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Posts com a Tag ‘Rio’

E a reforma do Engenhão?

domingo, 12 de maio de 2013

Segue complicada e polêmica a questão da reforma do Engenhão, interditado desde fins de março por problemas estruturais na cobertura, fora o risco de pane na parte elétrica.

A Prefeitura do Rio trabalha com diferentes orçamentos e soluções para as obras. O preço variaria de R$ 110 milhões a R$ 180 milhões. O estádio, construído para o Pan de 2007, custou R$ 380 milhões, seis vezes a mais do que os previstos R$ 60 milhões.

A ideia inicial era que ficasse pronto até setembro, mas devido a divergências nos rumos da reforma, bem como nos custos, o Botafogo trabalha com a hipótese de a reabertura ser apenas no ano que vem.

O clube carioca ganhou da Prefeitura do Rio o direito de administrar o estádio pagando aluguel de cerca de R$ 40 mil mensais, além de arcar com a manutenção da arena.

Arrendando o estádio ao Fogão, a Prefeitura só recuperaria o investimento feito para construí-lo em quase 90 anos. Agora, diante da interdição do Engenhão e dos gastos que terá com a reforma, provavelmente nem em cem verá a grana de volta.

O velho preço do Maraca

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Não é de hoje que a Secretaria de Obras do Rio trabalha com o valor da reforma do Maracanã acima da casa de R$ 1 bilhão, como esse próprio blog já publicou em 2011.

Desde lá o governo do Estado do Rio estimava a reforma do estádio no patamar de R$ 1,1 bilhão ou até um pouco mais, embora, pressionado pela mídia e opinião pública, críticas aos gastos excessivos com o Maraca, tenha passado meses e meses insistindo que o preço final seria de R$ 849 milhões.

Deve terminar, porém, em pouco mais de R$ 112 bi, depois de aditivo no contrato de R$ 200 milhões, elevando a reconstrução para mais de R$ 1 bi. Com outros gastos que não teriam sido inclusos, como construção e colocação de catracas e bilheterias, além do gerenciamento das obras, por exemplo, encosta em R$ 1,15 bilhão.

O preço final deve ser quase o dobro do que o previsto inicialmente. E o pior _ou pelo menos tão complicado quanto_ é que os organizadores dos Jogos do Rio, em 2016, já falam em novas obras para adequar o estádio às exigências do Comitê Olímpico Internacional, que não seriam as mesmas da Fifa.

Antes da reforma atual o Maracanã passou por duas signficativas. Uma para receber o Mundial de Clubes de 2000, vencido pelo Corinthians. A outra para o Pan de 2007, quando havia a promessa de que ficaria adequado aos padrões da Fifa. Não ficou, tanto que acabou reconstruído.

Na Copa de 2014 ainda corre o risco de não ver a seleção brasileira jogar lá. Palco da final do Mundial, só terá algum jogo do Brasil se o time de Luiz Felipe Scolari chegar à decisão.

O estádio também será usado na Copa das Confederações. Deverá ser reaberto para o público pagante apenas em 2 de junho, no amistoso que a seleção fará contra os ingleses.

Não serve de consolo para os cariocas, mas não é a única arena da Copa com preço maior do que o esperado. O estádio de Brasília, que não querem chamar de Mané Garrincha durante o Mundial, que o diga.

A lógica no Paulistão

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Deu a lógica no Paulistão, com Santos, Mogi Mirim, Corinthians e São Paulo avançando às semifinais. Agora, no entanto, a história pode ser outra, pois a lógica é…

Se me perguntarem, vejo ligeiro favoritismo de Santos e Corinthians para avançarem às finais.

O Santos, apesar de jogar fora de casa contra o Mogi, tem mais time, tradição e chances de avançar à decisão. Mas o Mogi se mostrou uma equipe entrosadíssima na primeira fase e arrasou o Botafogo nas quartas, enfiando 6 a 0 no time de Ribeirão. Pode complicar, embora eu ainda acredite que o Santos entre com mais chances na partida.

Já São Paulo e Corinthians têm tudo para fazer um grande jogo. O São Paulo terá a vantagem de jogar com apoio de sua torcida, mas a reação da galera dependerá muito do que acontecer quinta, pela Libertadores, na partida contra o Galo. Que tende a ser dificílima, aliás. O Corinthians pega o Boca, um dia antes, e tem de controlar a soberba, como bem colocou Tite. Tem uma equipe mais entrosada, um elenco mais ajustado, mais opções ofensivas e, pelo menos em tese, pode passar à final, com a vantagem de folgar na semana seguinte, enquanto o São Paulo, já na quarta, terá novamente o Galo pela frente.

