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O concorrente de Itaquera

sexta-feira, 29 de março de 2013

Apesar da especulação de que o estádio Mané Garrincha poderia abrigar o jogo de abertura da Copa, já que Itaquera vive impasse no financiamento das obras, a Fifa não trabalha com plano B e dá como certo que a arena corintiana receberá a partida inaugural.

O Corinthians espera a liberação dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs) para os próximos dias, sendo o primeiro repasse de R$156 milhões. Em relação ao empréstimo do BNDES a discussão continua e o clube e a Odebrecht, construtora responsável pela obra,  procuram outra instituição, que não o Banco do Brasil, para entregar os R$ 400 milhões. O problema com o Banco do Brasil é que ele exige que a Odebrecht dê ativos próprios como garantia para receber a verba, o que a empreiteira não quer fazer.

Já o novo Mané Garrincha, concorrente de última hora pelo jogo de abertura da Copa, será inaugurado no próximo dia 21 e em 25 de maio receberá Santos e Flamengo no lançamento do Brasileirão-2013.

A arena do Distrito Federal, inicialmente orçada na casa dos R$ 600 milhões, ficará pronta pelo dobro do preço. A justificativa do governo local para o aumento no valor é de que a primeira licitação não incluía uma série de itens pedidos pela Fifa, como melhores cadeiras, gramado e cobertura do estádio. A do Corinthians, por sua vez, custará R$ 820 milhões de reais, fora a colocação de 20 mil lugares removíveis para receber a abertura do Mundial, cujo preço supera os R$ 30 milhões.

Além de descartar a hipótese de Itaquera ficar fora da Copa ou deixar de abrigar o jogo inaugural, a Fifa reafirma também não haver plano B para o Maracanã, cujas obras estão atrasadas e deve ficar pronto a 22 dias do início da Copa das Confederações. Segundo o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, não há hipótese de deixar o Maracanã de fora do torneio que começa em 15 de junho, já que os ingressos foram colocados à venda há algum tempo. Sobre Itaquera ele diz ter recebido informação do governo federal, via Aldo Rebelo, ministro do Esporte, de que a situação estará normalizada até fins de abril. Cerca de 70% das obras do estádio, segundo o Corinthians, estão prontas. Agora é esperar para ver.

A entrega do Maraca

domingo, 24 de março de 2013

O governo do Rio insiste que o Maracanã será entregue em 27 de abril, mas a Fifa trabalha com outro prazo para a conclusão das obras: 24 de maio. O ministro Aldo Rebelo e o presidente da CBF, José Maria Marin, avisaram Jérôme Valcke e Joseph Blatter que a 22 dias do início da Copa das Confederações o estádio carioca estará finalizado.

Vale lembrar que da última vez em que esteve no Brasil, Valcke, que é secretário-geral da Fifa, chegou a aventar a possibilidade de que o Maracanã seja usado no torneio mesmo estando “incompleto”. Pra quem não sabe, a Copa das Confederações será realizada de 15 a 30 de junho. Pelo jeito, na base do improviso.

Pressão contra Marin

sábado, 23 de março de 2013

Não é só a família de Vladimir Herzog, assassinado pela ditadura militar, que faz campanha pela saída de José Maria Marin da presidência da CBF.

No governo federal e na sociedade civil o dirigente, cuja carreira política começou atrelada à ditadura e ao malufismo, começa a ser pressionado. Sempre que pode a própria presidente Dilma Rousseff evita a companhia de Marin, embora descarte qualquer intervenção na CBF. Quem começou a fazer o mesmo foi Aldo Rebelo, ministro do Esporte. Sua pasta e o Comitê Organizador Local da Copa, também presidido por Marin, já não falam a mesma língua e têm divergências sobre o encaminhamento do Mundial no Brasil e o atraso em boa parte das obras, inclusive dos estádios.

A petição pública pela saída de Marin da CBF e do COL já tem mais de 50 mil assinaturas e será enviada a dirigentes de clubes, federações, à Fifa e à imprensa estrangeira no próximo dia primeiro. Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, jornalista assassinado pela ditadura militar em 1975, quer mostrar ao mundo o papel de Marin no regime que governou o Brasil de 1964 a 1985. Dias antes da morte de Herzog, jornalista da TV Cultura, o hoje presidente da CBF e então deputado estadual, pedia providências na emissora, que estaria infestada de comunistas, segundo ele.

