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Críticas a Muricy

sábado, 18 de maio de 2013

A discussão sobre possível transferência da Neymar à Europa toma conta da Vila e ofusca as críticas a Muricy, cujo trabalho é contestado por um grupo de conselheiros há algum tempo.

A atuação do time domingo passado no Pacaembu, quando foi anulado pelo Corinthians e fez um péssimo primeiro tempo, não foi bem digerida por parte do conselho santista. Nem a escalação de Marcos Assunção, que entrou apagado e pouco fez em campo.

Bem no estilo que lhe é peculiar, Muricy Ramalho não dá bola aos críticos e aposta no inédito tetracampeonato paulista amanhã.

Se perder e dependendo de como perder, a pressão por sua saída deve aumentar, embora a diretoria diga que mudança no comando do time não seja cogitada. Mesmo que conselheiros continuem protestando, a presidência santista avalia o trabalho do técnico como positivo. E diz que Neymar pode sair, mas Muricy fica.

A atuação do Boca

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Corinthians pode reclamar muito da arbitragem, mas foi digna de nota a atuação do Boca no Pacaembu.

Os argentinos foram muito bem no primeiro tempo, marcaram um golaço com Riquelme, levaram um sufoco danado no início da fase final e depois conseguiram administrar o resultado, criando inclusive chances em contra-ataques.

De parabéns o técnico Carlos Bianchi, especialista em Libertadores. Mas de parabéns também o Corinthians, que perdeu a vaga mas não se entregou em campo, assim como sua torcida, aplaudindo de pé o time após a partida. 

Resta saber, agora, como o clube vai assimilar a eliminação, fazendo companhia a São Paulo e Palmeiras. Domingo, afinal, tem a decisão do Paulista, quando entra em vantagem contra o Santos.

Cá entre nós, acho que irá assimilar bem o resultado, inclusive pelos recentes triunfos do time. Mas se chegar ao topo não é fácil, manter-se tampouco é.

As desculpas de Kleina

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por pior que tenha sido a arbitragem, o Palmeiras não deixou escapar a vaga para as quartas de final da Libertadores por culpa do juiz, ao contrário do que tentou colocar Gilson Kleina.

O time teve um gol mal anulado, a meu ver, mas não acho que o pênalti que originou o tento palmeirense foi bem marcado. Erro pra um, erro pra outro.

Apesar de a maior falha da arbitragem ter sido não coibir a cera do Tijuana, o de Kleina talvez tenha sido não conseguir passar tranquilidade a seus comandados, que caíram na catimba dos mexicanos e mostraram nervosismo durante boa parte do jogo.

Sofrido o primeiro gol, em falha grotesca do goleiro Bruno, herói na partida de ida, o time deveria ter tentado manter a cabeça no lugar pois daria para virar o jogo. Afinal se o time do Palmeiras tem deficiências, o Tijuana tampouco é uma potência. Longe disso, aliás.

Uma pena para a torcida palmeirense, que agora tem de torcer _e apoiar, como fez ontem, aliás_ para ver se a equipe volta à Série A do Brasileiro, o maior objetivo de 2013, afinal.

Ney Franco fica, mas…

sábado, 11 de maio de 2013

Juvenal Juvêncio segue bancando o técnico do São Paulo, apesar da pressão de conselheiros e de parte da direção do clube pela demissão de Ney Franco, eliminado nas semifinais do Paulista e nas oitavas da Libertadores.

O treinador, cujo contrato vai até o final do ano, fica, mas…

Mais do que o dedo dele vimos as mãos e a cabeça de Juvenal na decisão de afastar sete jogadores do elenco, entre os quais Cañete, Cortez, Fabrício e Wallyson. Foi do presidente também a iniciativa de colocar Luís Fabiano no mercado. Se aparecer um comprador, Fabuloso, que tem sido um fiasco nos últimos tempos, pode sair.

Lúcio, porém, mesmo já tendo entrado em rota de colisão com Ney Franco e virado vilão após a expulsão que resultou na virada do Galo no jogo de ida da Libertadores, fica. Como o técnico, bancado pelo presidente, que se mantém firme na decisão de mantê-los.

Até quando não sabemos, mas certamente o zagueiro e o treinador seguem enfraquecidos e muito pressionados.

O desempenho do São Paulo, afinal, como lembram alguns conselheiros e até parte da cúpula são-paulina, foi muito abaixo do esperado, especialmente no torneio sul-americano. Dos dez jogos que fez, incluindo os dois da Pré-Libertadores, o time conseguiu perder seis, sendo três derrotas para o Galo.