Se fosse apostar, iria de Corinthians x Santos na decisão, embora não ficaria nada surpreso de São Paulo e Mogi avançassem para a final. Mas o São Paulo tem que apresentar mais bola e força de vontade do que ontem diante do Penapolense… Contra o Corinthians, que massacrou a Ponte em Campinas, a tendência é essa.

E por falar em Ponte, de que adiantou a campanha na primeira fase? Em um jogo, acabou engolida e eliminada do Paulistão. Também com esse regulamento, dizer o quê?

Pior é em Minas ou no Rio, onde Galo e Cruzeiro e Botafogo e Fluminense atropelaram seus adversários no final de semana. A disparidade entre grandes e pequenos está cada vez maior, o que tira um pouco da graça das competições estaduais. Que devem ser repensadas, como venho insistindo há tempos. Boa semana a todos, João

Cariocas itinerantes

sábado, 13 de abril de 2013

Com a interdição no Engenhão e possíveis novas obras no Maracanã depois da Copa de 2014, os times do Rio começam a receber convites de outros estados para mandarem seus jogos fora de casa no Brasileirão. Brasília, Fortaleza e Salvador, cidades que serão sedes do Mundial do ano que vem, já demonstraram interesse em abrigar partidas das equipes cariocas.

Não acho má ideia. Pelo contrário. É uma forma de os times do Rio, tirando o desgaste das viagens, apresentarem-se para novos torcedores e explorarem outros mercados, recebendo uma graninha extra. Vale lembrar que o público médio do Estadual do Rio, mesmo antes da interdição do Engenhão, tinha dificuldades para chegar aos 3 mil pagantes de média.

Não acho má ideia que outras cidades do Sul e Sudeste entrem na disputa. Em São Paulo, por exemplo, a torcida do Flamengo é imensa e ele poderia atuar no Canindé ou Pacaembu um ou outro jogo do Brasileirão. Com a vantagem de que a viagem é mais curta do que ir ao Nordeste.

O Engenhão corre o risco de só ser liberado em fins de setembro, começo de outubro, e o Maracanã, se quiser ser palco da Olimpíada de 2016, segundo o Comitê Organizador Local dos Jogos do Rio, terá de passar por novos ajustes depois da Copa, acreditem vocês ou não. Sobra o estádio do Vasco, que não está em boas condições. Além de problemas no gramado, que podem se agravar com o acúmulo de jogos, recentemente foi invadido por ratos que se alojaram nas sociais. Boa parte das cadeiras também deve ser trocada.

Volta Redonda, cujo estádio tem problemas na estrutura, não acho que seja boa solução. E não tem atraído bom público.

 Então não veria problema em ter cariocas itinerantes no Brasileirão. Seja no de 2013, seja nos dois seguintes. Sem falar que a abertura da Série A em maio, envolvendo Santos e Flamengo, não será nem em São Paulo nem no Rio, mas no estádio de Brasília. O Mané Garrincha. Mané Garrincha sim senhor, queira a Fifa ou não.

A interdição do Engenhão

quarta-feira, 27 de março de 2013

Não é de surpreender a interdição do Engenhão, cuja estrutura de cobertura, segundo a Prefeitura do Rio, corre o risco de desabar. Desde 2003, quando começaram as obras do estádio, houve um problema após o outro, fosse na questão do custo, fosse na do próprio projeto, mudado em mais de uma ocasião. Depois do Pan de 2007, sem que houvesse um plano para mantê-lo, acabou cedido para o Botafogo.

É um alerta para as arenas que estão sendo construídas para a Copa de 2014. Não basta erguê-las, é preciso uma estratégia para conservá-las e viabilizá-las economicamente, algo que não foi montado até agora em pelo menos metade delas.

No caso do Engenhão não custa lembrar que as obras começaram a ser feitas pela Delta, construtora alvo da CPI que investigou os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira e, como previsto por muitos, acabou em pizza. A Delta, no entanto, assim como faria também com o Maracanã, acabou pulando fora do consórcio que construía o estádio, terminado pelas construtoras OAS e Odebrecht.

O maior problema que enfrenta é de responsabilidade. Não é a primeira vez que o Engenhão, finalizado em 2007 para o Pan do Rio, apresenta problemas na estrutura. O Botafogo acha que cabe à Prefeitura do Rio solucioná-los, o município discute com as empreiteiras, que quer receber para iniciar a reforma, seja do clube, seja da administração Eduardo Paes. E ninguém assume a culpa por uma obra atrapalhada, para não dizer outra coisa, que tanta dor de cabeça _e tantas goteiras_ tem dado ao Rio.