Já Romário, deputado pelo PSB-RJ, quer que Marin seja chamado para falar não só de sua atuação nos tempos da ditadura, mas também sobre os negócios da CBF, comandada, de acordo com o ex-jogador, por uma “quadrilha”.

Mesmo que continue em seus cargos, o Brasil e o mundo têm o direito de conhecer quem é José Maria Marin, cujos principais “feitos” foram ter sido vice-governador biônico de São Paulo, tendo como titular Paulo Maluf, e o vice mais velho de Ricardo Teixeira na CBF, ganhando a presidência da entidade de presente quando seu antecessor renunciou. Assim como ganhou o governo de São Paulo de presente, no início dos anos 80, quando Maluf se desincompatibilizou do cargo pra concorrer a uma vaga na Câmara Federal. Governou o estado por dez meses e saiu sob estrondosa vaia para dar lugar ao eleito Franco Montoro. Gostaria que saísse logo da CBF e do COL e com vaias semelhantes. Mas isso ainda é um sonho que parece distante de acontecer. E se deixar o cargo na confederação quem assume é Marco Polo Del Nero, numa típica troca de seis por meia dúzia.

A Copa e a política

quarta-feira, 20 de março de 2013

Em vez de ser tratada com seriedade, a Copa do Mundo segue conduzida na base do improviso no Brasil. Uma das áreas estratégicas para o Mundial, a Aviação Civil, foi entregue sábado a Moreira Franco, que ocupava a pasta de Assuntos Estratégicos, com a única finalidade de contentar o PMDB, aliado da presidente Dilma Rousseff para as eleições de 2014. Moreira Franco está longe de ser especialista na área, mas isso, para o governo, é o que menos importa. Acabou dispensado Wagner Bittencourt, o técnico que comandava a Aviação Civil e tentava colocar a casa em ordem. Mas como não tinha filiação partidária…

Também por interesses políticos, a Secretaria de Assuntos Estratégicos chegou a ser oferecida ao PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, que recusou, fazendo jogo duro para entrar na base aliada e tentando aumentar o poder de barganha de seu partido.

Já a bancada do PR, que perdeu o Ministério dos Transportes depois das denúncias de corrupção que derrubaram Alfredo Nascimento, quer a saída do atual ministro, Paulo Sérgio Passos. De Dilma acaba de receber a oferta para controlar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a Valec, estatal que cuida das ferrovias. Não por ter quadros capacitados para o setor, mas com vistas às alianças de 2014.

Mesmo o Esporte, nas mãos de Aldo Rebelo, longe de ser especialista na área, é uma pasta loteada há tempos pelo PCdoB. Também por interesses estritamente políticos. Antes de Rebelo, que trabalhava na reforma do Código Florestal Brasileiro, foi ocupada por Agnelo Queiroz, então representante do partido comunista, e Orlando Silva. O último, também representante do PCdoB, só deixou o ministério devido a denúncias de corrupção. Mas o partido continuou comandando o Esporte…

Com 39 ministérios e o fisiologismo imperando, as obras necessárias para a Copa seguem atrasadas e a oportunidade que o país ganhou em 2007 de receber o Mundial e usá-lo para melhorar uma série de setores, entre os quais o de mobilidade urbana, vai sendo jogada no lixo.

Um entre vários exemplos é o caso da Arena Pantanal, que teve o consórcio responsável pela obra desmontado e não sabemos quando ficará pronta. O governo diz que em outubro, a Fifa acha que não. O prazo, acreditem ou não, era dezembro do ano passado…

Sem falar que o que será feito de boa parte das arenas depois do Mundial até hoje é desconhecido, pois não há nenhum estudo sério sobre o pós-Copa. Se não houve para o pré, haveria para o pós? E depois vão reclamar se sobrar um elefante branco aqui, outro acolá…

O medo de Marin

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Foi por não aguentar a pressão que José Maria Marin resolveu antecipar a escolha do novo técnico da seleção, que só seria feita (e decidida) em janeiro.

