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Posts com a Tag ‘Seleção’

Leandro Damião sai?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Se o Santos discute a transferência de Neymar para a Europa, o Inter faz o mesmo em relação a Leandro Damião.

Dirigentes do time gaúcho são favoráveis a uma negociação com o futebol italiano ou alemão e esperam fechá-la durante a Copa das Confederações.

Neymar e Leandro Damião têm a imagem gerenciada pela 9ine, agência de marketing esportivo que tem Ronaldo como um dos sócios, e foram convocados por Luiz Felipe Scolari para defender o Brasil no torneio que acontece entre 15 e 30 de junho.

O outro atleta da seleção representado pela 9ine é Lucas, que se transferiu do São Paulo para o Paris Saint-Germain no final do ano passado.

Lucas e Neymar devem começar o torneio como titulares, Leandro Damião, não. O atleta do Inter, aliás, tem recebido muitos conselhos de Dunga, ex-técnico do Brasil e hoje no comando da equipe gaúcha, para se sair bem na Copa das Confederações, quando a pressão da torcida brasileira por bons resultados e boas atuações deve ser das maiores.

A hora de Bernard

terça-feira, 14 de maio de 2013

Muito bacana a convocação de Bernard para a Copa das Confederações. O jogador do Atlético-MG merecia uma boa oportunidade há tempos.

Sigo dizendo que não entendo como ficou fora dos Jogos de Londres, já que tinha idade olímpica para disputar a competição.

Não é de hoje que vem jogando muita bola. Faz ótima dupla no Galo com Ronaldinho Gaúcho, outro que está em fase incrível. E lamento muito que tenha sido deixado de fora por Luiz Felipe Scolari.

Em 2002 eu era um dos que defendiam a presença de Romário na seleção. Ele não foi para a Copa e o Brasil foi campeão com o grupo escolhido por Felipão. Será que agora irá acontecer o mesmo na Copa das Confederações sem Ronaldinho e Kaká? Sei não. Kaká até entendo ter sido deixado de lado, mas o Gaúcho, do jeito que vem jogando, não. Acho que fará falta… Espero que Felipão saiba o que está fazendo e que a história mostre que ele tinha razão.

O bode expiatório

domingo, 28 de abril de 2013

Faz muito bem Muricy Ramalho em sair em defesa de Neymar, uma das joias do futebol brasileiro e que virou bode expiatório pelas más atuações da seleção brasileira.

A seleção não é nem deve ser Neymar mais dez. E se ela não vai bem _aliás vai muito mal de 2010 pra cá_, a responsabilidade não pode ser atribuída só ao atacante santista, que tem sido insistentemente vaiado quando atua pela amarelinha.

Quarta, em Belo Horizonte, o time todo foi mal, engolido pelo Chile, que poderia ter saído do Mineirão com a vitória e colocou na roda o time brasileiro.

Mas as vaias e os xingamentos foram direcionados a Neymar, como se fosse o grande responsável pela péssima fase da seleção. Que não joga pelo Brasil o mesmo que apresenta com a camisa do Santos todo mundo pode constatar. Daí a transformá-lo em vilão não faz sentido nenhum. O buraco _do nosso futebol_ é muito mais embaixo e certamente não responde pelo nome de Neymar.

Aproveitando a ocasião e já mudando de tema, parabéns ao Audax, que conseguiu acesso dramático para a elite do futebol paulista. Venceu o Red Bull, no estádio do Nacional, e contou com tropeço do Guaratinguetá para assegurar a vaga na A-1 de 2014. Conseguiu quase que um milagre nas últimas três rodadas. Três vitórias e uma combinação de resultados que lhe garantiram a vaga. Sobem também Portuguesa e Rio Claro, que fazem a final da A-2, e Comercial.

Bem na foto?

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O presidente da CBF, José Maria Marin, pretende usar o amistoso da seleção brasileira, na Bolívia, para ganhar força política e se reaproximar da diretoria corintiana, melhorando sua imagem junto à torcida do time paulista.