Como chegou a declarar o próprio Juvenal, o primeiro semestre está perdido. O pior é que não sei se lições foram tiradas do fracasso e o clube continua comandado por uma cabeça só. A do próprio presidente, que tem sido tomado pela soberba ultimamente. Só ultimamente?

O desafio do Fogão

terça-feira, 7 de maio de 2013

O Botafogo conquistou com méritos o Campeonato Carioca, mas… O desafio do clube, agora, é não cair na ilusão de que está pronto para disputar o Brasileiro nas mesmas condições de algumas das equipes apontadas como favoritas para ganhar o torneio, caso de Atlético-MG, Corinthians e do próprio Fluminense, derrotado pelo Fogão domingo, entre outros.

Tampouco deve usar o título, que tem sua importância, claro, para mascarar outros problemas, como a questão econômico-financeira que não está equacionada. Longe disso. Assim como não está pelos lados do Flamengo nem do Vasco. O Fluminense, graças à Unimed, é um caso à parte no futebol do Rio.

A conquista de domingo, no entanto, mostra alguns acertos da direção do Fogão que devem ser comemorados. Por sua torcida e por todos aqueles que admiram o clube pela sua história, tradição e pelo que representa para o futebol brasileiro.

Um dos pontos positivos a ressaltar é a mescla de jogadores experientes, como o uruguaio Lodeiro e o holandês Seedorf, com atletas mais novos, saídos da base, que parece estar sendo mais bem trabalhada pelo clube. Outro foi a aposta em Osvaldo de Oliveira, um técnico competente que chegou a ser hostilizado por parte da torcida no ano passado. Mas a diretoria acertou ao mantê-lo no comando.

Que, com os pés no chão, o Botafogo continue tentando colocar a casa em ordem, pense melhor num programa sócio-torcedor e na relação com seus aficionados, encontre uma saída para o imbróglio do Engenhão e, por que não?, encampe uma campanha para mudar o nome do estádio, que homenageava João Havelange, para Nílton Santos.

É momento de comemorar o Estadual do Rio, ok, mas sabendo que há um longo caminho pela frente. Que Flamengo e Vasco, especialmente o segundo, fizeram um campeonato tenebroso e que o Fluminense, bem ou mal, estava dividido entre o Carioca e a Libertadores, aliás sua prioridade, como passou a ser a de boa parte dos clubes brasileiros vaga para a competição.

Quem sabe no ano que vem o Botafogo não conquiste vaga para disputá-la também? Mas ciente de que não vai ser fácil. Estadual é uma coisa, Brasileirão é outra bem diferente.

Ah! E antes que digam que estou sendo incoerente ao apontar o Inter, campeão gaúcho domingo, como um dos favoritos para o torneio, digo que vejo os dois clubes em situações diferentes e o time de Dunga com mais chances não por ter sido campeão estadual.

Considero o elenco do Internacional mais forte para uma competição de pontos corridos, sem falar que o clube se encontra em situação financeira melhor, prepara um novo Beira-Rio, tem história no uso do marketing no futebol e um técnico com sangue nas veias. Mas num campeonato como o Brasileirão tudo pode acontecer. E o próprio Inter pode sentir muita falta de não jogar em seu estádio, tropeçar, complicar-se no torneio e não ter o desempenho que ele é capaz de ter. Como já disse, aguardemos…

O São Paulo renasce

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A vitória do São Paulo, 2 a 0 diante do Galo, não só garantiu a classificação dos paulistas, como lhes dá moral para a fase seguinte da Libertadores.

No segundo tempo a equipe jogou com uma garra que ainda não demonstrara em 2013. E apresentou bom futebol. Tem chances de eliminar o Atlético-MG nas oitavas de final, apesar de a melhor campanha na fase de grupos ter sido dos mineiros, com 15 pontos, cinco vitórias e apenas a derrota de ontem.

Mesmo com o primeiro jogo no Morumbi e a decisão sendo em Minas, não vejo favoritismo do Galo. Acho que o futebol mais bonito praticado no Brasil é o do Atlético, mas isso não necessariamente ganha jogo. E nos dois jogos contra o Galo o São Paulo foi bem. Fora que Cuca, apesar de ser um excelente treinador, não é exatamente especialista em mata-mata.

Não que o Atlético não possa vencer. Pode. E pelo que mostrou até aqui tem, como já disse, o futebol mais vistoso da Libertadores. Mas insisto que isso, por si só, não ganha jogo. E o São Paulo pode jogar mais relaxado e mais forte emocionalmente a partir daqui. A pressão e a responsabilidade passam a ser do Galo. Mudam de lado.