Marin não escolheu Guardiola por temer a reação do povo brasileiro caso perdêssemos a Copa nas mãos de um técnico estrangeiro, conforme comentou com um amigo. Chegou a lembrar que ele próprio, Marin, tem ascendência espanhola e poderia ser crucificado se o Brasil pegasse a Espanha no Mundial e, nas mãos de Guardiola, acabasse eliminado. Disse, em tom de brincadeira, que poderia até ser enterrado vivo se isso acontecesse.

Optou, então, pela saída mais conservadora e política possível. Ao escolher Luiz Felipe Scolari como técnico e Carlos Alberto Parreira para coordenador, ambos campeões mundiais pela seleção, um em 2002, outro em 1994, divide as responsabilidades por um possível fracasso com dois nomes de peso.

Se perdesse a Copa com Mano, Marin temia que a culpa ficasse toda com ele, Marin, que como presidente da CBF teria mantido a aposta num técnico sem experiência e que vinha sendo massacrado pela opinião pública _vide a reação da torcida brasileira nos três jogos que a seleção realizou no país sob o comando de Mano.

Com Felipão e Parreira, Marin tenta também melhorar seu relacionamento com Ronaldo, que é aliado de Andrés Sanchez, e com o próprio governo federal.

Scolari vinha trabalhando para o Ministério do Esporte sob o comando de Aldo Rebelo, que apoiou a escolha de Marin. E que, assim como o presidente da CBF, já tinha se declarado contra a contratação de um técnico estrangeiro. O que, aliás, lamento. O corporativismo e o pensamento retrógrado da confederação, como comentei num post anterior, acabaram prevalecendo.

Quando poderíamos avançar, com um Guardiola da vida, se não demos um passo atrás, tampouco demos um adiante. Resta torcer para a nova (velha) comissão técnica realizar um bom trabalho, pois a seleção brasileira tem sido mal tratada demais.

Castelo de areia

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um dos pontos que chamaram minha atenção nas eleições à Prefeitura de São Paulo foi a desconstrução da candidatura de Celso Russomanno (PRB), candidato que não tinha projeto de governo. Suas propostas não passavam de um castelo de areia para inglês ver. O eleitor, no final, optou pela velha polarização entre PT e PSDB, cujos candidatos passaram para o segundo turno, um segundo turno que promete.

Fico pensando quantos Russomannos não temos comandando ou em cargos importantes no mundo esportivo do Brasil. Candidatos que são eleitos por seus pares sem propostas e projetos por simples troca de favores. E que podem se perpetuar no cargo indefinidamente pelo “toma lá dá cá” ou pelo ”é dando que se recebe”, citado ontem pelo suplente de Marta Suplicy no Senado, candidato a novo mandato na Câmara de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Quem votou na Marta para senadora não terá sido traído? Tudo bem, talvez tenha sido um risco calculado, mas mal calculado. Quem entra no lugar dela para representar São Paulo? O suplente, que é de outro partido, tem outras ideias e defende o velho “é dando que se recebe”, lembrando, sem citar, o falecido deputado Roberto Cardoso Alves (PTB).

Os tempos passam e de vez em quando ou de vez em muito parece que as coisas não mudam. No que diz respeito ao esporte as mudanças são pontuais. E muitas vezes para pior. O COB, por exemplo, não apresenta resultados positivos nos Jogos Olímpicos de 1996 para cá. Mas consegue muito mais recurso público e Carlos Arthur Nuzman é reeleito pela quarta vez.

Parte para o quinto mandato, dizendo que em 2016 seremos “top 10″ nos Jogos do Rio, como se isso fosse o principal, quando não é. Como chegar lá? Certamente vai pedir mais e mais dinheiro público e preparar as desculpas caso não atinjamos à meta.

Na CBF, qual era o plano de trabalho de Ricardo Teixeira, que se perpetuou no poder de 1989 a 2012 e só largou o osso devido às denúncias de corrupção que não paravam mais? E ao tão comentado recebimento de propina da ISL, parceira da Fifa que faliu e teria dado boa grana pra ele e seu ex-sogro, João Havelange. Em quem Nuzman, aliás, se espalha.