Projetada para receber uma Olimpíada, a arena é chamada de estádio olímpico. Estádio olímpico João Havelange,vale lembrar. Mas para abrigar os Jogos de 2016 teria que passar por nova reforma, fora a questão da cobertura. Precisaria de mais lugares _pelo menos 12 mil_, além de equacionar a questão do estacionamento e do transporte público até o estádio e resolver seus problemas estruturais.

E tem ainda a questão do gramado. Com o excesso de jogos no estádio sem o Maracanã, que foi derrubado para ser construído do zero para a Copa do ano que vem, ele chegou a um estado calamitoso. Tanto que chegou a ser interditado no Brasileiro do ano passado, já que oferecia risco à integridade física dos jogadores.

Ops, e tudo isso sem falar no preço. Orçado inicialmente em 60 milhões de reais, o custo final da obra foi de 380 milhões de reais. Pelo jeito construir estádios não é exatamente uma especialidade brasileira…

A entrega do Maraca

domingo, 24 de março de 2013

O governo do Rio insiste que o Maracanã será entregue em 27 de abril, mas a Fifa trabalha com outro prazo para a conclusão das obras: 24 de maio. O ministro Aldo Rebelo e o presidente da CBF, José Maria Marin, avisaram Jérôme Valcke e Joseph Blatter que a 22 dias do início da Copa das Confederações o estádio carioca estará finalizado.

Vale lembrar que da última vez em que esteve no Brasil, Valcke, que é secretário-geral da Fifa, chegou a aventar a possibilidade de que o Maracanã seja usado no torneio mesmo estando “incompleto”. Pra quem não sabe, a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho. Pelo jeito, na base do improviso.

Festa dos paulistas

sábado, 9 de março de 2013

Algo que não consigo entender é o futebol paulista e sua federação de futebol comemorarem o “sucesso” do Estadual, que seria melhor do que o do Rio. O motivo? A melhor média de público, média que está na casa dos 6 mil torcedores por jogo, enquanto no Rio ela não chega aos 3 mil por partida.

É o roto falando do esfarrapado. Mais motivos para comemorarem têm os ingleses, que conseguem colocar mais de 35 mil torcedores por jogo em seu campeonato nacional, enquanto a Espanha se aproxima dos 30 mil de média.

Tanto em SP quanto no Rio os Estaduais ocupam muito espaço no calendário _quatro meses_ e têm fórmulas esdrúxulas, que não atraem torcida. Em SP, um primeiro turno que quase nada vale, com 19 jogos pra cada time, classificando-se nada mais nada menos do que oito para o chamado mata-mata, quando começa o campeonato de verdade. No Rio, uma banalização de finais, seja na Taça Guanabara, seja na Taça Rio. Em SP, os grandes muitas vezes jogando com reservas em campo e usando o torneio como teste, enquanto no Rio não faltam times medíocres entre os pequenos, muitos dos quais, como os do interior paulista, são de ocasião.

Já passou do tempo de repensar os Estaduais, um fracasso no Sul, no Paraná, em Minas e em tantos outros estados mais. E pensar na volta do falido Rio-SP está longe de ser o caminho ideal. Põe longe nisso.

A atuação de Jefferson

domingo, 3 de março de 2013

Muito bom ver o goleiro do Botafogo atuando como hoje, na semifinal da Taça Guanabara. Foi uma das peças decisivas na vitória contra o Flamengo. Além de boas defesas e dar segurança a seu sistema defensivo, foi um dos principais responsáveis pelo segundo gol do Fogão, marcado no finalzinho do jogo.

Felipe, o goleiro rubro-negro, errou ao avançar para o ataque e tentar partir para o tudo ou nada, já que o Flamengo, que perdia por 1 a 0, precisava do empate. Ao abandonar o gol, aparentemente deixou seus companheiros de ataque inseguros. E no contra-ataque do rival, sem ninguém para defender a meta do Mengão, o time de Jefferson fez o segundo gol.

Para quem imaginava um Fla-Flu na final da Taça Guanabara, nada disso. Vasco e Botafogo estão na final. E com méritos pelo que apresentaram neste final de semana.

O Maracanã de presente?

sábado, 2 de março de 2013

Com a divulgação do edital do Maracanã na última quarta, faço uma atualização de coluna que publiquei há algum tempo no diário LANCE! sobre a concessão do estádio. Uma discussão que acho importante às vésperas da Copa das Confederações e do Mundial que teremos ano que vem:

“O uso das arenas erguidas ou reformuladas para a Copa de 2014 deve ser uma das preocupações dos organizadores e dos órgãos públicos envolvidos no evento. Erguer elefantes brancos não dá. É, no mínimo, um ônus desnecessário e descabido pra todos nós, brasileiros. De elefante branco o Maracanã não tem nada, mas nem por isso concordo com o que foi idealizado pra ele.