E isso tudo sem falar que Rogério Ceni ganha força de novo. Criticado até pela mulher de Denis, o goleiro reserva do Tricolor, mostrou coragem ao bater o pênalti que deu vantagem ao São Paulo ontem. E ajudou a colocar o time nas oitavas de final e a calar, pelo menos por enquanto, muitos de seus críticos, alguns dos quais defendiam que abandonasse o futebol. Quando a hora de parar, repito, quem tem de saber é ele. Nâo somos eu e vocês.

Leão na Lusa?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A goleada para o Comercial, pela fase final da A-2 do Paulista, revoltou a torcida da Portuguesa e deixou sua diretoria dividida. Uma parte defendia a substituição do treinador, Péricles Chamusca, por um técnico mais gabaritado. O nome mais ventilado no Canindé era o de Emerson Leão, que recentemente passou, sem sucesso, por São Paulo e São Caetano. Outra defendia a permanência de Chamusca, que há pouco acabou mesmo dispensado pela direção apesar de, em nota oficial, ela falar em “comum acordo”.

Candinho, que responde pela diretoria de futebol, vinha apoiando o trabalho do técnico, mas o presidente Manuel da Lupa era pressionado por conselheiros a mexer na comissão depois dos 7 a 0 de sábado.

A principal reclamação em relação a Chamusca é que ele seria retranqueiro demais, abusando de volantes e comemorando resultados magros, como o 1 a 0 diante do Capivariano, quarta passada, quando o time, mesmo vencendo, recebeu vaias da torcida.

Pela Copa do Brasil a equipe joga amanhã, contra o Naviraiense, no Canindé. No jogo de ida, houve empate por 0 a 0. Nas mãos de Chamusca, o time vem apresentando fraco desempenho ofensivo, mas se destacava pela atuação da defesa. Até levar sete do Comercial, porque aí passou a ser complicado elogiar a retaguarda.

Pra quem não sabe, os dois primeiros do grupo da Lusa sobem à elite do Paulista. A Portuguesa é a segunda colocada com seis pontos, mesmo número obtido pelo Comercial, mas com saldo de gols pior. E põe pior nisso. Em terceiro está o Capivariano, com quatro, o Catanduvense, na lanterna, tem um. Faltam três rodadas, sendo a última no dia 28, e a próxima partida do time do Canindé pela A-2 será domingo, em casa, diante do mesmo Comercial.

A herança de Nobre

terça-feira, 9 de abril de 2013

Uma das heranças malditas que Paulo Nobre recebeu da gestão passada e que deveria ser repensada não só pelo Palmeiras mas também por outros clubes brasileiros é a tal da multa rescisória para o técnico Gilson Kleina. Se quiser se desfazer do treinador, o Palestra tem que desembolsar 1,5 milhão de reais. Assim talvez seja melhor ficar mesmo com Kleina e apostar no sucesso de seu trabalho. Que espero que venha, seja no Paulista, na Libertadores ou na Série B do Brasileiro.

Estipular altos valores a pagar caso opte pela saída da comissão técnica não é “privilégio” do Palmeiras nem da gestão anterior, comandada por Arnaldo Tirone. Basta examinar os últimos técnicos que passaram pelo clube, com o próprio Tirone ou com Luiz Gonzaga Belluzzo, tido como brilhante economista, mas dirigente desastroso no Verdão.

O Conselho de Orientação e Fiscalização estipula em mais de 4,5 milhões de reais as multas contratuais pagas nas saídas de Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Antônio Carlos e Luiz Felipe Scolari. É muito dinheiro, fora os altíssimos salários que Luxemburgo, Muricy e Felipão recebiam. Cada um dos três, junto de suas comissões, significava mais de 700 mil reais por mês aos cofres do clube, ainda segundo o COF.

Até entendo que o técnico tem que se proteger, que a profissão é muito instável, mas alguns parece que vivem de multas rescisórias e acabam lucrando com a ciranda. E os clubes têm de tomar cuidado para não virarem reféns dos treinadores. Ou seja, sem dinheiro para demiti-los.