Entra José Maria Marin, o vice mais velho que dá um salário para Teixeira ser seu consultor, com que agenda de trabalho? Com quais propostas? Alguém sabe? Imagino que não, porque talvez ele seja tão vazio, em termos de propostas, como Russomanno.

Russomanno, com a candidatura desconstruída, caiu fora. Mas e Nuzman, Marin e tantos presidentes de federações e confederações que se agarram ao poder e se recusam a sair? Não está na hora de mudarmos o quadro, com a rotatatividade de poder e limitação de mandatos sugerida por Aldo Rebelo, do Esporte? Não está na hora de o governo parar de dar verba pública e cobrar resultados do COB, que às custas das tetas do governo sustenta e paga regiamente seus executivos? Não está na hora de o governo rediscutir o monopólio da CBF sobre a seleção brasileira, um dos principais produtos nacionais? Acho que sim. Mas será que eles acham? Duvido. Apesar dos pesares, boa semana a todos, Janca

A herança de Teixeira

sexta-feira, 23 de março de 2012

O governo federal, via Ministério do Esporte, e o Comitê Organizador Local, via José Maria Marin, não querem mexer nos acertos feitos por Ricardo Teixeira com patrocinadores e parceiros comerciais, inclusive contratos para venda de ingressos para a Copa das Confederações e o Mundial de 2014.

Setores da oposição insistem que eles sejam revistos e reavaliados seja pela União, seja pelo próprio COL, mas em visita ao Congresso durante a semana Marin, que substituiu Teixeira no poder, deixou claro que representa o continuísmo e vai defender a herança deixada pelo ex-chefe.

Aldo Rebelo, pressionado pelo Tribunal de Contas da União devido ao atraso nas obras e pela própria Fifa, pela indefinição sobre venda de bebida alcoólica nos jogos da Copa, tampouco tenciona mexer no vespeiro.

Para a oposição acordos como o contrato de hospitalidade e os direitos de comercialização dos pacotes VIP do Mundial, deixados nas mãos de amigos de Teixeira, deveriam ser revistos. Rebelo, porém, avalia que não há tempo para isso, enquanto Marin defende Claudio e Wagner Abrahão, unha e carne com o ex-presidente da CBF, e que serão responsáveis pelos serviços de turismo e ingressos no Mundial. Amigos, amigos, negócios… Nem sempre à parte.

O esporte dos comunistas

domingo, 11 de março de 2012

Aldo Rebelo não deve se posicionar na disputa entre PT e PMDB pelo apoio do PCdoB nas eleições municipais de São Paulo. O ministro do Esporte tem sido assediado pelos dois partidos sobre possível aliança com os comunistas na disputa paulistana.

Foi procurado pelo vice-presidente Michel Temer para conversar sobre o assunto, mas prefere se manter fiel a Dilma Rousseff e focar sua atenção nas divergências entre governo e Fifa do que com as eleições em SP.

Já o ex-ministro Orlando Silva, também comunista do PCdoB, tem postura diferente. Articula com os dois lados e tenta ganhar pontos depois de ter deixado o ministério sob várias denúncias de corrupção.

Deve ser candidato a vereador em SP como principal nome do partido, mas prefere que Netinho de Paula abra mão de sua candidatura a prefeito e que o PCdoB apoie Fernando Haddad, do PT, ou Gabriel Chalita, do PMDB. Assim Netinho disputaria uma vaga à Câmara dos Vereadores e poderia puxar votos para o partido, ajudando o próprio Orlando.

O PCdoB, apesar de negociar tanto com PT quanto com PMDB, ainda mantém candidatura própria a prefeito.

Orlando Silva está magoado com parte do PT, a quem atribui as denúncias que culminaram com sua saída do Esporte, mas segue muito ligado a Lula e desde o ano passado tem prometido ao ex-presidente articular apoio a Haddad. O que não significa que não irá valorizar seu passe, negociando também com Michel Temer eventual apoio a Chalita.

