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Posts com a Tag ‘Valcke’

O Santos sabia?

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A oposição santista quer chamar Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o LAOR, presidente licenciado do clube, para explicar melhor sua versão dos fatos em relação à transferência de Neymar para o futebol espanhol.

O dirigente, que se licenciou por motivos de saúde quando a oposição pedia seu impeachment, diz que não sabia do acordo entre o atacante e o Barcelona. Neymar da Silva Santos, pai do atleta, afirma que ele estava a par de tudo, sim.

Para conselheiros de oposição o caso é ainda mais grave porque o jogador disputou a final do Mundial de Clubes contra o próprio Barça já tendo feito acordo com o time catalão. Eles querem saber se a direção do clube e até a comissão técnica, então comandada por Muricy Ramalho, tinham conhecimento do fato.

Para a oposição, o Santos tem que ser mais firme no imbróglio, já que o acerto entre Neymar e Barcelona seria um pré-contrato, embora tanto o estafe do craque quanto os espanhóis se neguem a usar o termo, que poderia até melar a transferência, o que, para ser sincero, duvido. Até porque há muito, mas muito dinheiro mesmo em jogo. E uma série de interesses também.

A pressão para que o caso seja levado à Fifa, porém, aumenta a cada dia, embora a entidade que dirige o futebol mundial tenda a lavar as mãos. O secretário-geral Jerome Valcke já disse que é muito difícil controlar transferências internacionais e a grana que vai de um lado para o outro, inclusive porque a Fifa não é banco.

Enquanto isso representantes de Neymar seguem tentando blinda-lo, alegando que é fundamental que mantenha todo o foco na Copa do Mundo. O outro intuito, no entanto, é claro. Preservar a imagem do atleta, talentoso e carismático como ele só, e até por isso queridinho do mundo publicitário. Negócios, negócios…

Copa-2022 vai para…

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Enquanto a Fifa segue inquieta com o atraso no cronograma das obras para a Copa no Brasil, sem falar no risco de novas manifestações em junho, um outro Mundial deve causar ainda mais dores de cabeça à entidade. Já está causando, aliás. O do Qatar, em 2022.

Além das suspeitas de compras de votos na eleição que deu a Copa ao Qatar, a questão do calor em junho/julho, que pode chegar aos 50 graus, tem provocado muitas reclamações.

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, já chegou a dizer que o período de disputa do Mundial seria mudado, tendo, depois, voltado atrás, pois não conta com apoio de boa parte dos países e clubes europeus, contrários a mudanças no calendário.

Os norte-americanos, que se veem como alternativa para receber a Copa de 2022, têm usado, nos bastidores, o forte calor no Aberto da Austrália, que tem feito muitas vítimas nesse início do ano, para aumentar a pressão contra o Qatar. Como se nos Estados Unidos em junho/julho não fizesse, em algumas regiões (Dallas que o diga), um calor infernal também…

Enfim, problemas para o Mundial não temos só por aqui, não. Por mais que reclamem, sem razão, a meu ver, dos deslocamentos, naturais num país continental como o nosso , e de jogos em Manaus, nada que se compare com a temperatura no Qatar.

O concorrente de Itaquera

sexta-feira, 29 de março de 2013

Apesar da especulação de que o estádio Mané Garrincha poderia abrigar o jogo de abertura da Copa, já que Itaquera vive impasse no financiamento das obras, a Fifa não trabalha com plano B e dá como certo que a arena corintiana receberá a partida inaugural.

O Corinthians espera a liberação dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) para os próximos dias, sendo o primeiro repasse de R$156 milhões. Em relação ao empréstimo do BNDES a discussão continua e o clube e a Odebrecht, construtora responsável pela obra,  procuram outra instituição, que não o Banco do Brasil, para entregar os R$ 400 milhões. O problema com o Banco do Brasil é que ele exige que a Odebrecht dê ativos próprios como garantia para receber a verba, o que a empreiteira não quer fazer.