O jogo de sábado tem como objetivo angariar fundos para a família de Kevin Espada, morto em fevereiro no jogo San José x Corinthians, atingido por um sinalizador marítimo atirado pela torcida brasileira. Um garoto de 17 anos apresentou-se como o responsável pelo disparo, já no Brasil, onde tem a “vantagem” de ser menor de idade, mas 12 corintianos seguem presos em Oruro. Dois são acusados de estarem portando sinalizadores semelhantes ao que matou Kevin, além de terem pólvora nas mãos. Os outros dez foram considerados cúmplices. Podem ficar até seis meses presos preventivamente, segundo a legislação boliviana.

Para chefiar a delegação do Brasil, Marin nomeou Fernando Capez, lembram dele? Ganhou espaço na mídia nos anos 90 ao liderar movimento para extinguir torcidas organizadas. O passo seguinte foi entrar para a política, tornando-se deputado estadual (PSDB-SP). Agora está em campanha pela soltura dos 12 corintianos, três dos quais pertencem à uniformizada Pavilhão Nove, nove, a Gaviões da Fiel.

Parlamentares brasileiros, como é o caso de Capez e de Walter Feldman, eleito deputado federal pelo PSDB-SP, entre outros, têm usado suas iniciativas em defesa dos 12 presos em Oruro para ganhar destaque. Na semana passada a assessoria de Feldman insistia em divulgar à imprensa participação do político no programa do Ratinho, no SBT, em que trataria, entre outras questões, do caso dos corintianos em Oruro. Um caso que dá mídia e, por que não?, possivelmente votos.

Volto a postar na próxima segunda (dia 8), mas até lá, dentro do possível, sigo respondendo os comentários de vocês. Bom restante de semana a todos, João

Noite de Galo

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O Atlético-MG começou com tudo na Libertadores. Depois de ganhar do São Paulo,  em casa, ontem goleou o Arsenal, 5 a 2, em solo argentino. Mais uma vez Cuca mostrou que sabe montar um time que joga pra frente, lembrando, em vários momentos, o inesquecível Telê Santana.

Na vitória de ontem, destaque para Bernard, autor de três dos cinco gols do Galo, e Ronaldinho Gaúcho, com assistências incríveis e o toque de bola que lhe é peculiar. A dupla, aliás, poderia ser testada junto por Luiz Felipe Scolari na seleção brasileira. Confesso que sigo sem entender como Mano Menezes não chamou Bernard para a Olimpíada, já que o garoto de 20 anos é uma das principais revelações do futebol brasileiro, talvez não tão comentado quanto Neymar e Lucas simplesmente por jogar fora do eixo Rio-SP.

Dos times brasileiros que estão na Libertadores é o Atlético o que tem o potencial para apresentar o futebol mais bonito, embora o mais competitivo, se bem montado por Vanderlei Luxemburgo, ainda possa ser o Grêmio. Em seguida, com características diferentes, aparecem o Corinthians, com um futebol combativo e de qualidade, e o Fluminense, que tem de recuperar o ritmo do Brasileirão do ano passado. Um estágio abaixo está o São Paulo e num mais abaixo ainda aparece o Palmeiras, para mim o azarão entre os brasileiros.

A Libertadores promete. E promete por causa dos times brasileiros, patamares acima de seus rivais sul-americanos. A vitória do Galo, na Argentina, foi apenas um exemplo do que ainda poderemos ter pela frente.

O que disse Pelé?

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Tanto auê fizeram e continuam fazendo sobre as declarações de Pelé em relação a Neymar e eu continuo não vendo nada de extraordinário na história.

Pelé tem o direito de dar sua opinião e achar que o santista, em suma, tem se dedicado muito ao marketing _o que é verdade_ e rendido pouco na seleção _o que também é verdade. Que Neymar não rende o que pode com a camisa do Brasil todos nós sabemos, apenas acho que, em defesa do jogador, ele tem se mostrado sempre muito profissional, não sabemos de faltas em treinos, quer sempre jogar e não sinto que tenha se deixado levar pela vaidade. Assim como Pelé não se deixou.

Muita polêmica por nada, enfim. Ou quase nada. Respondeu bem Neymar ao se dizer muito feliz por ter sido capa da revista “Time”, algo que há tempos não acontecia com um brasileiro, e comparado justamente a Pelé, a quem segue sendo só elogios.