Postura diferente da de Rebelo, que tem mesmo que se preocupar com outras questões e tentar organizar a bagunça que toma conta dos preparativos (ou da falta deles) para a Copa no Brasil.

O atual ministro conseguiu arrumar um inimigo externo e desviar um pouco o foco da desorganização e da falta de planejamento para 2014, fruto da briga com Jérôme Valcke, o secretário-geral da Fifa. Mas, tirando a questão dos estádios, que em geral estão caminhando relativamente bem, que a baderna continua, continua. E os gastos aumentando e tudo ficando para a última hora, como alguns já previam que acontecesse em 2007, quando o Brasil ganhou o direito de abrigar o Mundial.

O papel de Ronaldo

sexta-feira, 9 de março de 2012

Com a licença médica de Ricardo Teixeira, Ronaldo recebeu a incumbência de seguir representando-o no Comitê Organizador Local e tentar reaproximá-lo tanto da Fifa quanto do governo, aproveitando que os dois lados estão estremecidos.

Durante a semana, o ex-jogador já deu o seu recado, ou melhor, o de Teixeira. Afagou Aldo Rebelo e Dilma Rousseff, dizendo que acredita na capacidade do governo de realizar uma excelente Copa do Mundo, mas não deixou de dar apoio a Jérôme Valcke, lembrando que o secretário-geral da Fifa está certo ao cobrar dos brasileiros o atraso nas obras.

A partir de agora a ideia é que Ronaldo passe a usar o espaço entre Rebelo e Valcke para dar força ao COL, presidido por Teixeira e do qual o ex-atacante é um dos representantes.

Se conseguirá, não sei. E confesso que duvido. Porque neste momento Ronaldo tem outras preocupações, como, por intermédio de sua empresa de marketing esportivo, apresentar projetos para divulgar a marca Corinthians no exterior. E tentar encaixá-la tanto na Copa de 2014 quanto na Olimpíada de 2016. O que pode significar confusão, especialmente no caso da primeira, caso haja _e por que não haveria?_ conflito de interesse com o ex-jogador atuando no COL, embora ele não veja assim…

A “amizade” Teixeira/Valcke

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aliados de Ricardo Teixeira que não suportam Jérôme Valcke devem estar vibrando com a briga do secretário-geral da Fifa com o governo brasileiro.

Teixeira e Valcke toleravam-se até o brasileiro apoiar Mohammed bin Hammam à presidência da Fifa, traindo Joseph Blatter.

Expulso do Comitê Executivo da Fifa, Bin Hammam é amigo de Teixeira, mas passou a odiar Blatter, que considera responsável pelo seu afastamento após denúncias de tentativas de compra de voto para a escolha da sede da Copa do Mundo.

Teixeira também acabou longe de Blatter, que dá cada vez mais força a Valcke e mal fala com o brasileiro, ameaçando-o com divulgação de documentos que poderiam comprovar suspeita de ter recebido propina da ISL, ex-parceira comercial da Fifa.

Mas Blatter também tem o rabo preso. E com Valcke, que sabe tudo sobre sua administração. Tanto tem o rabo preso que trouxe de volta a Fifa o dirigente mesmo depois de ele ter feito lambança violando cláusula de preferência da Mastercard para negociar patrocínio da Visa.

Responsável pelo marketing da entidade, Valcke chegou a ser afastado da Fifa para depois voltar como secretário-geral… O que só mostra que tem Blatter nas mãos…

Com o rompimento entre Valcke e o governo brasileiro, o Comitê Organizador Local para a Copa de 2014, nas mãos de Teixeira, ganha importância. Pois se Dilma Rousseff não quer mais ter Valcke como interlocutor, a Fifa tampouco vê em Aldo Rebelo, ministro do Esporte, Ronaldo ou Bebeto, fantoches de Teixeira, profissionais preparados para discutir o Mundial. E neste momento os dois lados vão ter que se aproximar da presidência do COL para o barco não afundar de vez. E o presidente do COL, bem ou mal de saúde, ainda é Ricardo Teixeira.

O mundo dá voltas. Mesmo que sejam para retornar ao mesmo lugar.