Já o novo Mané Garrincha, concorrente de última hora pelo jogo de abertura da Copa, será inaugurado no próximo dia 21 e em 25 de maio receberá Santos e Flamengo no lançamento do Brasileirão-2013.

A arena do Distrito Federal, inicialmente orçada na casa dos R$ 600 milhões, ficará pronta pelo dobro do preço. A justificativa do governo local para o aumento no valor é de que a primeira licitação não incluía uma série de itens pedidos pela Fifa, como melhores cadeiras, gramado e cobertura do estádio. A do Corinthians, por sua vez, custará R$ 820 milhões de reais, fora a colocação de 20 mil lugares removíveis para receber a abertura do Mundial, cujo preço supera os R$ 30 milhões.

Além de descartar a hipótese de Itaquera ficar fora da Copa ou deixar de abrigar o jogo inaugural, a Fifa reafirma também não haver plano B para o Maracanã, cujas obras estão atrasadas e deve ficar pronto a 22 dias do início da Copa das Confederações. Segundo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não há hipótese de deixar o Maracanã de fora do torneio que começa em 15 de junho, já que os ingressos foram colocados à venda há algum tempo. Sobre Itaquera ele diz ter recebido informação do governo federal, via Aldo Rebelo, ministro do Esporte, de que a situação estará normalizada até fins de abril. Cerca de 70% das obras do estádio, segundo o Corinthians, estão prontas. Agora é esperar para ver.

A entrega do Maraca

domingo, 24 de março de 2013

O governo do Rio insiste que o Maracanã será entregue em 27 de abril, mas a Fifa trabalha com outro prazo para a conclusão das obras: 24 de maio. O ministro Aldo Rebelo e o presidente da CBF, José Maria Marin, avisaram Jérôme Valcke e Joseph Blatter que a 22 dias do início da Copa das Confederações o estádio carioca estará finalizado.

Vale lembrar que da última vez em que esteve no Brasil, Valcke, que é secretário-geral da Fifa, chegou a aventar a possibilidade de que o Maracanã seja usado no torneio mesmo estando “incompleto”. Pra quem não sabe, a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho. Pelo jeito, na base do improviso.

O papel de Ronaldo

sexta-feira, 9 de março de 2012

Com a licença médica de Ricardo Teixeira, Ronaldo recebeu a incumbência de seguir representando-o no Comitê Organizador Local e tentar reaproximá-lo tanto da Fifa quanto do governo, aproveitando que os dois lados estão estremecidos.

Durante a semana, o ex-jogador já deu o seu recado, ou melhor, o de Teixeira. Afagou Aldo Rebelo e Dilma Rousseff, dizendo que acredita na capacidade do governo de realizar uma excelente Copa do Mundo, mas não deixou de dar apoio a Jérôme Valcke, lembrando que o secretário-geral da Fifa está certo ao cobrar dos brasileiros o atraso nas obras.

A partir de agora a ideia é que Ronaldo passe a usar o espaço entre Rebelo e Valcke para dar força ao COL, presidido por Teixeira e do qual o ex-atacante é um dos representantes.

Se conseguirá, não sei. E confesso que duvido. Porque neste momento Ronaldo tem outras preocupações, como, por intermédio de sua empresa de marketing esportivo, apresentar projetos para divulgar a marca Corinthians no exterior. E tentar encaixá-la tanto na Copa de 2014 quanto na Olimpíada de 2016. O que pode significar confusão, especialmente no caso da primeira, caso haja _e por que não haveria?_ conflito de interesse com o ex-jogador atuando no COL, embora ele não veja assim…

Ponto para Teixeira

domingo, 4 de março de 2012

A briga entre o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, veio a calhar para Ricardo Teixeira.

Tira o foco das novas denúncias contra o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, transferindo-o para dois outros protagonistas do Mundial. Um dos quais, aliás, odeia Teixeira.