Dois casos emblemáticos aconteceram recentemente no Rio. Alegando que Dorival Júnior recebia cerca de 750 mil reais por mês e não queria renegociar o salário (para baixo, claro), o Flamengo o dispensou. Mas o Vasco, logo depois, anunciou a contratação de Paulo Autuori, tentando fazer do treinador o salvador da pátria. Mesmo sem pagar salários para jogadores e funcionários desde janeiro e com direitos de imagem atrasados há quase um ano, avisou que Autuori receberia menos do que valeria no mercado: 400 mil reais por mês. Como se fosse pouco para um clube atolado em dívidas. Um clube que não pagava seu antecessor, Gaúcho, cujo salário era menos da metade do recebido por Autuori, talvez um quarto do que ganha o “professor”. E de professor em professor andam mal não só o Vasco e o Palmeiras, mas o futebol brasileiro como um todo, tendo na CBF o exemplo mais claro de desorganização, mandos e desmandos. Basta ver o que feito de uns anos para cá com nossa seleção.

Kleina e Marcos Vinícius

quinta-feira, 28 de março de 2013

Tentar jogar a responsabilidade pelo fiasco em Mirassol nas costas do novato Marcos Vinícius, que marcou um gol contra logo aos 40 segundos de jogo, é covardia. O zagueiro, que fez seu primeiro jogo como profissional, não tem culpa pelo que aconteceu com o Verdão.

Quando Gilson Kleina diz que o manteve no jogo para poupá-lo e não queimar o jogador, acaba fazendo justamente o contrário. A responsabilidade pelo desastroso 6 a 2 de ontem é da direção palmeirense, que insistiu em manter o técnico no cargo quando ele dava nítidos sinais de que não sabia mais o que fazer com o elenco.

Com todo respeito, o trabalho de Kleina de setembro a março só pode ser considerado sofrível.  Não conseguiu salvar o time do rebaixamento para a Série B, ajudando, pelo contrário, a afundá-lo ainda mais no Brasileirão, além de sofrer uma eliminação vexatória na Sul-Americana.

Neste ano foram três jogos na fase de grupos da Libertadores, três atuações decepcionantes, duas derrotas e uma vitória e agora enfrenta uma situação pra lá de delicada na competição. Mesmo no Paulista, apesar de figurar no G-8, o grupo dos oito que passam para as quartas de final, houve várias atuações lamentáveis, como a derrota para o Penapolense, no Pacaembu, e a goleada de ontem para o Mirassol.

Claro que o problema do Palmeiras está longe de ser a comissão técnica. É de gestão. E não é de hoje. Mas o trabalho de Kleina em seis meses foi muito aquém do esperado. E a Ponte, que ele deixou pra trás, coincidentemente só cresceu de produção após sua saída de Campinas. Cresceu no Brasileirão e evitou o rebaixamento para a Segundona, além de estar fazendo campanha incrível no Paulistão. Ocupa a vice-liderança e ainda não perdeu no torneio. Mas esse não é problema do Palmeiras. O problema do Palmeiras é outro e passa pelas brigas políticas dentro do clube. Que seguem acirradas. Uma pena. O torcedor do Verdão merece dias melhores. E eles virão. Mais cedo ou mais tarde, virão.

Autuori no Vasco

sexta-feira, 22 de março de 2013

O anúncio de que Paulo Autuori vai assumir o Vasco é interessante para o clube carioca, embora até agora eu não tenha entendido de onde sairá o dinheiro para pagá-lo. Especula-se que vá receber cerca de 400 mil reais mensais, mas Gaúcho, que o antecedeu, ganhava menos da metade e… Na verdade estava sem receber. Os atrasos salariais em São Januário são uma constante na gestão Roberto Dinamite. E esse é o grande problema do Vasco.

Acho Autuori um ótimo nome, mas sozinho ele não resolve a questão. O time está carente de laterais, tem problemas no ataque, mas o ponto fraco está na gestão. Mesmo que Renê Simões, diretor executivo do Vasco, seja um bom dirigente (e acho que é), os atrasos no pagamento de salários minam o ambiente. No futebol e no clube em geral.

Dinamite perdeu apoio político e está cada vez mais isolado. Não consegue acertar as finanças nem o marketing. Seus balanços são apresentados com atraso e questionados pela oposição e por parte da própria situação, que pouco a pouco vai abandonando a barca.

Enfraquecido, Dinamite acaba convivendo com cenas como a de hoje, quando torcedores uniformizados foram ao treino do time para protestar e “conversar” com Renê Simões e Carlos Alberto. Algo, aliás, que deveria ser proibido e coibido. Já chega de torcidas organizadas querendo mandar nos clubes. Mas quem vai peitá-las? Pelo jeito não o presidente vascaíno. Ainda mais fragilizado do jeito que está.