falar no risco de novas manifestações em junho, um outro Mundial deve causar ainda mais dores de cabeça à entidade. Já está causando, aliás. O do Qatar, em 2022.

Além das suspeitas de compras de votos na eleição que deu a Copa ao Qatar, a questão do calor em junho/julho, que pode chegar aos 50 graus, tem provocado muitas reclamações.

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, já chegou a dizer que o período de disputa do Mundial seria mudado, tendo, depois, voltado atrás, pois não conta com apoio de boa parte dos países e clubes europeus, contrários a mudanças no calendário.

Os norte-americanos, que se veem como alternativa para receber a Copa de 2022, têm usado, nos bastidores, o forte calor no Aberto da Austrália, que tem feito muitas vítimas nesse início do ano, para aumentar a pressão contra o Qatar. Como se nos Estados Unidos em junho/julho não fizesse, em algumas regiões (Dallas que o diga), um calor infernal também…

Enfim, problemas para o Mundial não temos só por aqui, não. Por mais que reclamem, sem razão, a meu ver, dos deslocamentos, naturais num país continental como o nosso , e de jogos em Manaus, nada que se compare com a temperatura no Qatar.

O concorrente de Itaquera

sexta-feira, 29 de março de 2013

Apesar da especulação de que o estádio Mané Garrincha poderia abrigar o jogo de abertura da Copa, já que Itaquera vive impasse no financiamento das obras, a Fifa não trabalha com plano B e dá como certo que a arena corintiana receberá a partida inaugural.

O Corinthians espera a liberação dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) para os próximos dias, sendo o primeiro repasse de R$156 milhões. Em relação ao empréstimo do BNDES a discussão continua e o clube e a Odebrecht, construtora responsável pela obra,  procuram outra instituição, que não o Banco do Brasil, para entregar os R$ 400 milhões. O problema com o Banco do Brasil é que ele exige que a Odebrecht dê ativos próprios como garantia para receber a verba, o que a empreiteira não quer fazer.

Já o novo Mané Garrincha, concorrente de última hora pelo jogo de abertura da Copa, será inaugurado no próximo dia 21 e em 25 de maio receberá Santos e Flamengo no lançamento do Brasileirão-2013.

A arena do Distrito Federal, inicialmente orçada na casa dos R$ 600 milhões, ficará pronta pelo dobro do preço. A justificativa do governo local para o aumento no valor é de que a primeira licitação não incluía uma série de itens pedidos pela Fifa, como melhores cadeiras, gramado e cobertura do estádio. A do Corinthians, por sua vez, custará R$ 820 milhões de reais, fora a colocação de 20 mil lugares removíveis para receber a abertura do Mundial, cujo preço supera os R$ 30 milhões.

Além de descartar a hipótese de Itaquera ficar fora da Copa ou deixar de abrigar o jogo inaugural, a Fifa reafirma também não haver plano B para o Maracanã, cujas obras estão atrasadas e deve ficar pronto a 22 dias do início da Copa das Confederações. Segundo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não há hipótese de deixar o Maracanã de fora do torneio que começa em 15 de junho, já que os ingressos foram colocados à venda há algum tempo. Sobre Itaquera ele diz ter recebido informação do governo federal, via Aldo Rebelo, ministro do Esporte, de que a situação estará normalizada até fins de abril. Cerca de 70% das obras do estádio, segundo o Corinthians, estão prontas. Agora é esperar para ver.

A entrega do Maraca

domingo, 24 de março de 2013

O governo do Rio insiste que o Maracanã será entregue em 27 de abril, mas a Fifa trabalha com outro prazo para a conclusão das obras: 24 de maio. O ministro Aldo Rebelo e o presidente da CBF, José Maria Marin, avisaram Jérôme Valcke e Joseph Blatter que a 22 dias do início da Copa das Confederações o estádio carioca estará finalizado.

Vale lembrar que da última vez em que esteve no Brasil, Valcke, que é secretário-geral da Fifa, chegou a aventar a possibilidade de que o Maracanã seja usado no torneio mesmo estando “incompleto”. Pra quem não sabe, a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho. Pelo jeito, na base do improviso.

O papel de Ronaldo

sexta-feira, 9 de março de 2012

Com a licença médica de Ricardo Teixeira, Ronaldo recebeu a incumbência de seguir representando-o no Comitê Organizador Local e tentar reaproximá-lo tanto da Fifa quanto do governo, aproveitando que os dois lados estão estremecidos.

Durante a semana, o ex-jogador já deu o seu recado, ou melhor, o de Teixeira. Afagou Aldo Rebelo e Dilma Rousseff, dizendo que acredita na capacidade do governo de realizar uma excelente Copa do Mundo, mas não deixou de dar apoio a Jérôme Valcke, lembrando que o secretário-geral da Fifa está certo ao cobrar dos brasileiros o atraso nas obras.

A partir de agora a ideia é que Ronaldo passe a usar o espaço entre Rebelo e Valcke para dar força ao COL, presidido por Teixeira e do qual o ex-atacante é um dos representantes.

Se conseguirá, não sei. E confesso que duvido. Porque neste momento Ronaldo tem outras preocupações, como, por intermédio de sua empresa de marketing esportivo, apresentar projetos para divulgar a marca Corinthians no exterior. E tentar encaixá-la tanto na Copa de 2014 quanto na Olimpíada de 2016. O que pode significar confusão, especialmente no caso da primeira, caso haja _e por que não haveria?_ conflito de interesse com o ex-jogador atuando no COL, embora ele não veja assim…

Ponto para Teixeira

domingo, 4 de março de 2012

A briga entre o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, veio a calhar para Ricardo Teixeira.

Tira o foco das novas denúncias contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, transferindo-o para dois outros protagonistas do Mundial. Um dos quais, aliás, odeia Teixeira.

Ao dizer que o Brasil precisa de um “chute no traseiro”, muito irritado por conta da indefinição a respeito da Lei Geral da Copa, Valcke, inimigo declarado do presidente da CBF na Fifa, atacou o governo brasileiro _e não o COL, de Teixeira_ e comprou briga pública com Aldo Rebelo.

Agora Aldo não quer Valcke como interlocutor e o secretário-geral insiste que virá ao Brasil no próximo dia 12, definindo como “pueril” a reação do ministro.

Dilma Rousseff, que vinha escanteando Teixeira, terá que se posicionar sobre Valcke e a Fifa e poderá comprar briga boa. Boa para Teixeira, já que o COL deve ser procurado pelos dois lados, Fifa e governo brasileiro, a fim de se posicionar. E com isso Teixeira ganha um ponto, já que é o único com voz ativa no comitê. Ronaldo e Bebeto até agora não sabem o que estão fazendo lá e são dois fantoches, servindo de escudo para o dirigente brasileiro.

Para Teixeira a ruptura entre Valcke e Rebelo acontece no melhor momento possível. Resta saber como ele agirá nos bastidores, já que está furioso com o secretário-geral, que lhe tirou poder na Fifa, mas tem simpatia pelo ministro de Dilma, que se recusa a criticá-lo publicamente e não se manifestou contra ele nos momentos complicados que vive há algumas semanas.

Aldo, quem te viu, quem te vê… Aguardemos as cenas dos próximos capítulos… Bom domingo a todos, João