O governo gasta quase 1 bilhão de reais pra reconstruir o estádio e depois o cede para a iniciativa privada administrar? Acho sem sentido. Até entendo o argumento de que seria muito complicado atrair empresas que tivessem que gastar mais de 850 milhões de reais na arena e, por isso, o Estado do Rio tenha optado por arcar com os custos. Mas se o governo se acha rico e competente o suficiente pra tocar a reforma, por que não seria pra administrar a arena? Por que a repassar a um preço tão baixo à iniciativa privada? O gasto é público, com dinheiro do contribuinte, mas o benefício acaba sendo privado.

O consórcio ou empresa que vencer a licitação teria, é verdade, que investir quase 600 milhões de reais principalmente com demolição e reconstrução em outro local do Parque Aquático Júlio Delamare e do estádio Célio de Barros, apesar de reclamações de dirigentes das confederações brasileiras de Desportos Aquáticos e Atletismo. Mas poderá pagar 4,5 milhões de reais por ano ao governo do Rio, governo que estima receitas anuais de 154 milhões de reais para o vencedor e despesas de 43 milhões. Sendo que a concessão pode ser por 35 anos. Além do Maracanã e de todo o complexo que o cerca, o vencedor poderá administrar um museu do futebol, uma cadeia de lojas, bares e restaurantes, outra de cinema, ainda em discussão, fora um estacionamento para 2 mil veículos.

Não questiono que a iniciativa privada, livre de amarras que atravancam a administração pública, tende a levar vantagem na gestão, com mais facilidade na hora de fechar contratos, chamar pessoal e fazer compras pra melhorar o serviço. Mas sigo acreditando que, se o governo gastou tanto dinheiro pra refazer o estádio, deveria tentar aprimorar a gestão e não simplesmente repassá-la a particulares. Ou, se o fizesse, que colocasse o valor do “aluguel” em um patamar mais alto e não mais baixo _inicialmente a previsão era de que ele seria de 7 milhões de reais por ano, agora caiu para 4,5 milhões de reais, dado o aumento no valor do investimento no complexo previsto no edital.

O Maraca é um patrimônio não só do Rio e assim deveria ser tratado. Menos mal que, ao idealizar a licitação, o governo tenha resolvido exigir que clubes como Flamengo e Fluminense, sem estádio próprio, se unam a empresas para concorrer e tenha avisado que não haverá exclusividade a ninguém, ou seja, todos os grandes do Rio e a Seleção poderão usar o local. Menos mal também que o futuro gestor não possa vender os “naming rights” e que o estádio não será batizado com outro nome, bem como a autorização para que empresa estrangeira participe da concorrência. Sei que o Estado se mete em projetos demais, mas ceder ativos apenas pra se desfazer deles, como a Prefeitura fez com o Engenhão, acho discutível.”

Bota e Vasco em apuros

domingo, 24 de fevereiro de 2013

A situação financeira de Vasco e Botafogo segue bem complicada no Rio. Jogadores têm reclamado de atraso no pagamento de salários tanto em um quanto em outro e não será surpresa se os clubes sofrerem ações na Justiça.

O primeiro, cujas contas apresentadas pela gestão de Roberto Dinamite têm sido contestadas há tempos, teve rescindido contrato de patrocínio com a Eletrobras. O motivo teria sido o fato de o clube de São Januário não ter regularizado sua situação fiscal no prazo estipulado pelo Tribunal de Contas da União.

No segundo, conselheiros de oposição protestam contra a prestação de contas, lembrando que nem as de 2011 até agora foram aprovadas.

Situação diferente parece viver o Flamengo, cujo presidente, Eduardo Bandeira de Mello, insiste que dará prioridade ao saneamento financeiro, tentando manter a folha de pagamentos em dia. O clube ainda promete lançar o programa sócio-torcedor, com campanha em todo o Brasil, a fim de começar a faturar com o potencial de sua torcida. Não custa lembrar que, apesar de ser o time que diz ter o maior número de torcedores no país, o Mengão arrecada menos com ações de marketing do que Grêmio ou Internacional, dois clubes que têm estádios próprios.

Apesar de dizer que está com a folha salarial em dia, o Flamengo, assim como Vasco e Botafogo, tem se queixado de prejuízo no Estadual do Rio, torneio que segue atraindo pouco público. O Fluminense, por sua vez, tem as atenções voltadas para a Libertadores, onde está num grupo complicado, tendo no Grêmio seu maior rival.