Sobre a seleção, Pelé disse o que pensa. E concordo com ele. Acha que Mano Menezes desperdiçou tempo demais da nossa preparação _culpa, isso faltou dizer, de Ricardo Teixeira e José Maria Marin_ e que Luiz Felipe Scolari tem que mesclar jogadores experientes, como Ronaldinho Gaúcho, com os mais novos.

Mais importante do que isso segue sendo a tragédia na Bolívia, que vitimou um garoto de 14 anos. E lá vem um menor assumir a autoria do crime. Um rapaz, pelo que diz a Gaviões da Fiel, de 17 anos. Pelo sim, pelo não, muito conveniente para quem conhece a legislação brasileira.

A seleção de Felipão

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Tudo bem que podem dizer que foi apenas um jogo, o da reestreia de Felipão como técnico da seleção, mas o desempenho do time na derrota para a Inglaterra deixou a desejar.

Quem foca apenas em Neymar vai dizer que o santista não jogou bem. E não jogou mesmo. Mas a seleção não é nem nunca deveria ter sido ele e mais dez. Como Neymar outros jogadores se saíram mal, caso de Arouca, do próprio Lucas, que parecia ter entrado com o pé direito, mas logo caiu de produção, sem falar na má marcação do meio-campo, no desentrosamento e nas falhas da defesa e na falta de criatividade do ataque.

Podem me perguntar se não vi nenhum ponto positivo e respondo que vi, sim. Um deles foi Júlio César, no gol, se bem que senti falta de Diego Cavalieri na convocação. Outro foi Oscar, que chamou o jogo para si em várias ocasiões. Também gostei da postura do time em geral, que se não jogou bem, tampouco se acovardou, não teve o complexo de inferioridade como tinha em boa parte da era Mano.

Por falhas grotescas da CBF, o trabalho de preparação para a Copa de 2014 está recomeçando, só que agora falta menos de um ano e meio para o torneio. Não há milagres e espero que Luiz Felipe Scolari e cia. consigam fazer um bom trabalho. Pelo menos os próximos confrontos são contra seleções importantes do cenário mundial e o time vai ter que apresentar mais, muito mais do que jogou hoje. E ainda acho que é capaz disso. Pelo menos espero que seja.

Mano em SP

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O técnico Mano Menezes esteve hoje no restaurante Josephine, na Vila Nova Conceição, bairro nobre da capital paulista.

No local, que é muito frequentado por J. Hawilla e o pessoal da Traffic, agência de marketing esportivo do empresário que era ligado a Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, Mano foi assediado por torcedores e torcedoras, que lhe desejavam sucesso na vida profissional. Muito solícito, Mano não se negou a tirar foto com ninguém e era só sorrisos.

Desde que foi demitido da seleção por José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, no final do ano passado, o técnico tem evitado criticar a dupla e falar sobre seu futuro no futebol.

Não diz nem sim nem não a respeito da possibilidade de trabalhar no futebol europeu, como chegou a se especular tanto na Espanha quanto na Inglaterra. Sobre Luiz Felipe Scolari, segue sendo só elogios. Como diriam os ingleses, é um “gentleman”. Ou até agora tem sido assim. Imagino que vá continuar sendo…

Só time de primeira

sábado, 19 de janeiro de 2013

Pra quem dizia que a CBF não tinha autonomia nenhuma pra marcar os amistosos do Brasil, que seria obrigado a enfrentar times fracos, a resposta está aí. Em 2013, Inglaterra (duas vezes), Itália, Chile (com jogo no Mineirão, para contentar os mineiros), Rússia e França serão nossos adversários. E mais: para 2014, Portugal e Holanda já pediram amistosos contra o Brasil antes do Mundial.

A CBF sempre teve margem de manobra, apenas optou por enfrentar equipes de quinta categoria, como Gabão, Iraque, os reservas da China e outros mais, por medo de um vexame nas mãos de Mano Menezes.

Com Luiz Felipe Scolari, a pedido do próprio treinador, os adversários serão de primeira linha. Só haverá exceção no último jogo antes da Copa de 2014, quando a ideia é enfrentar uma equipe mais fraca, até para poupar os jogadores e evitar um possível fiasco antes do Mundial.