Ao dizer que o Brasil precisa de um “chute no traseiro”, muito irritado por conta da indefinição a respeito da Lei Geral da Copa, Valcke, inimigo declarado do presidente da CBF na Fifa, atacou o governo brasileiro _e não o COL, de Teixeira_ e comprou briga pública com Aldo Rebelo.

Agora Aldo não quer Valcke como interlocutor e o secretário-geral insiste que virá ao Brasil no próximo dia 12, definindo como “pueril” a reação do ministro.

Dilma Rousseff, que vinha escanteando Teixeira, terá que se posicionar sobre Valcke e a Fifa e poderá comprar briga boa. Boa para Teixeira, já que o COL deve ser procurado pelos dois lados, Fifa e governo brasileiro, a fim de se posicionar. E com isso Teixeira ganha um ponto, já que é o único com voz ativa no comitê. Ronaldo e Bebeto até agora não sabem o que estão fazendo lá e são dois fantoches, servindo de escudo para o dirigente brasileiro.

Para Teixeira a ruptura entre Valcke e Rebelo acontece no melhor momento possível. Resta saber como ele agirá nos bastidores, já que está furioso com o secretário-geral, que lhe tirou poder na Fifa, mas tem simpatia pelo ministro de Dilma, que se recusa a criticá-lo publicamente e não se manifestou contra ele nos momentos complicados que vive há algumas semanas.

Aldo, quem te viu, quem te vê… Aguardemos as cenas dos próximos capítulos… Bom domingo a todos, João

A Copa à deriva

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O futebol brasileiro e a Copa de 2014 estão à deriva.

A Fifa reclama _e desta vez com razão_ da falta de interlocutores no Brasil para discutir o Mundial, envolto em uma série de problemas.

A cúpula da entidade não vê ninguém no COL preparado para responder sobre o evento e trata-o como mero cabide de empregos, tanto que a própria Joana Havelange, filha de Ricardo Teixeira e uma das principais responsáveis pelo comitê, não tem dado mais expediente. Como o pai, afastou-se do esporte no final do ano passado.

Ronaldo, por sua vez, é tido como figura folclórica, desprovida de conhecimentos técnicos sobre a Copa, servindo apenas de escudo para Teixeira.

José Maria Marin, vice de Teixeira e cria de Maluf e da ditadura militar, é outro que ganhou espaço no COL, embora mesmo no comitê não saibam que tipo de trabalho fará.

O prometido gestor não foi nomeado e o COL segue afastado do governo brasileiro.

Aldo Rebelo, que ontem se recusava a comentar as novas denúncias contra Teixeira, assumiu há pouco o Ministério do Esporte e não é da área, como já percebeu a Fifa na última visita de Jérôme Valcke ao Brasil.

A menos de dois anos e meio para a Copa a coisa anda de mal a pior. Com a seleção, a CBF, o COL e o governo. Lama que não acaba mais…

A avaliação da Fifa

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

A Copa do Mundo no Brasil será tão complicada quanto a da África do Sul. A avaliação é da Fifa, que fez visita oficial ao país agora em janeiro e até 2014 irá acompanhar mais de perto os preparativos para o próximo Mundial.

Apesar de ter coberto os sul-africanos de elogios, especialmente por ter faturado muito com o evento de 2010, enquanto os anfitriões tiveram dificuldades para fechar as contas, a Fifa avalia que a Copa passada ficou abaixo das expectativas. E que os brasileiros seguem o mesmo caminho.

Para a Fifa, os dois maiores problemas na África do Sul foram hotelaria em primeiro lugar e segurança em segundo. No Brasil, as duas maiores preocupações são aeroportos e hotelaria.

A cúpula da Fifa avalia que a situação aeroviária no Brasil é caótica e que não tende a melhorar até 2014. Também aponta como preocupante a falta de acomodações para turistas com diferentes orçamentos para a viagem.

Por outro lado considera positivos os projetos e as preparações dos estádios para 2014 e não se inquieta com segurança nem com o transporte dentro das cidades até porque o governo já anunciou que nas datas de jogos haverá feriado nas sedes que os abrigarem. Quanto à segurança lembra que em grandes eventos o Brasil sabe fazê-la bem.

Outra preocupação da Fifa diz respeito ao desencontro entre governo e Comitê Organizador Local. Jérôme Valcke, secretário-geral da entidade que dirige o futebol mundial, teria ficado chocado com o despreparo tanto de Aldo Rebelo, ministro do Esporte, quanto de Ronaldo, representante do COL, nas reuniões que tiveram na semana passada. E também com a falta de sintonia entre os dois.

Fifa pressiona Natal

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Jérôme Valcke avisou o governo brasileiro que atraso nas obras de infraestrutura preocupam muito a Fifa.

No encontro com Dilma Rousseff lembrou que a Matriz de Responsabilidade para a Copa de 2014 acordada com as cidades-sede não está sendo cumprida. E citou nominalmente o caso de Natal. Quer uma posição mais detalhada da União sobre o que se passa na capital do Rio Grande do Norte até o próximo dia 20, quando acontece a reunião do Comitê Executivo da Fifa e serão anunciados os palcos de abertura e encerramento do Mundial, além do nome das cidades que abrigarão a Copa das Confederações, em 2013.

O caso de Natal é emblemático. O resultado do leilão de concessão do Aeroporto São Gonçalo do Amarante foi suspenso devido a recurso do consórcio Aeroportos Brasil, segundo colocado, contra o Inframérica, que ficou em primeiro e ganhara a disputa. A construção do estádio Arena das Dunas começou com 17 meses de atraso e ele não ficará pronto até dezembro de 2012, como havia sido prometido. Para piorar, nenhuma das obras previstas de mobilidade urbana segue cronograma inicial para 2014.

Na reunião do próximo dia 20, na Suíça, o Comitê Organizador Local deve apresentar à Fifa plano B para Natal seguir como uma das 12 cidades-sede.

Um dos pontos é trocar o São Gonçalo do Amarante pelo Augusto Severo, aeroporto que seria ampliado para a Copa caso o primeiro não fique pronto a tempo para o evento. A questão é que o Augusto Severo também enfrenta problemas na Justiça. Há pelo menos dez investigações em andamento apurando denúncias de irregularidades na gestão do aeroporto.

Se pensarmos que estamos a poucos dias de completar quatro anos do anúncio do Brasil como sede da Copa veremos que Natal é apenas o retrato mais claro de como o país se prepara para o Mundial. Pelo jeito não aprendemos nada com o Pan, que deveria ser usado como exemplo a não ser seguido. A cartilha parecer ser a mesma. Legado mínimo e custo final das obras nas alturas. E que se dane o contribuinte brasileiro. Uma pena.

 

CBF dá aval pra bebida

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O presidente Ricardo Teixeira, da CBF, considera que saiu fortalecido da reunião entre Dilma Rousseff e Jérôme Valcke.

O fato de Joseph Blatter não ter ido se encontrar pessoalmente com a presidente para discutir a Lei Geral da Copa foi tido como ato de desagravo, isto é, solidariedade ao dirigente brasileiro, escanteado por Dilma no processo decisório sobre 2014. Blatter colocou à frente das discussões seu secretário-geral, que ganhou a batalha com a presidente.

Mais motivo para Teixeira comemorar. A queda de braço entre governo e Fifa foi vencida pela entidade. Dilma, afinal, cedeu às pressões e já admite negociar todos os pontos polêmicos da lei, menos o direito de os idosos pagarem meia entrada.

Para comemorar, o Comitê Organizador Local já avisou a Fifa que não haverá problemas para a venda de bebida alcoólica em estádios durante o Mundial de 2014, uma das exigências da entidade. A venda de bebidas no estádio é fruto de regulamento de competições da CBF, mas será permitida nas partidas da Copa.  O anúncio oficial será feito na reunião do Comitê Executivo da Fifa, do qual Teixeira faz parte, em 20 e 21 de outubro.

Pelo jeito Dilma latiu, latiu, mas não mordeu.