Nas partidas anteriores a ordem segue sendo pegar os times mais bem ranqueados na Fifa, o que pode, em caso de vitórias da seleção, melhorar a própria colocação do Brasil, hoje o décimo oitavo colocado segundo o ranking da Fifa. Todos os campeões do mundo estão à frente do Brasil, que ocupa a pior colocação desde 1993, quando foi criada a classificação.

Que tempos melhores venham, porque a seleção precisa adquirir confiança de novo e o Brasil necessita se reaproximar de seu torcedor, jogando, inclusive, mais vezes por aqui.

Torcida por Dunga

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Dada a repercussão da coluna que publiquei no LANCE! anteontem, como faço, aliás, todas as terças-feiras, reproduzo excepcionalmente hoje aqui o que escrevi sobre Dunga, uma figura controversa do nosso futebol. Para os que concordam e especialmente para os que discordam da minha posição. O que entendo, aliás, e respeito:

“Fico satisfeito com a decisão de Dunga de voltar ao futebol, comandando o Internacional. Apesar de ele ter sido massacrado depois da eliminação do Brasil nas quartas de final da Copa-2010, considero seu trabalho como técnico da Seleção positivo.

Se tivermos um olhar mais abrangente e analisarmos o conjunto da obra, veremos que Dunga teve muitos méritos. Sob seu comando, levamos a Copa América de 2007, liquidando a Argentina na final com convincentes 3 a 0. Ganhamos o direito de disputar a Copa das Confederações e novamente fomos campeões, derrotando os norte-americanos na final, em jogo emocionante, uma virada histórica para 3 a 2.

Sob o comando de Dunga fomos os melhores nas eliminatórias e conseguimos resultados expressivos e um futebol vistoso, como nas vitórias contra Chile (3 a 0), Argentina (3 a 1) e Uruguai (4 a 0), todas fora de casa. Em amistosos também tivemos atuações que não podem ser esquecidas, como contra Portugal, 6 a 2, e Itália, 2 a 0.

Houve tropeços, claro, indefinições, polêmica por não termos levado Neymar e Ganso ao Mundial, críticas pela falta de experiência do treinador e muitos atritos com a imprensa. Num mundo onde a mídia tem fortíssimo poder e em que todo brasileiro se considera técnico de futebol, natural que Dunga tenha saído sob fortes críticas ao perder a Copa após sofrermos uma virada da Holanda.

Na ocasião eu fazia com três amigos um documentário intitulado “Sobre Futebol e Barreiras”, todo filmado em Israel e territórios palestinos, e um dos personagens, o ex-jogador de futebol e comentarista Zahi Armaly, um árabe que defendeu a seleção israelense e torcia pelo Brasil, profetizou a vitória holandesa ainda no intervalo, quando vencíamos por 1 a 0. Ele dizia que o primeiro tempo costuma ser dos jogadores, o segundo, do técnico, demonstrando pouca confiança em Dunga. E de fato a Holanda faria dois gols na segunda etapa e sairia classificada para as semifinais. Não concordo muito com a tese de Zahi e não vejo Dunga como único responsável pela reviravolta que levamos.

Mas como muitos queriam um bode expiatório, lá estava Dunga pra ser criticado. E Felipe Melo, pela expulsão infantil. Mas o goleiro Júlio César, que falhou no primeiro gol holandês, foi poupado. O que faz parte do jogo. Falhas, acertos, vitórias, derrotas, bodes expiatórios… O que não acho bacana, porém, é o massacre a que Dunga foi submetido. Se não fizemos uma grande Copa em 2010 (e de fato não fizemos), tivemos bons momentos quando ele dirigiu a Seleção. Momentos que não devem ser apagados.

Acho que Dunga errou feio no episódio com o apresentador Alex Escobar, de quem sou amigo, aliás, mas foi vítima de “fogo amigo” dentro da própria CBF, inclusive de Rodrigo Paiva, assessor de imprensa da entidade, que não o ajudava na relação com a mídia, muito pelo contrário. Que Dunga tenha aprendido com a experiência e obtenha sucesso no Inter, algo que os últimos técnicos que passaram pelo clube não tiveram.”